Adeus TRF

Uma das maiores, senão a maior, reivindicação institucional do Paraná junto à União, está prestes a ir para as calendas gregas. O Conselho de Justiça Federal dá os últimos retoques no projeto que praticamente dobra o número de juízes nos 5 Tribunais Regionais Federais, TRFs, espalhados pelo País. Na Quarta Região, com sede em Porto Alegre e que atende RS, SC e PR, o número sobe de 27 para 52 juízes.

Acabou o argumento

O projeto, que será enviado ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre , é uma pá de cal na criação do TRF aqui no Paraná, pedido que se arrasta por 10 anos, porque acaba com o principal argumento de falta de infra-estrutura para o atendimento. Hoje são mais de 60 mil ações paranaenses que tramitam na regional de Porto Alegre. Minas, Bahia, Acre e Amazonas também perdem a chance de ter os seus próprios TRFs.

Sem votação

Na verdade, a criação de novos TRFs perdeu a chance de ser aprovada porque o PT bloqueou a votação no plenário da Câmara em dezembro passado. O lobby dos atuais TRFs regionais foi mais forte do que os dos Estados, que reivindicavam a mudança. Mais certo sempre esteve o ex-presidente da OAB/Curitiba, Hipólito Xavier, quando dizia que a criação do TRF no Paraná era uma questão de poder político do qual o Rio Grande do Sul não iria abrir mão.
Ponto pra eles. Ou, preto no branco: ponto para os deputados, empresários e juízes gaúchos, que souberam mostrar firmeza.


Entre nós

O senador Osmar Dias (PDT) e o ministro Paulo Bernardo (PT), trocaram mais figurinhas do que guri colecionador, ontem, na Assembléia Legislativa. Conversas de pé-de-ouvido mesmo.
Os dois dariam uma boa dupla caipira, ''Urtigão & Barbeado'' e poderiam sair cantando: ''Só nós dois é que sabemos/O quanto nos queremos bem...''



Com os Da Silva

Jorge Samek e dona Maria Olívia passaram o feriado de Tiradentes com os Silva, na granja do Torto, em Brasília. Como o Primeiro Casal da Itaipu é discreto, não conta nada das intimidades presidenciais, só nos resta imaginar como é passar uns dois ou três dias na Primeira Casa do Brasil.
Por exemplo: se dona Marisa aparecer de ''bóbis'' no cabelo (pelo menos ela usava no começo do Governo) é pra ignorar ou dizer que o ''bóbis'' permite um enrolado mais natural?

No corredor

E, se por acaso der fome de madrugada e a gente encontrar o Presidente na cozinha, comendo ovo com pão (ele acorda a cozinheira pra fritar), o que fazer? Pede outro ovo, mas com a gema molinha, finge que estava procurando a porta do banheiro ou comenta que ''esse Romero Jucá não dá sossego pra ninguém não é mesmo''?


Relax, relax

Samek e Lula são amigos antigos, mas é possível relaxar num feriado junto com um presidente? Só se Samek tiver a liberdade de dizer algo assim: ''enquanto as duas lavam a louça do almoço, Lula, vem cá que eu vou te contar tudo o que o Requião fala do teu Governo lá no Paraná. Você vai esquecer até da crise do Equador. E traga os palitinhos de dente, por favor...''


Façam o que digo...

Leitores de Londrina informam que esta história do prefeito Nedson Micheleti (PT) de chamar empresas para adotar praças pela cidade é pra boi pegar no sono mesmo. Ele vendeu e doou mais de 70 áreas verdes, praças a torto e a direito (mais torto), e tem um bando de ONGs, e a OAB, que já fizeram as denúncias na Justiça.

Não o que faço!

Com este exemplo, o prefeito não vai encontrar empresa nenhuma disposta a bancar os cuidados de qualquer área verde da cidade. Nem que a vaca tussa. Ou melhor, com tanto descuido das áreas verdes, não só a vaca, mas tudo quanto é bicho deve andar tossindo a toda hora em Londrina.

Daltônicas

De mudanças

Comunista na juventude, socialista na maturidade e realista na velhice, o que mais orgulhava o político de esquerda era o neto. Que havia migrado para os Estados Unidos e trabalhava numa seguradora norte-americana.

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