RUTH BOLOGNESE
Vingança do pipoqueiro
A torcida do Coritiba, que viu o time perder para o maior rival, o Atlético, na Arena da Baixada, no domingo, teve pelo menos um gostinho. Amargo, mas gostinho. O principal cartola do clube, o empresário Mário Celso Petraglia, não pode nem comemorar a vitória final.
Estava em São Paulo colocando no lugar o queixo que deslocou num incidente doméstico.
Uma coisa é uma coisa...
Por princípio, esta coluna não faz apologia do feminismo e sempre considerou esta história de queimar sutiãs uma atitude contra a categoria. Antes do silicone, o equipamento era o único que enfrentava a lei da gravidade, assim, de peito aberto. Ou coberto.
Mas, com ou sem feminismo, colocar a atual diretora financeira da Itaipu Binacional, Gleisi Hoffmann, como exemplo de nepotismo no governo petista é, no mínimo, injusto.
Marido ministro
Gleisi é advogada e economista, projetou-se nacionalmente na equipe de transição do governo Lula e assumiu a Itaipu em janeiro de 2003, por ter currículo invejável de administradora pública. E foi só o marido dela, deputado Paulo Bernardo, chegar a ministro do Planejamento agora, há menos de um mês, e vem a imprensa falar em nepotismo.
Paulo Bernardo virou ministro por mérito próprio, mas poderia ser vendedor de livro que Gleisi estaria onde está.
Bem ao contrário do filho do Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. E de muita gente boa aqui no Paraná.
Cadê as casas?
Quem quiser, pode conferir no site da Cohapar - Companhia de Habitação do Paraná. Os números reais de casas construídas nos últimos dois anos, (em torno de 2 mil) não chega nem perto da promessa de 40 mil casas feita pelo PMDB na campanha ao Governo do Paraná. Falava-se em 3 mil unidades da casa do zelador, uma para cada escola pública. O site informa que foram entregues apenas 27 até agora.
Sobra de recursos
E a Caixa Econômica já avisou que está sobrando dinheiro do Programa Social de Habitação, PSH, que libera R$ 8 mil reais para famílias que ganham até 3 salários mínimos, a fundo perdindo. O Estado entra com saneamento, água e energia e as prefeituras com terreno.
Conjunto Requião
Parece até coincidência. O conjunto de casas populares que recebeu o nome do governador Requião, em Maringá, vem apresentando os maiores índices de violência e criminalidade na cidade. A classe média evita até passar perto do Conjunto Requião. Morre de medo.
Quadrilhas e assaltos
Já faz algum tempo que quadrilhas de assaltantes vem agindo em fazendas e empresas de agronegócio para roubar fertilizantes, adubos e herbicidas, que alcançam alto valor no mercado. Usam armamentos pesados e chegam a fazer grande número de reféns.
Em Tapejara
Recentemente, em Tapejara do Oeste, próximo a Maringá, uma quadrilha estava em plena atividade, carregando adubo de uma usina de álcool, por volta das quatro da manhã, quando começaram a chegar os candidatos a emprego para colher cana. A bandidagem não teve dúvida: trancou os coitados dos candidatos a emprego dentro da usina, e zarpou.
De Curitiba para o mundo
Passado o susto, ficaram duas lições: ao procurar a PM para aumentar o efetivo da cidade, os donos da usina foram orientados para, em caso de assalto, ligarem no 181 da Polícia Militar em Curitiba que, a partir daí mobilizaria Maringá que, por sua vez, apelaria para Paranavaí que telefonaria para Cianorte... Bem, nestas alturas, os assaltantes já estariam no Paraguai tomando chimarrão frio.
Encapuzados
Os candidatos a emprego, retidos pela quadrilha em Tapejara do Oeste, aprenderam um alerta básico. Ao chegarem de madrugada na Usina se surpreenderam com o grande número de seguranças que guardavam o portão principal e, mais ainda, com as armas que portavam. Até um deles, mais observador, alertar: ''Vocês não estão vendo que os homens estão encapuzados, Gente?'', perguntou. Mas aí já era tarde.
Daltônicas
De novos hábitos
Cerveja, só aos sábados e domingos. Agora, ao ver a mulher sair para o supermercado, pede: ''Me traga Club Social e Todinho. Mas só se for de caixinha''.





