Trabalho, sim
Não me venham com cobranças. Ninguém vai dizer na minha frente que a flagrante derrota do PMDB e seus aliados, nestas eleições, em todo o Paraná, foi porque o governador Requião não se esforçou. Ele trabalhou que nem um condenado. Madrugou, visitou cidade por cidade, falou mais do que o homem da cobra e a máquina pública está soltando vapor até agora, de tão cansada.
Agora, se ninguém o avisou que era pra trabalhar a favor dos candidatos do PMDB e do PT, e não contra, o governador tem culpa? Necas de Pitibiriba.


Furacão Requião
Então, todo mundo sempre falou que o Requião não trabalha para eleger ninguém, que o Roberto Requião só elege Roberto Requião. Tudo lorota! De Paranaguá a Foz do Iguaçu prefeitos e vereadores adversários só têm motivos para agradecer: a passagem de EL Supremo fez mais estragos no PT/PMDB e seus aliados do que o furacão Ivan no Caribe.
Portanto, acabam aqui as maledicências. O governador Requião é capaz de eleger até um poste. Mas só poste de outro partido, quer dizer, do outro lado da rua.


Aposta na família
Nesta mesma linha, nossa solidariedade ao candidato a vereador, Doático Santos, do PMDB de Curitiba. Ele teve o apoio de toda a família Requião mas não se elegeu. Calculou errado, achando que o número de requiões empregados no Governo, mais os terceirizados e afins, seria suficiente para chegar à Câmara Municipal.
Recebeu 3.822 votos, número considerável para uma família mas não suficiente para chegar lá.Teve que cancelar a linguiçada no clube da Sanepar.


Transferência de votos
Esta história de transferência de votos é uma verdadeira incógnita em eleição. O ex-governador Jaime Lerner, por exemplo, no auge da popularidade, elegeu Rafael Greca e Cássio Taniguchi em Curitiba, mas ambos eram verdadeiros clones políticos dele. E os dois só não fizeram plástica para ficar parecidos com Papai Noel, como Lerner é, para não confundir dona Fani.

Fim do Lernismo?
Nesta eleição, Taniguchi, último herdeiro do lernismo, não conseguiu transferir votos para seu candidato, Osmar Stuart Bertoldi. Apesar de todo o empenho da máquina da prefeitura e uma campanha de grande qualidade técnica na TV, a votação do Stuartizinho foi ''ôzinha''.
E nem seria diferente: nenhum curitibano, com o mínimo de consciência, iria identificar o Stuartizinho como herdeiro de Lerner. Nem mesmo de Taniguchi que logo no começo da campanha levou o neto, Michel, um mesticinho simpático e apresentou na TV. O neto, de 4 anos, fez mais sucesso do que o candidato.

Votos de Rubens
Ainda sobre transferir votos: dois vencedores do primeiro turno em Curitiba, Ângelo Vanhoni, PT e Beto Richa, PMDB, estão de olho nos 20% de votos obtidos pelo terceiro colocado, Rubens Bueno, PPS. Tem muita fantasia nisso. Em princípio, o apoio de Rubens Bueno quer dizer apenas que, garantido mesmo, o candidato terá o voto de Rubens Bueno.

Trio na coordenação
No segundo turno um triunvirato coordena a campanha de Beto Richa: Euclides Scalco, Silvio Name e Fernando Guignone.

[Retr-Foto:ps8w5 {Grade: ;Pessoa: ;Evento: ;Lugar: ;Chave: ;Data: }]

Arquivo Folha/02-03-2004


Hermas ganhou
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão, PSDB, saiu mais forte da eleição: dos 40 prefeitos que apoiou no Interior, 35 ganharam.

Osmar ganhou
O PDT do senador Osmar Dias pulou de 11 para 44 prefeituras no Paraná. Poderia estar melhor: em Cascavel e em Londrina, duas cidades importantíssimas, o PDT foi prejudicado porque o PSDB lançou candidatos, descumprindo acordo firmado entre os dois partidos.
Por decisão (teimosia) do Senador Álvaro Dias.

Mais entusiasmo
Em Londrina quem está perto espera, ardentemente, que Nedson Micheleti, PT, entre no segundo turno contra Antonio Belinati com mais... vigor. Uma dica: aí em Ciudad del Leste o pessoal vende um genérico do Viagra que é tiro e queda.
Deus me perdoe. Não é tiro e queda, não. É só tiro. E não falha nunca.


Teste do Ibope
Por último, uma breve pesquisa sobre as previsões do Ibope nestas eleições. Escolha uma alternativa:
1) O Ibope errou
2) O Ibope quis errar
3) O Ibope não é bola de cristal, ora
4) A boca de urna ameaçou morder o Ibope
5) O voto do eleitor é secreto. Como o Ibope ia saber?
6) Treino é treino. Jogo é jogo. É ou não é?
7) Pensa que é fácil contar voto a voto nos dedos?
Vejam o que aconteceu ao presidente Lula...


Daltônicas
De realidades
A família inteira votou na oposição. Mas no dia da eleição, por R$30,00, todo mundo foi trabalhar para o candidato da situação.Ideologia é uma coisa, sobrevivência é bem outra.

mockup