RUTH BOLOGNESE
Com os verdes
EL Supremo tem mania de farda. No primeiro Governo chamou o glorioso exercito brasileiro para construir a Ferroeste, que liga Guarapuava a Cascavel. Até hoje persiste a dúvida de quanto o Paraná realmente pagou para o Batalhão de Engenharia, do Rio Grande Sul, que realizou a obra.
A diferença de quase R$ 200 milhões sobre os custos entre a opinião de Roberto Requião e seu sucessor, Mário Pereira, ficou escancarada na campanha eleitoral.
Autoridade moral
À época, Requião queria mostrar austeridade e transparência num período da vida brasileira em que grandes empreiteiras eram sinônimo de negociatas e falcatruas. E seu antecessor, Álvaro Dias tinha passado o Governo inteiro brigando com o empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, de quem tirou da boca a construção da Usina de Segredo.
Hoje, empreiteiro deixou de ser o Judas das licitações públicas porque quase todo mundo é.
Ninguém sabe
Assim como no caso da Ferroeste, o fato de Álvaro Dias ter tirado a Usina de Segredo do Cecílio do Rego Almeida, nunca ficou provado que a mudança para outro empreiteiro, o paranaense Darci Fantin, trouxe lucros para o Paraná.
De Piraí do Sul
Agora, pela segunda vez,o governador Requião chama o Exército. A tropa vai asfaltar o trecho da rodovia entre Piraí do Sul e Curitiba. Pega bem no Governo petista. A construção de uma rodovia no Paraná dá uma função civil e palpável para o Exército brasileiro, num País pobre, com dificuldades cada vez maiores para manter a tropa.
Se a moda pega, os grandes empreiteiros, principais financiadores de campanhas eleitorais, vão começar a chiar.
Nomeações
O único perigo nesta história do Exército no Paraná é EL Supremo tomar gosto e nomear um (ou uma) comandante local para comandar os soldados. Nossa candidata é dona Elza Correia, a deputada do PMDB, para preencher a cota feminina no Governo.
Se alguém pensou em cota Requião-descendente, errou. Não tem mais representante disponível.
Menos 23
O secretário da Comunicação do Beto Richa, o livreiro Fernando Ghignone, disse que demitiu 23 pessoas da área que estavam em desvio de função. Anunciou, também, a criação de dois jornais, um interno e outro externo.
Nada disse, nem lhe foi perguntado, sobre a nomeação de sua própria mulher, Ana, para um cargo C 2 (salário de R$6 mil) na Fundação de Ação Social da Prefeitura.E sem nenhum desvio de função.
A Caixa e o Bicho
A grande maioria das lotéricas de Curitiba, franqueadas pela Caixa Econômica, tem salinha reservada para o jogo do bicho. É só chegar e fazer a fézinha.O último grande prêmio pago em Curitiba foi em Janeiro, de R$ 174 mil. A banca não quebrou mas de lá pra cá, prêmios altos nem pensar.
Bobeada geral
Bobeamos todos da imprensa paranaense e a ''Veja'' foi quem trouxe a entrevista das páginas amarelas com a mãe do rapaz condenado à morte na Tailândia por tráfico de drogas, Rodrigo Goulart. Era ouro em pó mesmo, em termos de notícia, que estava no nosso nariz. E ficamos todos na base do ''há é? Que coisa, não?'' Como se diz nas redações, foi uma ''barrigada'' geral.
Através da OAB
A ''Veja'' chegou em dona Clarisse através da OAB/PR. E novamente, confirma-se a velha tese de que em todo grande fato, mundial ou brasileiro, tem alguém com um parente no Paraná. Da eleição do Papa (cujos primos moram próximo a Curitiba) à guerra do Iraque (com mercenários sendo recrutados por aqui).
Se a imprensa fosse esperta, então, o Paraná seria notícia mundial toda semana.
A falta que faz
Aos admiradores desta coluna que mandam, diariamente, informações e comentários (foram 4 em dois meses, sem contar as mensagens da mamãe), atenção: um defeito no computador, impediu que chegassem nas últimas duas semanas. Então, por favor, se não custar muito tempo e dinheiro, podem repetir.
Daltônicas
De argumentos
Envolvido em conflitos diários na escola, com zero em comportamento, Pedro, de 9 anos, tem justificativa: ''não sou eu que procuro confusão. A confusão é que vive me perseguindo''.





