RUTH BOLOGNESE
De tremores
Multiplique o número de anões por dois. Se você for esperto, ao invés de colocar o A na frente do B, mude a ordem natural das letras e saberá a diferença entre ambos.
Números, mesmo proibidos, podem fazer tremer palácios e seus ocupantes. Mas não mentem, ''jamás''. A não ser que tenham sido somados pelo Ibope, o que não é o caso...
Dúvidas sobre Lula
A Associação Comercial do Paraná, ACP, poderá convidar mesmo o presidente Lula para vir a Curitiba. O diretor geral da Itaipu, Jorge Samek, já conversou com o presidente-bonitão, Cláudio Slaviero sobre o assunto.
Mas a visita não obteve consenso entre os conselheiros.O temor é que passagem tão ilustre em pleno segundo turno venha a dar a impressão que a Casa optou pela candidatura de Ângelo Vanhoni, do PT/PMDB.
Sugestão de campanha
Querem uma situação pra lá de complicada? A perspectiva do mais longo feriado do ano - de 28 de outubro, dia do Funcionário Público, até 02 de novembro, Finados.Coloque no meio o domingo da votação e junte um eleitor que acha a disputa eleitoral em Curitiba mais sem graça do que dançar com a Tia Nica, na frente da parentada, num baile de domingo à tarde.Coloque uma pitada de previsão de sol.
Pronto, eis aí o maior desafio para qualquer marketólogo que mereça este nome.
Vote dois, ganhe quatro
Uma idéia é contratar aquelas duas... bem, aquelas duas moças de avantajados glúteos da propaganda de celular (as saias eram vermelhas, algum rapaz aí se lembra?) e colocar no horário gratuito com o mesmo slogan: Vote Num (prefeito) e Ganhe Quatro (anos). Este outro vale também, mas é mais fraco : Perca Dois (dois dias de feriado) e Ganhe Quatro (anos).
Chamada geral
Debandada do eleitor já aconteceu por aqui. Numa das disputas de Jaime Lerner, o dia da eleição era de sol e o pessoal de Caiobá desceu em peso para a praia. No começo da tarde, as pesquisas começaram a indicar um empate com Roberto Requião e aí não teve pra ninguém: as socialites deixaram os souflês de camarão pelo meio e subiram na hora. Venceu Requião, mesmo assim.
Duas conclusões: 1) socialite não elege ninguém; 2) não se deve fazer souflê de camarão em dia de eleição.
O Porto de novo
Assim que terminar o segundo turnos das eleições e o Governo volte a funcionar como se deve, o porto de Paranaguá voltará a ser manchete. Todos os levantamentos que estão sendo feitos pelas entidades do setor apontam para a estagnação da capacidade, a ausência de manutenção e prejuízo para exportadores e produtores.
Dinheiro parado
Embora com mais de R$ 14 milhões em caixa, o superintendente da Administração Portuária, Eduardo Requião, irmão do governador, não investiu quase nada no Corredor de Exportações. E, pior, também não autorizou as empresas privadas para investir com recursos próprios.
Sem ampliação
Só pra ter uma idéia do estrago: em 2003, o complexo soja exportou perto de 12 milhões de toneladas, mas se tivessem ocorrido os investimentos ( e dinheiro tem), Paranaguá poderia ter ampliado sua capacidade potencial de exportação de grãos e de farelo na ordem de 2 milhões de toneladas já a partir de 2004.
Reflexo político
Diante de tal situação - e existem problemas aos montes por lá - é lógico que o candidato a prefeito da família Requião, o ex-diretor do Porto, Ogarito Linhares, perdeu de lavada na cidade. E, se as imagens de filas de caminhoneiros se repetirem nesta safra,assim como os prejuízos, quem responderá, politicamente, pela incompetência será o governador Roberto Requião.
Nas urnas.
Sem recuperação
O que sempre é desastroso no Paraná - um Estado que parece fugir do conflito e da crítica direta ao governante de plantão - é que a resposta na urna é a forma mais clara do protesto. De fato, é. Mas quem acaba pagando a conta são os paranaenses.
Foi o que aconteceu com os programas de Jaime Lerner nos oito anos de mandato - de Jogos Mundiais aos preços absurdos do pedágio, dos escândalos do Banestado aos cursinhos de auto ajuda para professores em Faxinal do Céu.
Sem a Copel
E se os paranaenses não tivessem se mobilizado, estaríamos agora sem a Copel. Então, não foi bom?
Daltônicas
De homens
Durante a entrevista na TV, o velho cacique político, viúvo havia seis meses, garantiu que não pensava em se casar de novo. E, por enquanto nem mesmo em namorar.
Mas com os assessores, foi sincero.''Se fosse no particular, eu ia responder diferente.'' A jornalista era a bela carioca Leila Richers e o político era Leonel Brizola.





