Preocupação

O deputado José Borba, líder do PMDB, anda preocupado com a súbita ascendência dos colegas paranaenses Ricardo Barros e José Janene (PP) na Câmara Federal depois da vitória de Severino Cavalcanti. Tudo pode acontecer, inclusive a dança de cadeiras.

É a típica ''Borba'' de molho.

Negociações

A articulação para a eleição de Severino mexeu com a cabeça dos deputados. Ontem, Ricardo Barros não descartou a possibilidade da Itaipu Binacional entrar para o rol das negociações na Câmara.

Sim, Jorge Samek, o atual diretor, usa barba, sim.

Os gastos na Câmara

A Câmara de Vereadores de Curitiba gastou R$ 4 milhões em publicidade no ano passado, através da agência Visão, sem licitação e sem fiscalização. E para quê, meu Deus do céu? Melhorou pelo menos a fachada do prédio? Ou a fachada de algum vereador?

Dinheiro de volta

Não falo pelos outros 1 milhão e 999 mil eleitores curitibanos, mas no próximo encontro com qualquer vereador desta cidade, não terei complacência: quero meus dois ''real'' de volta, aqui na minha mão. Ora, se a Câmara gasta R$ 4 milhões (dinheiro do povo) em publicidade e eu continuo com a mesma (péssima) opinião sobre os vereadores, então estão gastando errado, pelo menos na parte que me toca.

Comigo não, Jamelão!

Petistas no melado

Em Londrina, o povo está indignado por causa do aumento da verbinha pessoal de R$ 4 mil para mais de R$ 6 mil mensais, que os vereadores aprovaram. E com o apoio integral da bancada petista.
Petista no governo, minha gente, é como barata que nunca comeu melado.

Na telinha da TV

O canal 21 está transmitindo ao vivo as sessões da Assembléia e o expectador número 1 é EL Supremo. Todo mundo quer mostrar serviço, lógico, e a mais assídua tem sido dona Luciana Rafagnin (PT). Teretetê ela está lá, na Tribuna.

A aposta entre os deputados é se a transmissão resiste ao primeiro ataque da oposição. No ano passado não passou de uma semana. O dono do canal 21 é Luiz Mussi, secretário da Indústria e Comércio do governo.

Dinheiro parado

Na pendura com que vive a maioria das prefeituras, Ponta Grossa dá péssimo exemplo. Uma bolada de R$ 2,5 milhões está retida na Caixa Econômica Federal porque o ex-prefeito, Péricles Mello (PT), não prestou contas ao Tribunal de Contas. Sem a certidão liberatória do TC, o atual Pedro Wosgrau (PSDB) não chega nem perto do dinheiro, destinado às obras do Contorno Leste da cidade.

Futuro garantido

E o ex-prefeito petista, Péricles Mello, o que diz sobre isso? Recém-indicado para uma diretoria da Sanepar, se perguntado for, certamente responderá cantando:
''Tô nem aí, tô nem aí...''

Pacato cidadão

O vice-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, deu belo (e raro) exemplo de homem público no final de semana. Esperou nas filas do cadastro, do raio-X e da consulta na Clínica de Fraturas do Alto da XV, para verificar um afundamento da mão do filho, Ricardo, pré-adolescente. Mesmo reconhecido pelos médicos, recusou o carteiraço. O menino passa bem.

Do poder e do sentir

O cinegrafista Everson Casteliano Pereira, da RTVE, morreu num acidente de carro durante a cobertura da visita do governador Roberto Requião, no Oeste do Paraná. Foi uma fatalidade que já atingiu outros profissionais, em outros governos, nas mesmas circunstâncias. Enquanto o governador usa carros potentes ou mesmo helicópteros, a imprensa oficial se esfola para acompanhar a comitiva.

Sem interrupção

O governador determinou atendimento total para a equipe acidentada. É de praxe. Mas manteve a agenda integralmente e mandou seu vice, Orlando Pessuti, representá-lo no enterro de Everson, no sábado. É de praxe, também.

Como governador, Roberto Requião (PMDB) cumpriu o papel protocolar que lhe cabia e seguiu em frente. Como homem, poderia fazer a política esperar um pouco e consolar a família de um funcionário que morreu tão próximo. Everson tinha 37 anos e uma filha, Eduarda, de 10 anos.

Mas, a gente sabe, o exercício do poder é frio, distante e solitário.

Daltônicas
De oportunismos

O sogro, habituado a dar calotes na praça, avisa a família que está sofrendo do mal de Alzheimer, como a Laura da novela.

E a família percebe que o mal se agrava muito diante de todo e qualquer cobrador.

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