RUTH BOLOGNESE
Olho vivo, Heron
Um representante graduado do governo Requião negocia a prorrogação dos incentivos fiscais do setor automobilístico à revelia da Secretaria da Fazenda. E já está quase colocando a mão numa gorda comissão.
Prorrogação rima com mão e comissão. Mas para Heron Arzua, secretário da Fazenda, não é rima, nem solução. É problema mesmo.
Adios, Arapongas
Na volta do Carnaval o prefeito Beto Richa vai pintar uma faixa amarela na frente de cada radar-araponga que Cássio Taniguchi instalou para multar, escondido, os excessos de velocidade nas ruas da cidade.
Não será o ''Alberto Roberto'' em pessoa que vai pintar as faixas, lógico. Mas, pelo menos esta promessa de campanha, ele pretende cumprir integralmente.
Munição
Tem gente na Prefeitura de Curitiba que está com a lista completa dos pagamentos ''por fora'' feitos na gestão anterior. É munição para o caso do tiroteio ficar muito intenso.
Na verdade, todo e qualquer governante tinindo de novo ensaia divulgar pagamentos imorais e ''agrados'' do antecessor. Depois, acerta com os mesmos suspeitos de sempre e tudo se encaixa novamente.
Onde, o planejamento?
A Prefeitura de Londrina e a Sanepar não estão falando a mesma língua na questão da Avenida Ayrton Senna, na Zona Oeste. Como é que pode o projeto de uma avenida não considerar a existência das adutoras de abastecimento de água da cidade? Isto é o básico do básico, minha gente.
Em Paranaguá
No Porto, o pessoal também mandou bala e construiu silos e o escambau numa área da antiga Rede Ferroviária, que agora pertence à ALL e está uma confusão danada por lá, envolvendo governo, prefeitura, empresas e o Porto.
Tudo no mapa
Gozado, a gente imagina que secretarias e órgãos de planejamento oficiais só trabalham baseados em mapas e informações técnicas e não no olhômetro. E um olho, vejam só, incapaz de enxergar uma adutora de água, ou pelo menos, um bueiro.
Confusão geral
Imagina se a gente fizesse um jornal assim, por exemplo. Esta coluna sairia um dia nos classificados e no outro sobre os falecimentos.
O que em termos de lugar adequado, até que não estaria tão fora do padrão.
Desconversa
E quem não está falando língua nenhuma é este tal de Dnit, o departamento do Governo Federal que cuida das estradas, neste caso da queda da Ponte Capivari-Cachoeira, na BR-116. Ou melhor, neste caso ninguém está falando língua nenhuma e cada um cuida de gritar como o ladrão fragrado com porco nas costas: ''tira este bicho daí''.
Decepção para Requião
Agora, o Ministério Público Federal pretende investigar se as verbas enviadas pelo governo federal para a manutenção de pontes e estradas não teriam sido desviadas pelo DER do Paraná.
A confirmar qualquer desvio seria uma decepção brutal para o governador. El Supremo acredita mais na pureza de intenções do DER do que no seu próprio Xará.
O 'point' da energia
O novo presidente da Copel, Rubens Ghilardi, continua almoçando nos restaurantes por quilo ali no Batel, nas proximidades da sede da Itaipu Binacional, onde encontra antigos colaboradores. Ontem mesmo estava por lá, numa mesa de moças.
Erro geográfico
Quando o ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, vier para Curitiba, atendendo aos insistentes convites do governador Requião, fará uma descoberta: a Oktoberfest, tradicional festa da cerveja de Santa Catarina é realizada em Blumenau e não em Curitiba.
O equívoco consta da ''Enciclopédia da Brasilidade'' um catatau de 900 páginas coordenado por Lessa e pago pelo governo Federal que, além de 40 receitas de batidas, cataloga 19 festas típicas de todo o Brasil.
E é nesta lista de festas que a Oktoberfest fica por nossa conta.
Sofá na sala
A Secretaria de Saúde do Paraná age ao contrário do marido traído que tira o sofá da sala. Ao invés de resolver o problema da fila, que dura até 5 horas para quem vai em busca de remédio na Farmácia Especial, em Curitiba, colocou cadeiras e bancos confortáveis na sala.
Assim o pessoal espera. Mas sentado, uai.
De volta
A jornalista curitibana, Marilena Braga, volta ao colunismo político. Está escrevendo uma coluna em um jornal às terças-feiras. Mas Marilena, que já passou pelos principais jornais do Paraná, não vive de jornalismo. Faz palestras sobre tendências futuras do mercado e formação de lideranças.
Agradecimento
Agradeço Nossa Senhora da Salete, as Chagas de Cristo, o Sangue de Jesus e Santo Antônio (que no principal me faltou), terem me ajudado a fechar esta coluna na sexta-feira de Carnaval!





