A UEL e o Porto
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi contratada no começo do ano para fazer um amplo diagnóstico sobre os problemas e desafios do Porto de Paranaguá. Técnicos e professores trabalharam um tempão para recolher dados e o relatório final foi apresentado na semana passada.
Tudo, rigorosamente tudo, o que a UEL levou meses e cobrou R$ 300 mil para revelar, podia ser encontrado a qualquer momento nas páginas dos jornais do Paraná, nos informes que circulam no mercado mundial de navegação, nas análises da Federação da Agricultura (Faep) e até na CPI mandrake que a Assembléia realizou.

A céu aberto
Desde concorrências discutíveis até contratações irregulares e passando por sumiço de toneladas de soja, os problemas do Porto de Paranaguá sempre foram visíveis a olho nu e a céu aberto. Só não vê quem não quer.

Legalidade das ONGs
A Comissão de Fiscalização da Assembléia quer saber, tanto do Governo, como do Tribunal de Contas, a legalidade e o número de ONGs e OSCIPs que mantém convênios com órgãos e empresas públicas do Paraná. O presidente da Comissão, deputado Neivo Beraldin, é um crítico contumaz de ONGs e afins.

Dinheiro das ONGs
Esta história de ONGs e Governos merece,de fato, verificações mais apuradas. Em Guaraqueçaba, litoral do Estado, um dos maiores mananciais marítimos do Atlântico, 75 ONGs atuam na preservação do meio ambiente, muitas com 10, 15 anos de estrada e com dinheiro público.
E a (péssima) qualidade de vida da população não mudou um milímetro sequer.

Cimento e suspeitas
O prefeito Miguel Jamur, de Guaratuba, o nosso balneário mais antigo, está encafifado com notas fiscais de compra de material de construção do antecessor,José Ananias dos Santos, PMDB. Não é que o pessoal da prefeitura comprava cimento, cal, argamassa, massa corrida etc, etc, de empresas de Santa Catarina, a 500 kms de distância? E não é que o comércio local pode fornecer tudo isso, e mais um pouco, a preços menores e sem necessidade de frete?
Como diria Guimarães Rosa, a gente quase que nada não sabe, mas desconfia de quase tudo.

Mapa do Menor
A promotora da Infância e Adolescência, Maria Tereza Wille, divulga nesta semana, um mapa completo sobre o menor infrator em Curitiba, pesquisado e realizado com a PUC/PR. A partir desta radiografia, será possível instalar projetos de atendimento e recuperação.
Quem é da área sabe que menor infrator é um problema cada vez mais grave no Brasil, caminho direto para a violência urbana. É só lembrar da Febem de São Paulo.

O Shopping de Salomão
O projeto arquitetônico do novo Shopping de Salomão Soifer já está sendo detalhado em São Paulo, pelo escritório de arquitetura Boti & Rubin, um dos maiores e mais conceituados do País.
Como já foi publicado aqui, o Shopping foi aprovado na gestão de Cássio Taniguchi e será construído no antigo bosque da Família Gomm, no último grande terreno do Batel, o bairro que abriga a classe A de Curitiba.

Confusão no Trânsito
É claro que um shopping com 180 lojas vai conturbar ainda mais o tráfego e a vida dos moradores do Batel. Mas, enfim, serão os mais ricos que vão sofrer e, no caso de stress demais, poderão correr para o Shopping (que será chiquérrimo), e comprar ''unas cositas.''
Agora, que é sempre é bom ver rico sofrer um pouco, lá isso é. Por raro.

Sobre Curitiba
É nesta época do ano que um ventinho mais frio começa a soprar nas manhãs e nas tardes de Curitiba. A experiência acumulada de 3 séculos e 12 anos, completados ontem, indica que é hora de todo mundo tirar os casaquinhos do armário e usá-los até o Natal. Com sorte, será assim até os últimos dias de novembro.
Esta Curitiba fria e com sol ameno é boa mesmo para ruivos com sarda, como eu e o Nedson Micheleti.

Daltônicas

De situações
Recém defenestrado do poder, o assessor calou-se. E com justificativa: ''estou mais quieto do que Piá cagado''.

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