A solidão do fim do mandato


Às 17 horas de ontem o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, perambulava, sozinho, pelo Aeroporto Internacional de São José dos Pinhais, esperando embarque. Foi ao balcão da TAM, pediu uma informação, seguiu para o balcão do cafezinho e ficou a espera de dois assessores, que chegaram algum tempo depois.


O homem invisível


Nenhum curitibano, nenhum eleitor, nenhuma criancinha percebeu a presença do prefeito, que comandou a cidade nos últimos 8 anos. Nem ninguém parou para cumprimentá-lo. E teve que juntar moeda para pagar o cafezinho no balcão. Era o próprio Homem Invisível.


A qualquer custo


É por situações como esta que qualquer político faz das tripas coração para permanecer no poder. E se não tiver tripa pra montar o coração, entrega o original na boa. A indiferença é o pior dos infernos para quem já viveu sob as luzes. E atinge até os familiares.


Depressão e morte


Dizem que dona Débora Dias, ao deixar o Palácio Iguaçu quando seu marido, Álvaro Dias, concluiu o mandato de governador, entrou em profunda depressão. O ex-presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho morreu poucas horas antes de passar o cargo para o sucessor, por inconformado em deixar a poderosa Federação das Indústrias.


É melhor ser ninguém


Bem, quem pega no cabo da enxada todo dia, não tem nem dimensão do que significa isso. E se perder a enxada, vai ter que penar pra comprar outra, senão passa apuro. Ser pobre, desconhecido e carpir café tem lá suas vantagens.


Nedson aqui


O prefeito Nedson almoçou aqui ontem, no Serafini, restaurante chic do Batel. Partilhou a mesa com um grupo grande e animado.
E nem tchum pra imprensa...


A equipe de Richa


O ''Alberto Roberto'' montou uma equipe para governar Curitiba da qual não se pode falar nada: nem bem, nem mal, nem mais ou menos.



Salvos pelo gongo


Ninguém no Paraná comemora o final do ano como alguns membros do Governo Requião. Ontem, nem Airton Pisseti, secretário da Comunicação, nem Eduardo Requião, superintendente do Porto, compareceram à Assembléia Legislativa para dar explicações sobre os problemas de suas áreas.
Alegaram compromissos de última hora.


Inês será morta


Pisseti iria explicar as declarações do seu colega, Luiz Mussi, sobre ''pedágios'' em contratos com veículos de Comunicação (atenção, veículo no caso, não é carro, é TV,Jornal,etc, etc). E Eduardo Requião, o famoso ''Vovó Nana'' iria falar sobre tudo o que vem ocorrendo em Paranaguá.
Com o recesso, até os deputados voltarem ao batente, em fevereiro, a Inês estará morta e esturricada.





Pa-pa-pa-pa-pa...


A carta da Fundação Copel sobre as aplicações no Banco Santos enviadas ontem para a Assembléia Legislativa mereceu a definição de Durval Amaral, PFL: é um pa-pa-pa-pa que não explicou nada com coisa nenhuma. O resumo é: por questão de sigilo bancário, nada pode ser divulgado.


Falta de intimidade


O único dado concreto que surgiu até agora nestas mal explicadas operações da Fundação Copel e da Copel com o Banco Santos (sob intervenção) é o pagamento de R$ 1,2 milhão de CPMF. Isso significa, minha gente, que as aplicações ultrapassam os R$ 300 milhões.
Como bem diz o ''seo'' Zé Eduardo, dono desta ''Folha'' e ex-banqueiro, a imensa maioria dos brasileiros não tem a menor idéia do que significa qualquer soma acima de R$ 1 milhão. Por falta de intimidade com o assunto. Agora, imaginem R$ 300 milhões?


Em dúvida


Se bem que ''nóis'' nem precisa de intimidade com milhões pra desconfiar que nesse mato tem cachorro. Ou gato, ou uma grande maracutaia que, mais dia, menos dia, o Governo terá que explicar, ponto por ponto.


Baile fora de época


A liderança do Governo levou um belo baile no plenário da Assembléia, ontem, e em decisões importantes como contratações emergenciais para Educação e criação de cargos na RTVE. Mesmo com apenas 7 deputados presentes, a Oposição deitou e rolou.
O líder do Governo, Natálio Stica, PT, jogou a toalha.


Tudo de última hora


Mas o que é espantoso na pauta da Assembléia é que assuntos importantíssimos como Orçamento, acabam votados na véspera do recesso. Para nós, leigos, é difícil até de entender,quanto mais aceitar.


Daltônicas


De influências
Poder mesmo, na formação de uma equipe de Governo, é levar dois nomes escritos a mão numa folhinha de caderneta, entregar para o prefeito eleito e pronto. Sem referências, nem currículos.
E depois ler no jornal as duas indicações atendidas. O resto é composição política.

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