RUTH BOLOGNESE
De licença
O Palácio Iguaçu informa que há 95% de chance de o governador Roberto Requião pedir licença do cargo nos próximos dias e mergulhar de cabeça na campanha do PT/PMDB em Curitiba. Esta é uma notícia boa ou ruim?
Depende do ângulo que se observa a questão.
É ruim
Por exemplo: se for pra valer mesmo, no dia seguinte à licença, El Supremo será cutucado por dona Maristela às 5 horas da matina. Terá que sair correndo para pegar os trabalhadores ainda no ponto do ônibus e pedir votos. Ao pular direto da cama sobre a cela do cavalo, como faz todos os dias, e sair cavalgando pela fresca madrugada da granja do Canguiri, poderá cometer o primeiro erro.
Quase anta
Como na Granja do Canguiri tem, além de cavalos, muitos outros bichos, na pressa e no escuro, El Supremo corre o risco de acabar de pijamas cavalgando uma avestruz, por exemplo, ave meio distraída que tem mania de ficar rondando a casa e é quase uma anta, de tão idiota.
O que fazer?
Gritar pelo assessor Benedito Pires, numa hora dessas nem adianta. Aparecer de pijamas se equilibrando numa avestruz, no bairro do Sítio Cercado é exótico sim, mas dar voto pro Vanhoni, sei não. E, se na correria, a dupla trombar com um ônibus Expresso, vai voar pena pra tudo lado.
Como pedir votos
Outro problema é obter a atenção do eleitor curitibano para esta campanha eleitoral. Entre o horário gratuito e novela mexicana com a sogra, não há dúvida: a sogra e a novela ganham de lavada.
Por isso o governador Requião pedirá votos ao seu estilo. Mandou confeccionar umas havaianas de pau, como naquele desenho de humor negro da internet. Vai chegar no eleitor, jogar a havaiana de pau na testa dele e gritar ''OOOH, havaiana de pau, quem não votar, mooorri''.
É bom
Mas a licença do governador Requião pode ser uma notícia boa nesta campanha, sim. Primeiro, para palacianos e secretários, que vão ficar 15 dias sem tremer. Depois, para o Jaquetão Azul, que volta a circular e, finalmente, para os neocoligados, como Giovani Gionnédis, Flávio Martinez e os irmãos Simões, do PTB dos R$ 10 milhões, Fabiano Braga Cortes, etc, etc. Todos de braço-dado com Requião no palanque. Tem coisa melhor?
Ah, e a notícia é boa também para quem investe em avestruz. Ou não?
Cadê o meu?
O deputado José Carlos Martinez, morto no ano passado, nunca que ia deixar o PTB dividido assim, por causa de um prato de lentilhas de R$ 10 milhões do PT. Por seu histórico político, teria negociado muito melhor. E tudo em rolex.
E no caso do PT refugar, devolveria os rolex todos para o Zé Dirceu. Os falsos, lógico.
Nem a cor da mala
Os irmãos deputados, Íris e Carlos Simões, que dizem que nunca viram nem a cor da mala, querem expulsar tanto Emerson Palmieri, apontado como o homem da mala do PTB, como Flávio Martinez do partido, ambos paranaenses e adversários deles aqui no PTB/PR.
Na verdade, o PTB inteiro, pela imagem que passa a cada eleição, de negociador-mor da República, deveria mesmo era fazer uma auto-expulsão. E pior ainda é o PT, que de partido da ética do passado nem lembrança tem.
Bela juíza
A juíza Denise Kruger Pereira estreou sexta-feira no comando de rádio ''Justiça para todos'', da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar). Denise é diretora dos Juizados Especiais Civis e primeira mulher a apresentar o programa, conduzido exclusivamente por magistrados.
Morena e bonita, Denise foi muito bem e deverá ser presença constante, na Rádio Educativa, a partir de agora, de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 9h30.
Atenção NET
A rede a cabo, NET, precisa dar mais atenção aos usuários e cuidar melhor dos serviços que presta. Um dos mais conceituados advogados do Paraná, René Dotti, está há mais de 15 dias sem receber e-mails por seu computador porque o sistema de banda larga, instalado pela NET, não funciona. Diante das reclamações, a NET responde apenas que a região do Alto da XV, onde mora dr. René, está em reparos.
Com trabalhos importantes em andamento e que dependem de correspondências nacionais e internacionais, o advogado curitibano está prestes a entrar com ação contra a NET por descaso e descumprimento de contrato.
Daltônicas
Da esquerda
Ele era do Interior e da esquerda mais radical. Quando veio para reunião do partido em Curitiba, sem dinheiro, teve que pousar na rodoviária porque nenhum comunista foi solidário. Mudou de partido e de ideologia.
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