RUTH BOLOGNESE
Prejuízo histórico
Circula no mercado que o prejuízo da América Latina Logística (ALL) só com o acidente do mês passado, na ponte sobre o Rio São João, na estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, já está em R$ 3 milhões. Nem vamos aqui falar dos prejuízos histórico e ambiental, estes incalculáveis.
Onde os 80 mil?
O pessoal do PT-PMDB calculou em 80 mil pessoas o público que foi ver a dupla Zezé di Camargo e Luciano, no último grande comício de Ângelo Vanhoni, em frente ao Palácio Iguaçu. Em Curitiba, 80 mil pessoas? Nem aqui, nem na China. Ou melhor, na China até poderia ser, porque lá, um simples estalar de dedos atrai 300 mil chineses perguntando ''Quem chamou? Quem chamou?''
Nos últimos 15 anos, Curitiba não reuniu nem metade desse público em final de Atletiba.
Bênção, meu pai
E os ''80 mil'' curitibanos presentes no show receberam as bênçãos de Ângelo Vanhoni que, no final do discurso, ficava levantando e baixando a mão e dizendo: ''que Deus os abençoe! Que Deus os abençoe!'' Parecia um pai-de-santo. Conviver dia e noite com El Supremo, dá nisso: todo o PT já está se sentindo à direita, repito, à direita, do Todo Poderoso.
Emoção na campanha
A falta de assunto e de propostas dignas deste nome chegaram às alturas nos últimos programas do horário gratuito em Curitiba. O mais rico e sofisticado dos candidatos, o Osmar Stuart Bertoldi, PFL, o ''Stuartizinho'', encontrou um jeito de se aproximar, emocionalmente, do eleitor e relatou para as câmaras o pior sofrimento pelo qual passou nesses 35 anos de vida.
Sofrimento na incubadora
Ao nascer prematuro, ele foi levado para a incubadora da maternidade, ligado a aparelhos estranhos e submetido a calores insuportáveis e a frios horripilantes. Passou por tudo isso, solitariamente, vestido apenas com uma fraldinha branca, igual a do líder indiano, Gandhi. ''Stuartizinho'' chorou quando contou sua história para as câmaras.
Em caixa de sapato
Há 35 anos, incubadora para prematuro era um luxo para poucos e, lá em Terra Boa, norte do Paraná, um primo foi colocado numa caixa de sapato, forrada de algodão, nuzinho da silva. A tia Nica ficava com a lamparina acesa a noite inteira, o que enchia o nariz do guri de fumaça preta.
Mas, ao contrário do ''Stuartizinho'', ele nem lembra disso, não. É homem sacudido e feliz.
Nome correto
O nome do jornalista Georges Bourdoukan saiu errado, ontem, aqui. Agora está certo. Correção feita por outro coleguinha, Délio César, de Londrina, acompanhada de uma longa defesa de Bourdoukan, um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, que veio para fazer a campanha da candidata Elza Correia, e deu com os burros n'água.
Ética, não
Ora, quem entra em campanha eleitoral está na chuva mesmo. E, geralmente, bons jornalistas só fazem bobagens em campanhas, porque trazem para a frente de batalha toda a bagagem profissional, de buscar a verdade, agir com ética, passar a informação correta e, por aí vai. Enquanto isso, o adversário está lá, segurando velhinha no colo. Que ele joga no chão imediatamente quando termina a gravação.
E, nesse jogo bruto, os mais puros são os primeiros expulsos do Paraíso.
Londrina, meu amor
Eta cidade complicada. E agora, no meio do furacão eleitoral, o povo está uma pilha. Quando não faço notas sobre cidade, o pessoal diz que só penso em Curitiba. Se publico notícias daí, vem um monte de e-mail atribuindo as informações a este ou aquele interesse, se escrevo sobre a eleição me acusam de torcer por um ou outro candidato e ainda reclamam que o artigo estava longo demais. E aí o ''seo'' José Eduardo, dono desta ''Folha'' fica me olhando como se a polícia andasse atrás de mim.
Vou acabar perdendo esse emprego. Só quero ver quem vai pagar as contas lá de casa depois...
Daltônicas
De covardia
O comportamento mais abjeto? Quando o pitbull avançou sobre o cachorrinho, ele largou a coleira, fez o sinal da cruz e saiu correndo. E ele era o dono do cachorrinho!
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