Nem tudo pode
  Alguns pedidos do PP, considerados além da conta pelo governador Requião, é que impediram a deputada Cida Borgheti, de assumir a secretaria de Indústria e Comércio. O resto é versão oficial. O PP de Severino Cavalcanti, presidente da Câmara e José Janene, deputado da região Norte, reprisou aqui o comportamento ávido que acabou com a reforma ministerial de Lula há um mês.

Pombo de Praça
  Quem viu, construiu a imagem: o procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, entrou com tanta autoridade na reunião do Conselho de Administração da Sanepar, na terça-feira, que parecia aqueles pombos de peito estufado que se vê pelas praças de Curitiba.
  Detonou dois conselheiros do grupo Dominó (sócio minoritário), e o poderoso PHX, advogado Pedro Henrique Xavier, presidente do Conselho.

Com a força
  Tamanha segurança estava respaldada na bênção de EL Supremo, com quem Botto de Lacerda conversou no Palácio Iguaçu, antes de ir para a reunião. Por trás de tudo isso, está a briga de foice que vinha sendo travada entre o procurador geral e o PHX, que começou logo depois da lua-de-mel de Governo recém-eleito.
  Quem queria irritar Botto bastava lembrar as interferências de PHX nas questões relacionadas ao pedágio.

Mudança positiva
  E, no fim das contas, a Sanepar precisava mesmo de uma boa interferência do Governo. O corpo funcional está à deriva e nervoso, e os sócios minoritários vinham aproveitando para impor suas decisões. Andavam refugando até diante dos novos investimentos que a empresa quer fazer no Estado.

Mais, mais!
  A continuar deste jeito, com esta vontade de resolver problemas em setores problemáticos do Governo, logo El Supremo desce até Paranaguá e detona o...bem, milagre pode ser um pouco mais difícil. E demorado.

A super secretária
  Das duas, uma: ou a secretária de Assistência Social de Londrina, Maria Luiza Rizotti, desafia a lei da física e ocupa dois lugares ao mesmo tempo ou é uma super funcionária capaz de atender a prefeitura e o serviço social da UEL, simultaneamente.
  Pelo menos é o que mostra o comprovante de pagamento da UEL, onde Maria Luiza recebe por 40 horas semanais de trabalho, mesmo período que, como funcionária pública nomeada, deve dedicar à prefeitura do PT.

Na Câmara
  O assunto deve ser esclarecido pela secretária, chamada a dar explicações hoje à Câmara de Vereadores.

Banco Santos again
  Depois de três meses suando mais do que colhedor de feijão (que trabalha só em dia de sol quente) o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) conseguiu o número mínimo de 171 assinaturas para a criação da CPI do Banco Santos. Teve a colaboração de um colega pernambucano, Paulo Rubem Santiago (PT) e de outro catarinense, Fernando Coruja (PPS).

Explicações à vista
  Quem sabe que, com a investigação da CPI, os paranaenses venham a descobrir o que levou as Fundações Copel e Sanepar a aplicar quase R$ 200 milhões no Banco Santos quando até os ascensoristas da Bolsa de Valores já comentavam a intervenção.
  Desde o final do ano passado aguarda-se uma explicação do Governo para isso.

A dívida da Unimed
  O superintendente da Federação das Unimeds do Paraná, Manoel de Almeida Neto, não aceita ser responsabilizado pela indenização de quase R$ 15 milhões que a Unimed/Curitiba teve que pagar, neste ano, para a REME (Unidade de Remoções Médicas). O contrato foi assinado durante a gestão dele, há 10 anos.

Gestão compartilhada
  Manoel Almeida diz que a contratação da REME cumpriu todas as exigências estatutárias da cooperativa e foi benéfica para o usuário. A ação judicial, que acabou consumindo todo o lucro da Unimed/Curitiba de 2004, teve início na gestão seguinte, que rompeu o contrato unilateralmente. A Unimed Curitiba já está em ebulição por causa da eleição da nova diretoria, no começo de 2005.

Com Bethânia
  A matéria com Maria Bethânia, publicada no Folha 2 de ontem, foi um presente, daqueles que deixam a gente mais feliz. O repórter Antonio Mariano Junior fez um texto leve, uma entrevista com sintonia fina e obteve pequenas revelações de uma cantora que está na estrada há muito tempo.
  É assim, tirando pérolas do cotidiano, que se faz bom jornalismo.

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