O que choca

Como é que foi possível uma ponte daquelas, como a da BR Régis Bitencourt, a ligação mais importante entre o Sul e o resto do País, desabar daquele jeito? O Dnit, (órgão do Governo Federal) responsável pela rodovia, pode arrumar a desculpa que quiser, mas o fato é que a ponte ruiu porque nenhum bom engenheiro de manutenção não passa os olhos por lá há anos.

Sentado no dinheiro

O então candidato Lula não sabia o que queria dizer CIDE durante um debate na campanha eleitoral à presidência. Parece que continua não sabendo. Toda vez que um brasileiro enche o tanque, paga um percentual de imposto,o Cide, que deve ser usado para melhorar a infra-estrutura do País - estradas, portos, ferrovias, etc, etc. E por conta do tal Cide já são R$ 18 bilhões no cofre do Governo.
Mesmo sentado numa montanha de dinheiro como esta, o Governo Federal sequer garante uma boa manutenção de estradas. Imagine então novas obras.

Sem nada
Quando a Federação de Agricultura (FAEP) grita, dizendo que não adianta o Paraná produzir soja ou milho com a mesma qualidade norte americana se, logo depois da porteira, o caminhão já atola no primeiro buraco da rodovia,está cheia de razão. A queda da ponte comprova a tese.
A infra-estrutura,no Brasil todo,está por um fio.

Londrina e Nova York
Os londrinenses estão ''si, si'', se sentindo, como diz a ''Bibian Perón'' da novela. O aeroporto de Londrina e o JFK, de Nova York paralisaram há uma semana.Lá por causa da neve. Aqui, por causa da ausência de um grande ventilador que afugente as nuvens e garanta tempo bom. Não é chic ficar na mesma situação dos novaiorquinos?

O Governador e o ventilador
A idéia do ventilador foi do Governador Roberto Requião, em visita a Londrina na semana passada. Idéia genial,diga-se de passagem,como todas as demais que EL Supremo lança ao leu e só poucos privilegiados conseguem captar.


Vantagens
Primeira vantagem do Grande Ventilador: além das nuvens, poderia mandar para a...Patagônia um bando de políticos que só anda de avião às custas do povo. Já pensou um ventão daqueles pegar um político desprevenido perto do Aeroporto?
Segunda vantagem: o Grande Ventilador poderia multiplicar, milhares de vezes, o efeito da expressão ''jogar coliformes fecais no ventilador''. Que, como todos sabem, também é um método muito utilizado pelo Governador Requião na política.


(((((usar itálico)))

Sobre advogados e homens
É, minha gente, vivendo e aprendendo: há dois anos metralhando todo mundo pelos jornais, como poderosa mulher, e recebendo tiro de todo lado e ninguém, nem um mico de circo, se ofereceu para ajudar. Ao contrário, fugiram pra longe. Bastou derramar uma lagrimazinha, ensaiar um beicinho, no desabafo sobre os problemas na Justiça, feito aqui ontem, que dezenas de ''homens protetores'' se ofereceram para solucionar o problema.
Eis um resumo das soluções oferecidas:
1) Um publicitário convidou para estrelar um comercial de guarda-chuvas;
2) Um primo rico, que está participando de concorrências públicas, quis quitar a dívida do cheque especial;
3) Três sojicultores do Norte do Paraná ofereceram casamento. Com a condição de conseguir passar soja transgênica por Paranaguá. Ainda no governo Requião;
4) Dois donos de casas de bingo colocaram seus advogados à disposição. Em troca, testemunhos diários sobre a importância do jogo na vida dos idosos;
5) Políticos ofereceram filiações partidárias. Desde que se captasse recursos para o partido através da coluna;
6) Um ex-presidiário, ligado ao ramo de desmanche, ofereceu curso de 15 dias, grátis, sobre abertura de fechaduras de carros de terceiros;
7) Uma associação feminista ameaçou com mais um processo na Justiça.Motivo: fragilidade feminina tem que ser como meia fina desfiada.Não se mostra, disfarça-se!
8) E um grande número de e-mails com timbres de políticos conhecidos, governo do Estado, prefeitos, Assembléia Legislativa,etc,etc cujo conteúdo poderia se resumir assim: ''Aí, Trem Mal Acabado, agora chegou o dia da onça beber água!''. Mas acho que são falsos, né?
Aos que compreenderam:
Prometo, de novo de coração aberto, continuar exercendo neste espaço o jornalismo diário no qual acredito, que só é possível quando a sociedade, da qual fazemos parte, recebe a crítica independente como forma de aprendizado.

(*) Parei de chorar.

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