RUTH BOLOGNESE
A polícia acordou!
Finalmente a polícia do Paraná promoveu uma diligência e ocupou a antiga Vila Pinto, nas imediações da avenida das Torres. Todo mundo que tem carro em Curitiba já foi assaltado, teve um parente ou sabe de algum assalto no local. Só num barraco, havia 30 bolsas femininas, obtidas no assalto preferido do pessoal da Vila: surpreender o motorista parado no sinaleiro.
Fica suspenso, a partir de agora, o Hino da Corporação: ''boi, boi, boi da cara preta...''
A engenharia política
Na engenharia política que ensaia para reformar o secretariado, o governo Requião tem dois problemas pessoais para resolver: o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana ainda não se recuperou da morte da filha, Manoela, num acidente de carro, às vésperas do último Natal. E o secretário da Educação, Maurício Requião, sofre de doença na tireóide, que o faz oscilar constantemente entre a euforia e a depressão.
Acomodar a todos
Para amenizar as atribuições de pessoas tão próximas, e vitais, no Governo, a idéia em gestação é a criação de uma secretaria de Governo a ser ocupada pelo vice, Orlando Pessuti, um homem afável e amado em todo o Paraná. O perfil conciliador de Pessuti certamente reduzirá o trabalho pesado da Casa Civil, dando o tempo necessário a Caíto de processar sua dor.
No Tribunal de Contas
O destino de Maurício Requião parece mesmo o caminho do Tribunal de Contas, onde o conselheiro Rafael Iatauro se prepara para a aposentadoria compulsória. Como Iatauro é candidatíssimo a deputado federal, qualquer cargo de boa projeção no Governo certamente o convenceria a antecipar a saída, antes da data limite, em Janeiro de 2005.
O PMDB e as eleições
Com um olho no peixe (os cargos no Governo) e outro no gato (as eleições), o Governo discute um nome para substituir Pessuti na secretaria de Agricultura, que poderá ser o ex-prefeito da Lapa, o agrônomo, Paulo Furiatti, derrotado na eleição municipal. E, para a Educação, pode ir o deputado Rafael Greca.
Marmita e sacríficios
Se todo o sacrifício que Greca tem feito na vida (como passar só à marmita do Ille de France, o restaurante mais tradicional de Curitiba,por exemplo) valer, ele unirá uma das áreas mais importantes do Governo, a Educação, com a presidência do Diretório Municipal do PMDB, dois grandes portões abertos para o sonho que o mantém trabalhando 24 horas por dia: voltar a comandar a prefeitura de Curitiba.
Se Greca obtiver tudo isso, terá valido a pena trair e abandonar seu guru e amigo desde sempre, Jaime Lerner.
O que muda
Nestas alturas da coluna, a que se perguntar: ''e quéco?''. Todas as conjecturas e possibilidades são parte dos bastidores da política local, preparação para a campanha eleitoral do ano que vem. Na minha ou na tua vida, caro Leitor, não muda nada. É melhor voltar a capinar o café e a escrever as notas porque política não dá camisa pra ninguém, não.
Ou melhor, dá sim, camisas de fino trato para quem mexe os pauzinhos e comanda o espetáculo.
Problemas em Foz
Começa a perder o equilíbrio a Mãe de Todas as Coligações montada em Foz do Iguaçu com 18 partidos para vencer o PMDB de Dobrandino Silva. O vice eleito, Dilton Vitorasse, do PT, que acumula a secretaria do Meio Ambiente, e o prefeito Paulo Mac Donald, PDT, andam se estranhando.
Já rolou até rompimento, que os mais próximos conseguiram reverter. Por enquanto.
Tucano, sim
Em reunião com deputados do PSDB, o senador Osmar Dias, PDT, disse que, se vier a Reforma Política e com ela, a proibição das coligações, ele aterrissa no ninho tucano e sai candidato ao Governo.
No domingo, seu irmão mais novo, Álvaro Dias (*), que está no PSDB, disse em entrevista que não disputará o Governo com Osmar.
(*) Mais novo apenas na fachada.
De saída
Um dos mais famosos advogados do Governo Requião, Pedro Henrique Xavier, o PHX, ensaia uma retirada à francesa. Pretende se dedicar apenas ao luxuoso escritório em forma de nave espacial outros dizem que é uma igreja concluído recentemente em Curitiba.
PHX é presidente do Conselho da Sanepar e sempre se colocou como advogado do Governo em ações importantes como o Pedágio e a dissolução do acordo da Sanepar com o grupo Dominó.
Cadê a manutenção?
Os exportadores e importadores do Porto de Paranaguá iniciam movimento para deixar de pagar os adicionais nas tarifas que deveriam ser destinados a obras de manutenção do Porto de Paranaguá, dragagem inclusive.
Dois anos depois de pagarem os adicionais, os usuários descobriram que, apesar dos R$60 milhões que o Porto mantém em caixa, quase nada foi feito para melhorar o serviço. A Capitania dos Portos já restringiu a navegação no Porto de Antonina, que faz parte do complexo portuário local, por falta de condições de operações portuárias.
Quem ''atrapaia''?
Uma empresa famosa de São José dos Pinhais, no região metropolitana de Curitiba, ligada às artes da cachaça e da metalurgia, enfrenta um rombo de R$ 2 milhões em suas contas. O mais velho dos 4 irmãos que comandam a empresa, diretor financeiro, fez descontos de um grande número de cheques e se mandou para a praia, feliz da vida.
O restante da família vive momentos dramáticos.
Daltônicas
De pistas
Na escola de Direito, o promotor revela a pista que leva a polícia a localizar um preso no meio de um matagal, poucas horas depois da fuga: ''É pelo cheiro. A cadeia tem um cheiro próprio, que gruda da cabeça aos pés''.





