Guardar pra quê?


Num armazém do Governo do Estado na Vila Hauer, em Curitiba, estão estocados, há cinco meses, 800 aparelhos de vídeos cassetes e 800 TVs que já deveriam estar equipando as escolas públicas do Paraná.
Além da deterioração do material, a garantia do fabricante está vencendo. A responsabilidade é da Fundepar.

Assunto fundiário


A conclusão da CPI da Reforma Agrária na Assembléia Legislativa poderá mudar o rumo do Ministério da Reforma Agrária, pelo menos no Sul do País: 70% dos assentamentos feitos no Paraná já não são tocados pelos assentados originais. As terras foram passadas pra frente, vendidas ou simplesmente abandonadas.
É a prova definitiva que distribuir terra a torto e a direito, mesmo em regiões férteis e com infra-estrutura, também não resolve.


Demolindo, demolindo


O Centro Cívico era uma demolição só, ontem. Operários derrubavam os 4 últimos andares do edifício-esqueleto do Fórum e o Governo destruía armas apreendidas em frente ao Palácio Iguaçu.
No caso, demolir para melhorar. Nem sempre é assim.


Preferência por Foz


O ex-presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho, trocou a Secretaria de Turismo de São Paulo, cargo para o qual foi convidado por José Serra, pela de Foz do Iguaçu. A razão é que, na avaliação de Caio, a visibilidade internacional de Foz com as Cataratas do Iguaçu, as três Fronteiras e Itaipu, é maior do que São Paulo.


Fim de caso


Na reunião do diretório estadual, amanhã, o PT rompe com o Governo Requião e inicia carreira solo. O deputado Natálio Stica, o líder do Governo na Assembléia, já decidiu que entrega o cargo em 15 de Janeiro.


Sem saudades


Numa avaliação bem técnica, nem Natálio Stica, nem Angelo Vanhoni, que o antecedeu, vão deixar saudade no Governo Requião. A atuação de ambos como líderes não chegou a ponto de pegar touro à unha para defender as causas de Requião em Plenário. No máximo dos máximos faziam ôuuuuh" para o touro.


Sucesso de Fernandinha


Na verdade, a filha de Stica, Fernanda, bonita e despachada, defendeu com muito mais eficiência as teses do Governo como eficiente apresentadora nos programas de TV e na campanha, do que o pai na Assembléia.


Escolha pré-fixada


A indicação do livreiro Fernando Ghignone para a Secretaria de Comunicação Social de Beto Richa foi abençoada, melhor dizendo, passou pelo crivo do presidente do Sindicato de Proprietários de Jornais do Paraná, Abdo Aref Kudri, dono do ''Diário do Paraná''.
O mecanismo é tão previsível quanto a posse do novo prefeito no primeiro dia do ano.


Imprensa Boazinha


No popular, é o sinal da boa vontade do prefeito para com o Sindicato que comanda a cadeia de jornais, rádios e TVs do TVs do Paraná. Mais no popular ainda, é simplesmente a garantia que a nova administração estará livre da crítica da imprensa. Não é, e nunca foi, um relacionamento saudável porque não se baseia no alcance de cada jornal ou TV junto ao público, a chamada mídia técnica.
Por causa disso, o Paraná é o Estado brasileiro que tem maior número de jornais, revistas e afins em circulação. E, nem por isso a população é bem informada.


Outros exemplos


Ontem, durante almoço com jornalistas, o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, falou sobre o mesmo assunto e afirmou que a imprensa do Paraná, em geral, divulga bem o trabalho da Casa. Mas fez referência a uma reportagem recente desta Folha sobre os vencimentos dos Deputados.
''Ora, se a Folha de Londrina considera que os deputados ganham muito, teria que explicar os 10 milhões de dólares que recebeu do Governo em um ano, disse Hermas.


Outros números


Como a afirmação foi pública, ''Seo'' Zé Eduardo esclarece ao presidente da AL que os gastos do Governo do Estado com a ''Folha'', desde quando assumiu o comando da empresa em Londrina, foram estes: R$ 927.375,11 (ano de 2000); R$ 53.124,38 (ano de 2001); R$ 221.913,04 (ano de 2002); R$ 23.324,44 (ano de 2003) e R$ 228.000,00 em 2004.
Gastos do Governo com a Folha de Londrinaanteriores a 2000 já estão em poder do Ministério Público e do Tribunal de Contas, portanto da própria Assembléia.


Daltônicas


De jogo de cintura
Bem espertinha, a menina dizia pra mãe que não podia ser castigada porque tinha Síndrome de Dow. Tinha mesmo, mas a mãe sabia lidar com isso. ''Pois, deixe Síndrome de Dow no quarto e passe já pra cá'', respondia.

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