De última hora
  O governo prepara uma surpresa para os funcionários públicos do Paraná, que será anunciada no dia 28, data da categoria. Vai lançar a ‘‘Escola de Governo’’, com cursos de gestão para alavancar carreiras e melhorar a administração pública.

Mauro Moraes no Palácio
  O deputado e candidato a prefeito de Curitiba pelo PL, Mauro Moraes, esteve ontem ao meio-dia, no Palácio Iguaçu, onde foi recebido com abraços, tapinhas nas costas e desmesurada alegria pelo governador Requião e pelo candidato Ângelo Vanhoni.
  Como Mauro Moraes não partilha a mesma ideologia dos anfitriões, não corta nem cuida do cabelo com o barbeiro do Palácio Iguaçu, não usa jaquetão azul (modelito Requião) nem suspensório (modelito Vanhoni), conclui-se que esteve lá para falar de política.

Vanhoni precisa
  E, falando de política, o único assunto comum ao grupo é o apoio de Moraes, quarto colocado nas pesquisas, a Vanhoni no segundo turno. Isso explica, então, porque ao entrar, ontem, na ante-sala do Primeiro Gabinete, Moraes ouviu seu refrão de campanha, entoado pela dupla ‘‘Jaquetão & Suspensório’’: ‘‘o Vanhoni precisa de Mauro Moraaaes’’.

Sem integração
  O candidato da grande coligação PT/PMDB/PTB em Curitiba, Ângelo Vanhoni, chega ao final do primeiro turno menor do que entrou. E por motivos óbvios: 1) os dois maiores partidos que, já na inauguração do primeiro comitê, jogaram lingüiça uns nos outros, nunca se integraram, muito menos trabalharam juntos; 2) ninguém coordenou a campanha; 3) os vereadores, mesmo os mais votados, foram à luta por conta própria e até esqueceram que tinham candidato majoritário.
  E o PTB, que seria a terceira força, entrou dividido internamente e agora não sabe explicar direito porque cobrou R$ 10 milhões pelo prato de lentilhas do PT e tão poucos mataram a fome.

Menos trabalho
  Para surpresa de todo mundo, quem deu menos trabalho foi ele, El Supremo, que, durante os comícios, só não quis levantar o braço de mão dada, nem tirar fotografia, com o novo aliado Giovani Gionédis, ex-secretário de Jaime Lerner. E quando via a dupla caipira, Zezé di Camargo e Luciano, virava a cara.

Os motivos
  Gente próxima conta que El Supremo quis ficar bem longe porque Gionédis olhava pra ele e só ficava rindo assim ó ‘‘hi,hi,hi’’ e balançando os ombros. Com a dupla caipira foi outro problema. Era só o governador aparecer e os dois já começavam a homenagea-lo com o refrão ‘‘sou, sou mais sexy que o Sarney...’’. Coisa mais besta. Ele está emburrado até agora.

Mudança
  Um dos projetos mais estratégicos do governo, o de Biodiesel, não está mais sob a jurisdição da Secretaria de Estado da Agricultura. Ontem, foi feita a primeira reunião no Palácio Iguaçu entre os setores de pesquisa, produção e indústria com Reinhold Stephanes, secretário de Estado do Planejamento, na condição de coordenador.
  De fato, a produção de biodiesel começou a ser debatida no início do governo, entre Secretaria de Agricultura, Crea, etc, mas não decolou até agora.

Novidades na campanha
  Depois que todos os correspondentes em Londrina se bandearam para as várias campanhas, sobrou um, que é colunista social nas horas vagas. Observador nato enviou, ontem, as grandes mudanças ocorridas nas fachadas dos candidatos:
  1)Antônio Belinati (PSL) engordou
  2) Alex Canziani (PTB) emagreceu e amorenou
  3) Nedson Miqueleti (PT), mesma cor de barba e cabelo
  4) Elza Correia (PMDB) acertou o tom das roupas, mais alegres
  5) Luiz Carlos Hauly (PSDB), feliz ou infelizmente, não mudou nada

Mais conhecido
  Um efeito direto da campanha é que uma boa parte da população de Londrina está, finalmente, conhecendo o prefeito Nedson Micheleti, ao vivo e a cores. E elogiando muito a cor do cabelo dele, que devido a um sistema próprio (e único), de ficar exposto ao sol escaldante do norte do Paraná, descoberto recentemente, está marrom acobreado.
  Até então, quase ninguém conhecia o prefeito de perto porque Nedson governou a cidade sem circular muito. Vai ver que não queria mudar a cor do cabelo, né? Mas o colunista-correspondente diz que ficou muito bom assim.

Combinar com o eleitor
  O candidato do PTB, Alex Canziani, cumprimentou todos os presentes no restaurante La Gôndola, na madrugada de ontem. Ao chegar na mesa de um pessoal da Federação das Indústrias, ouviu propostas de trabalhos em conjuntos com a Prefeitura de Londrina, caso seja eleito. Realista, Alex, que está em quarto lugar nas pesquisas, foi sincero.
  ‘‘Ainda falta combinar com o povo...’’

DALTÔNICAS
De cinismo
  Encontrei o homem da minha vida, dizia a ex-mulher, enquanto os olhos brilhavam. Como o novo namorado era rico, o que brilhava muito mais eram os dois $$, um em cada pupila, escondendo o verde dos olhos dela.

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