RUTH BOLOGNESE
O Banco Santos e o Paraná
Até agora não houve manifestação local nenhuma, mas corre no eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Brasília que a soma das aplicações de Fundações de grandes estatais paranaenses (Copel, Sanepar e Emater e outras) no Banco Santos passam dos R$ 300 milhões.
Recomendação ignorada
A diretoria da Copel e o governo do Estado foram alertados já há algum tempo, pela empresa de auditoria internacional, Kroll, sobre a possibilidade de intervenção no Banco Santos. Analistas de mercado também já vinham apontando o Banco Santos como investimento de risco em seus relatórios. Todo mundo se fingiu de morto aqui no Paraná e o dinheiro do povo ficou lá.
Ninguém se mexe
Desde a intervenção, diretores das Fundações e o Governo do Estado estão agindo tal qual o sujeito enterrado até o pescoço num caldeirão de... bem, de coliforme fecal: ninguém se mexe para não provocar ondinhas.
Irmão, irmão meu
O nome no bolso do jaquetão azul de EL Supremo para uma eventual substituição na Copel é Maurício Requião, atual secretário da Educação.
Beto Richa e o PT
O prefeito eleito Beto Richa (PSDB) teve uma longa conversa com o deputado Paulo Bernardo (PT) presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, em Brasília, ontem. Almoçaram juntos, inclusive.
A tragédia de Paranaguá
O maior porto graneleiro do País, Paranaguá, está se tornando uma tragédia constantemente anunciada. Foram 18 acidentes em dois anos, em menor ou maior escala. Foram filas intermináveis, cujas imagens correram mundo. Foi uma CPI da Assembléia que mostrou ratazanas gordas e tranqulas pelos pátios. E foi a cidade inteira, de comerciantes aos portuários, que se uniu contra a atual administração, conduzida pelo irmão do governador, o psicanalista Eduardo Requião.
Sem segurança
Assim como a grande maioria dos portos brasileiros, Paranaguá não se adaptou as exigências do Código Internacional de Segurança dos Portos e Embarcações (ISPS-COD), estabelecido pelos EUA pós ataques terroristas. E nem atende às recomendações da IMO, órgão da ONU para o setor. Por isso, nos EUA, está na lista dos portos ''contaminados'', ou seja passíveis de maiores e demoradas fiscalizações.
Acidentes como o de ontem podem acontecer em qualquer Porto e, mesmo sendo num terminal privado, só vem agravar uma imagem cada vez mais desprestigiada no mercado.
Refém famíliar
É incompreensível que o Porto de Paranaguá tenha R$ 200 milhões em caixa para investimentos e continue gerando apenas problemas. Como é incompreensível que o Governador Requião ainda mantenha o irmão dele na administração do Porto, diante de tão óbvias inconsequências.
Doces doações
A exoneração do assessor especial do gabinete do Governador, Daniel Godoy, do PT, tem muito a ver com Receita Estadual e as doações feitas pelo setor usineiro do Paraná durante a campanha eleitoral.
O secretário da Fazenda, Heron Arzua está louco da vida com esta história.
Nunca aos domingos
Esta resistência em se abrir o comércio em Londrina no sábado a tarde ou no domingo, é muito jacu. A cidade já é bem grandinha e o comércio local bem organizado para abrir quando quiser.
Índio quer apito e cliente quer conforto. O resto é bobagem. E podem desancar a coluna amanhã por conta desta nota. O couro ficou duro de tanto levar lambada...
Censura na Sercomtel
O professor Carlos Roberto Apoloni, de Londrina, teve a coluna que escrevia no Portal da Sercomtel, suspensa por ordem direta do Palácio Iguaçu. E o professor só escrevia sobre assuntos debatidos na imprensa, sobre salários e recursos humanos.
As ações da Sercomtel são divididas,igualmente,entre a prefeitura de Londrina e o Governo do Estado, através da Copel. Pelo jeito, o Governo se considera mais igual e se dá ao luxo de censurar até o Portal.
E pior, a Prefeitura de Londrina obedece!
Daltônicas
De mudanças
Instalada na bela cobertura no Centro de Curitiba, a velhinha só falava da casa antiga, de madeira. Tinha saudade de três coisas,agora impossíveis: mesa de 12 lugares, cachorro grande e conversa no portão.





