Moralização
Chega de enganação, minha gente. Vamos moralizar a política: se o PT combinou de comprar, por R$ 10 milhões, o apoio do PTB nas eleições, tem que pagar! Negócio feito no fio de barba não vale mais? Ou os 300 deputados-picaretas que o então deputado Lula encontrou na Câmara já estão todos no PT?

Exemplo do Maluf
Chegou a hora de mirar o exemplo de gente como Paulo Maluf, ACM, ou do finado Martinez hoje tão próximo do PT que sempre fizeram acordos como esse e jamais deixaram de cumprir. A continuar assim, os brasileiros vão esquecer que o PT foi fundado para defender a ética e combater a corrupção na política. Ou no popular, se vendeu a mãe tem que entregar, mesmo a velhinha sendo um amor de pessoa e o comprador, o PTB.
A máfia, todo mundo sabe disso, existe até hoje porque quem promete, cumpre. É ou não é?

Lorotas & lorotas
Quem quiser pode acreditar nesses números do governo Requião: 1) Foram criados 500 mil empregos nos últimos 20 meses; 2) Foram criadas 60 mil empresas no mesmo período; e 3) A criminalidade foi reduzida em 30% no Paraná.

Índice zero
Se o governador Requião tivesse criado 500 mil novos empregos no Paraná ia equivaler a 13% da população, ou seja, só aqui a promessa dos 10 milhões de empregos do presidente Lula estaria cumprida. Ou, nessas alturas, o índice de desemprego no Paraná seria exatamente igual ao da família Requião: Zero.

Nem Jaime Lerner
Nem o governo Jaime Lerner que, ao ver de longe uma multinacional já começava a passar batom e a soltar os cabelos, foi tão longe. Sob o manto protetor de R$ 500 milhões gastos em propaganda, afirmava que havia criado 600 mil empregos em oito anos. Repetindo, oito anos. E ninguém levava a sério.

Na segurança
Tudo bem, é ano eleitoral, vamos relevar. Agora, o governador Requião afirmar que a criminalidade baixou em 30%, no Paraná, nem lorota eleitoral é. É irresponsabilidade mesmo. Vai na mesma linha de tentar convencer a população que bandido entrega arma para campanha do desarmamento.

Desconto em assalto
Mas pode ser que a gente entendeu errado essa história de 30%. A verdade é que a bandidagem está promovendo uma liquidação de inverno, com desconto de 30% por assalto. Se a vítima for assaltada duas vezes, num mesmo dia, tem direito a 40% e assim por diante.
Quando o freguês é antigo, ganha até brinde: um vale-assalto com propaganda política no verso.

Contra o partido
Só pra registrar: Alvaro Dias acompanhou o voto da senadora Heloísa Helena (PSOL) que pediu verificação de quórum e adiou para outubro a aprovação da Lei de Biossegurança no Senado. Foi contra a orientação do seu partido, o PSDB, contra os sojicultores transgênicos, que dependem do calendário agrícola, e a favor do seu adversário, Roberto Requião.

Participação da máquina
A Secretaria de Estado da Educação enviou mensagem pelo seu ''Notes'' a todos os núcleos de Curitiba, no dia 6 de julho, solicitando aos diretores de escolas públicas o nome de dez pessoas para participarem da passeata do candidato Ângelo Vanhoni, da aliança PT/PMDB. Quem assina é Sheila Marize Toledo.

Pecado menor
Convocar funcionários públicos e comissionados para engrossar passeatas é o menor dos pecados no uso da máquina pública em campanha eleitoral. Os pecados grandes mesmo são difíceis de pegar.
Mas, pelo menos, a convocação deixa à mostra que a Mãe de todas as Coligações não confia tanto assim no seu próprio taco.

Pesquisas
O descrédito das pesquisas nestas eleições chegou a tal ponto que um vereador, muito famoso em Curitiba, foi a um terreiro e revelou ao pai-de-santo que Ângelo Vanhoni, até então o primeiro colocado em todas as sondagens, já caiu para o 4º lugar.
E o pai-de-santo acreditou!


O empreiteiro Cecílio Rego Almeida, 72 anos, recebeu quatro pontes-safenas numa cirurgia em São Paulo, neste final de semana. Passa bem. Cecílio é o maior empreiteiro de obras públicas do Paraná e um dos mais famosos do País.
Para dimensioná-lo, duas informações: construiu a Estrada de Ferro Central do Paraná na década de 60 e derrubou um governador, Haroldo Leon Peres, na década de 70.
Para conhecê-lo, uma história: em plena ditadura entrou no Ministério dos Transportes, armado, e perguntou, aos berros: ''para qual F.D.P eu tenho que pagar a comissão?

Daltônicas
De realidades
Ao refugar a investida de uma jovem (e bela) mulher, o publicitário sessentão justificou com a mais antiga e inspirada das frases: ''minha filha, você tem a idade do uísque que eu bebo''.

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