Ninguém quer?

O governador Requião não tirou licença para se dedicar totalmente à campanha dos candidatos do PT/PMDB no segundo turno em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina e Maringá.
Os candidatos descobriram uma proporção matemática: quanto mais perto de Requião, mais longe do voto.

O poder e o lixo
Está passando de fininho a concorrência para recolhimento e transporte do lixo em Curitiba, um contrato com a prefeitura no valor de R$5 milhões e 500 mil/mês, sem contar os recursos relacionados ao aterro sanitário. Participaram as cinco grandes - Qualix, Veja Ambiental, Cavo, Queiroz Galvão e Heleno Fonseca - que dominam o setor no País.

Habilitação
Na quarta-feira,a prefeitura de Curitiba abriu as propostas e três empresas - Qualix, Veja Ambiental e a Cavo - se habilitaram para participar da concorrência. O contrato com a Cavo já venceu, foi prorrogado, mas antes do final do mandato, o prefeito Cássio Taniguchi vai assinar um novo contrato com a vencedora da licitação.


Papel importante
Na era urbana em que vivemos, as empresas de recolhimento, transporte e tratamento do lixo estão para as prefeituras das grandes cidades, em termos de recursos, no mesmo patamar dos grandes empreiteiros de obras para os governos Estadual e Federal.
O maior contrato com as cinco grandes foi feito pelo PT na gestão de Marta Suplicy, em São Paulo,através de um consórcio,dividido em 4 grupos, onde cada uma recebeu seu quinhão.

Ao largo
O mais surpreendente é que assunto de tamanha importância, certamente um dos maiores contratos entre poder público e fornecedores do próximo mandato do prefeito de Curitiba, passa em brancas nuvens na campanha eleitoral. Não se disse um ''A'' sobre isso, nem antes, nem agora.

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Arquivo Folha/26-09-2004

Briga de moleques
Bem, nem é de espantar. Se havia alguma expectativa do segundo turno melhorar o debate na Capital do Estado, não há mais. Os dois candidatos, Ângelo Vanhoni, PT/PMDB e Beto Richa, PSDB,deveriam tirar no par ou impar, jogar duas partidas de bolinha de gude, com direito à negra, e quem vencesse, ganhava o cargo de Prefeito.
Qualquer molequinho que vencesse, ''tava'' de bom tamanho.


Sem nada
O horário político na TV está assim: Alberto Roberto Richa diz que nem o PT,nem ninguém vai enlamear a história dele. E Vanhoni garante que nem o PSDB, nem ninguém vai enlamear a história dele.
E acreditem, um está chamando o outro de ''Vice-prefeito'' e o outro está chamando o um de ''Petista''.


Sigilo de R$ 400 milhões
O projeto do Governo de instalar internet nas 2 mil escolas públicas estaduais do Paraná vai girar em torno de R$ 400 milhões e tem a Copel, claro, como a maior parceira. O que fornecedores e gente do setor estranham é o sigilo que vem sendo mantido sobre o assunto. Sabe-se, vagamente, que no ano passado foram gastos R$ 40 milhões.
Não era de fazer um escarcéu sobre isso? Das duas uma: ou a comunicação do Governo está bobeando bonito ou o sigilo faz parte do negócio.
Contas emperradas
O Ministério Público já descobriu porque os processos com irregularidades da atual administração de Guaratuba, no Litoral, andam mais devagar do que tartaruga cansada no Tribunal de Contas. O responsável pela contabilidade da prefeitura é casado com uma funcionária do TC e aí, sabe como é que, né benhê?


Só no Paraná
Até o malfadado autor da idéia, o homem de comunicação do presidente Lula, Luis Gushiken, já abandonou esta história de criar o Conselho Federal de Jornalismo mas aqui no Paraná o assunto ainda vale. O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Ricardo Medeiros, inspirado petista, foi defender o Conselho no plenário da Assembléia Legislativa, ontem.
Levou bordoada de tudo quanto é lado. Bem feito.

Pela coerência
Enquanto isso, o advogado René Dotti, um dos maiores especialistas em Lei de Imprensa no País, vai apresentar o caso desta ''Folha'', multada pela Justiça Eleitoral por ter publicado cartas de Antônio Belinati,PSL, e Nedson Micheleti, sobre a visita de Lula em Londrina. Será hoje, na Primeira Semana de Jornalismo das faculdades UniBrasil.
René Dotti, pela coerência com que sempre se conduziu na defesa da liberdade de imprensa,considera a condenação da ''Folha'' como exemplo claro de censura à informação.

Daltônicas
De adaptações
Com professores paraguaios, espanhóis, argentinos e até bolivianos, o cursinho de línguas de Curitiba adaptou o conceito em moda. Ensina um ''espanhol genérico''.

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