RUTH BOLOGNESE
Por seis anos
Se você vai votar num candidato a prefeito sem ... bem, vamos lá, sem entusiasmo, assim como um cônjuge cumpre os deveres do matrimônio, é melhor pensar direito. Está prontinho no Congresso o projeto que aumenta para seis anos o mandato dos próximos prefeitos, para coincidir com as eleições de governadores, lá na frente.
Na hora errada
A melhor campanha no horário político em Curitiba é a do Osmar Stuart Bertoldi (PFL) feita pela Heads Propaganda, com recursos cinematográficos de gente grande. Mas, no final de semana, o ''Stuartizinho'' contou sua vida e deu uma risada tão estranha no final, que das duas uma: ou não abaixaram o cartaz de ''rir agora'' ou quem editou responde pelo nome de Roberto Requião.
Estrela colorida
A tradicional estrela vermelha praticamente desapareceu da campanha do PT em Curitiba. Já foi mostrada das mais variadas cores. A última que apareceu é idêntica à marca da ''Estrela Azul'', empresa de ônibus que vai pra Irati.
Mais emoção
Aos 81 anos, o ex-prefeito Wilson Moreira foi anunciado como candidato a vice de Luis Carlos Hauly (PSDB) e provocou nova mudança na eleição em Londrina. Lembram dele? Foi tão ''pão duro'' quando prefeito que colocava ovelhas para comer a grama na frente da prefeitura para economizar gari. Até a ''Veja'' fez matéria disso.
Pela idade
Dizer que Wilson Moreira está velho para disputar a eleição, nem adianta. Em Guaratuba, aqui no Litoral, o candidato Miguel Jamur (PFL) pode se reeleger pela quarta vez, aos 80 anos. E faz política à moda antiga. Visita o eleitor em casa, come maionese com linguiça e beija criancinha ranhenta.
Livre, leve e solto.
Só para baixo
Dona Elza Correia (PMDB) dispensou os marquetólogos Bordocan, pai e filho, que vieram de São Paulo para fazer a campanha dela em Londrina. E tem motivo. Depois da chegada dos dois, a candidata despencou de 12% para 4%.
Os dois ficaram conhecidos na cidade como ''Tobogãs''. Ou seja, pra subir, vai devagar, mas pra descer...
Debate
A Universidade de Londrina debate hoje, no anfiteatro Maior do CCH, às 19 horas, os rumos da eleição em Londrina. Nada mais apropriado.
Guerra na Copel
A troca de cadeiras na maior estatal paranaense, a Copel, na semana passada, não acalmou os ânimos. O pessoal anda se reunindo sem a presença do presidente, Dr. Paulo Pimentel. E quem está mais ativo do que nunca é o diretor superintendente da Copel Participações, Gilberto Griebler, rebaixado de patente na última mudança.
A grande terceirização
O DER abriu concorrência pública para terceirizar a conservação de alguns milhares de quilômetros no Estado. Coisa de R$ 110 milhões, quantia nada desprezível, principalmente em véspera de campanha eleitoral.
Exigências
Pelas normas técnicas, as empresas interessadas devem também fabricar asfalto e ter engenheiro químico, o que favorece apenas três concorrentes no Paraná: uma grande estatal que lida com petróleo, uma empreiteira com o mesmo sobrenome de um famoso político e uma terceira que registra compadrio conhecido.
Interesse
Poderia dar aqui até o site do DER, para quem tiver interesse em participar da concorrência. Mas, pra que gastar papel à toa? O edital já foi feito, as empresas já foram devidamente escolhidas e no DER sabe-se até quem construiu a ''ponte'' para viabilizar as negociações.
Só o governador Requião ainda não sabe da história. Não sabia.
Elogio é bom
A revista ''Veja'' colocou em alta a cotação da polícia do Paraná, que capturou uma quadrilha em Campinas (SP), responsável por 70% da clonagem de celulares do País.
Parabéns. Parabéns, meeesmo. Agora, imaginem toda esta eficiência aplicada no Paraná, hein? Não ia sobrar um malaco, digno deste nome, solto por aí...
Regalos na fronteira
Preso em Assunção desde que resolveu entrar na marra no Paraguai, o general Lino Oviedo, velho conhecido dos brasileiros, tem retribuído as mordomias de seus ex-companheiros de farda. Como a penúria impera no orçamento do exército paraguaio, e não só lá, Oviedo promove, por conta própria, uma reforma nas instalações do quartel que o hospeda.
Não se sabe se ele será indenizado quando terminar a pena.
Daltônicas
De coerências
A jovem advogada era tão bela quanto falsa. Prometeu competência, mas não cumpriu. Insinuou favores sexuais e fugiu. E, como compensação, mandou um Rolex para o cliente. Falso.
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