Dívida cruel
Começou em R$ 30 milhões e já está em R$ 51 milhões mensais a dívida que o governo do Estado paga ao governo federal por conta do saneamento do Banestado. Só para se ter uma idéia do rombo nas contas, todo o programa de recuperação de estradas em todo o Paraná até 2006 vai custar R$ 153 milhões, ou três meses da dívida.

Sem ovo
Quer mais um dado para chorar na véspera da Sexta-feira da Paixão? O Estado vai pagar o equivalente a esta montanha de dinheiro até o ano de 2030. Quem tiver neto nascido no Paraná, como eu, já pode ir deixando o moleque sem ovo de Páscoa. Para poupar e ajudar a pagar esta dívida.

A venda
Como todo mundo sabe, o Banestado foi vendido no governo Lerner, com um déficit de R$ 5 bilhões. Era a própria a Casa da Mãe Joana, com empréstimos na bacia das almas a amigos e a quem mais quisesse ou pedisse. A conta, minha gente, ficou pra nós e nossos netos.

A primeira reforma
Nem bem esquentou o banco de prefeito, sem completar nem os primeiros 100 dias de governo, o prefeito Beto Richa (PSDB) já mexeu em quase metade da equipe: promoveu um troca-troca geral nos cargos, aceitou pedido de demissão do seu chefe de governo e trouxe gente que estava à deriva.
Das três, uma: ou as escolhas foram mal-feitas, ou não atenderam aos grupos políticos que participaram da campanha ou não estavam funcionando direito. Ou as três coisas juntas.

Sem liderança
Ou, simplesmente, o ''Alberto Roberto'' ainda nem tomou posse, diante das contradições da administração. Pura falta de liderança. Diz o deputado Luiz Carlos Martins (PSL), um dos primeiros apoios de Beto na eleição, e totalmente descartado, que não existe comando nenhum na prefeitura hoje.

Sem músculos
Bem, pelo menos o ''Alberto Roberto'' não reprisou o presidente Lula nem precisou do Severino Cavalcanti para dar uma geral no secretariado. Se engrenar a equipe a partir destas mudanças não pega a fama de ... bem, de um prefeito que demanda músculos nos glúteos.

Quem te viu...
Nada como um bom cargo de ministro pra valorizar um homem público. Ontem, o Banco Credit Suisse First Boston distribuiu informe onde diz que o nome de Paulo Bernardo como ministro do Planejamento foi bem recebido pelo mercado. E até resumiu as declarações do deputado na primeira entrevista depois de empossado.

Quem te vê!
O resumo do banco suíço sobre o que disse o novo ministro: 1) a nomeação não representa nenhuma mudança na política econômica; 2) não simpatiza com a idéia de elevar a meta de inflação de 5,1% para 2005 e 3) não está havendo gastança no governo.
Oookey, Paulo Bernardo!

Duro de roer
Se o prefeito Nedson Micheleti (PT) é um osso duro de roer nesta greve, o funcionalismo parece disposto a ir longe para obter aumentos salariais. Os grevistas já planejam manifestações para a exposição agropecuária, a mais tradicional da região, que só começa no dia 7 de abril.

Briga de estatais
A sociedade entre a Copel e a Sercomtel (sistema de telefonia de Londrina) sempre foi igual casamento de celebridades: na corda bamba. Agora, a novidade é que as duas sócias decidiram discutir a relação em público.

Mau começo
Na verdade, este casamento foi imposto. Jaime Lerner enfiou goela abaixo da Copel a compra de uma parte da Sercomtel, na gestão do então aliado Antônio Belinati. Foram quase R$ 200 milhões que entraram limpinhos na Sercomtel e pouca, pouquíssima gente, viu a cor do dinheiro.
Depois de uma situação dessas, não há casamento, nem sociedade, que dê certo.

Daltônicas

De precauções
Dentro do carro, no trânsito infernal, a mulher gesticulava, nervosa. De repente o marido começou a imitá-la, com gestos ainda mais incisivos. Diante do olhar surpreso, explicou:
''Se eu não fizer isso, vão pensar que você é quem manda''.

mockup