As dores de Vanhoni

O candidato a prefeito, Ângelo Vanhoni, PT/PMDB, tem sentido fortes dores, provocadas pela estafante rotina de campanha. Quem o acompanha diariamente diz que ele tem feito um esforço descomunal para cumprir todos os compromissos eleitorais do segundo turno.

Sol a sol
É compreensível e até admirável, do ponto de vista de persistência pessoal. Vanhoni é dependente de muletas, o que exige esforço multiplicado para atender a intensa mobilidade nesta reta final da campanha. Ele utiliza um jeep aberto para substituir as caminhadas pelas ruas da cidade, muito mais cansativas.

Sem helicóptero
O uso de helicóptero no primeiro turno, que facilitava mais o cumprimento da agenda, teve que ser abandonado porque a oposição começou a dizer que Vanhoni só conhecia a cidade de cima. Apesar das dores, neste segundo turno, o candidato do PT surge até mais simpático no vídeo. Menos soturno. Ou, melhoraram a qualidade da luz no estúdio.

Roosevelt
A maior referência na política mundial que Ângelo Vanhoni poderia ter é o presidente norte americano, Francklin Delano Roosevelt. Aos 39 anos, Roosevelt foi vítima da pólio e ficou paralítico. Já estava na política, tornou-se presidente do EUA passou pela crise de 29, pela Segunda Guerra Mundial e chegou ao 4º mandato, quando morreu, aos 63 anos.

Sem fotos
Roosevelt vivia em cadeira de rodas e só conseguia manter-se em pé e caminhar com aparelhos nas pernas, apoiado em alguém. Até morrer, jamais suas dificuldades físicas foram mostradas em fotos porque havia um pacto entre os fotógrafos que faziam a cobertura jornalística da Casa Branca. Para o americano comum, o presidente tinha apenas dificuldades de locomoção, quando na verdade, até para sair de um carro, precisava ser carregado.

Comparação
É óbvio, portanto, que mesmo com as dificuldades físicas que tem, Vanhoni não está em desvantagem em relação ao seu adversário, Beto Richa, PSDB. Apenas se cansa um pouco mais, e sofre dores pelo esforço físico maior, como agora. Para o eleitor, se o candidato usa muletas ou não, é irrelevante.
E, como tudo no Brasil, já virou piada. Vanhoni será melhor prefeito de Curitiba, o povo diz, porque se roubar não vai longe.

Factóides
Sob intenso tiroteio do PT/PMDB, o pessoal do Beto Richa decidiu contra-atacar.O senador Osmar Dias, PDT, aliado, foi para a TV, ontem, pedir ao governador Requião que pare de desonrar a memória de José Richa. Cometeu dois equívocos:
1) Requião, em nenhum momento, desonrou a memória de José Richa nesta campanha
2) O adversário não é Requião e sim Ângelo Vanhoni.



Prostituição na campanha
O deputado e radialista, Jocelito Canto, PTB, causou furor na eleição em Ponta Grossa ao revelar em seu programa na rádio Antena Sul, que as mulheres de Ponta Grossa, tanto da elite como da periferia, se prostituem quando vem para Curitiba. As primeiras por prazer, as segundas por necessidade.
O comentário infeliz gerou revolta na cidade e pode complicar a vida de Péricles de Mello, do PT, apoiado por Jocelito e, segundo as pesquisas, empatado com Pedro Wosgrau, do PSDB.

Lixo no Litoral
Tudo leva a crer que a Kovalski Transresíduos vai ganhar o contrato no valor de R$5 milhões com o Governo do Estado para recolher o lixo no Litoral paranaense durante os meses de Verão. As propostas de outras 4 empresas estão na mesa do governador Requião mas a Kovalski tem santo forte.

Luxo no Litoral
O delegado geral da Polícia Civil, Jorge Azor Pinto está se preparando para o Verão: acaba de comprar uma lancha e um Jet Ski.

O médico e os assaltos
Vejam que história: depois do plantão noturno no Hospital do Trabalhador, atendendo vítimas da violência da Capital, o médico encontrou seu carro assaltado e com o vidro quebrado. Quando voltava para casa, foi abordado num sinal de trânsito e rendido pelo carona de um motoqueiro, que lhe apontou uma arma e roubou o relógio.
No dia seguinte, como chovia muito, colocou uma capa de chuva com capuz para levar o carro até a oficina e recolocar o vidro. No caminho, foi parado por uma patrulha da PM e acusado de assalto. Sem os documentos do carro, levados no primeiro assalto,teve que mostrar a carteira do Conselho Regional de Medicina para provar que era mesmo dono do carro.
Retrato típico da segurança em Curitiba.

Daltônicas
De descobertas
No primeiro turno a menina de 6 anos foi votar com o pai e apertou o número do candidato a prefeito. No segundo turno, viu no horário eleitoral o mesmo candidato flagrado numa mentira. Já decidiu que não vota mais em ninguém.
Para a família é melhor que ela vá se acostumando com os políticos.

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