RUTH BOLOGNESE
Ivan na eleição
A oposição clama pela presença do governador Requião na campanha eleitoral em todo o Paraná. Os adversários já se convenceram que cada passagem de El Supremo por uma cidade, o estrago nas candidaturas do PT/PMDB é maior do que o produzido pelo furacão Ivan no Caribe.
Arrasa com tudo.
Emoção na telinha
Pela primeira vez em sua carreira política, o candidato do PT/PMDB, Ângelo Vanhoni, expõe seu problema físico. É dependente de muletas, sequela da meningite na infância. Até então Vanhoni mantinha discrição absoluta, era filmado da cintura para cima e jamais falou publicamente sobre o assunto.
Mulher e filho
Ontem, no programa eleitoral, em depoimento pessoal sobre sua infância, adolescência e a família, ele lembrou os passeios que fazia na Rua das Flores, centro de Curitiba, quando o único filho, Luca, mal andava.
''Ainda no carro, eu avisava: Luca, você sabe que não posso te pegar no colo. Você vai ter que andar ao meu lado'', relembrou Vanhoni, olhando para baixo como se, ao mesmo tempo, observasse as próprias pernas e o filho pequeno.
Fim dos bonecos?
Foi, de fato, o primeiro momento de emoção na campanha eleitoral de Curitiba. Até então, tínhamos quatro bonecos bonitos, bem educados, de cabelinhos arrumados e tão plastificados que se fossem substituídos pelo Bob, o namorado da Barbie, ninguém notaria.
Exposição planejada
A exposição do problema físico de Vanhoni faz parte, na verdade, de uma estratégia que o próprio Duda Mendonça, o conhecido mago televisivo do PT, estabeleceu na última vez que veio a Curitiba, pouco antes do início do horário gratuito. Deixou claro que o candidato deveria usar ternos melhores e mostrar as muletas.
Agora, as imagens de tevê já o expõem de corpo inteiro.
Força de vontade
Se o novo comportamento vai se refletir nas pesquisas, ainda é cedo para saber. Nesta semana, localizou-se migração de votos de Ângelo Vanhoni até para o candidato do PFL, Osmar Bertoldi, o que acendeu luzes todos os tons vermelhos na campanha petista. A ver.
Represália
Assessores de Cassio Taniguchi (PFL) estão tentando convencer o prefeito a convocar parentes muito próximos ao governador Requião com cargos na Prefeitura de Curitiba, mas estão à disposição do Estado, para retornarem às origens.
Seria uma retaliação à determinação do governador de solicitar o retorno do procurador da prefeitura, Maurício Sá De Ferrante, para o DER, feita nesta semana. Exemplo claro de vilania adversária em épocas eleitorais.
Taniguchi ainda não se convenceu.
Stephanes na mira
Com o filho, Junior, já praticamente de corpo inteiro na campanha de Beto Richa (PSDB), o ex-ministro Reinhold Stephanes, secretário de Estado do Planejamento, começa a sentir cheiro de fritura no ar.
O que existe é uma dúvida tostinesca: o filho, candidato a vereador pelo PMDB, bandeou-se para a campanha adversária em desagravo ao pai ou a fritura de Stephanes é resultado da mudança de lado do filho?
E quem merece ser fritada mesmo é a jornalista que escreve um texto tão complicado como este...
Chifres para um amigo
Numa de suas cavalgadas matinais, na granja do Canguiri, onde mora, o governador Roberto Requião deparou-se com uma ossada. Não identificou a que tipo de animal pertencia, apenas que tinha chifre.
Mandou embrulhar o chifre e enviou como presente a um amigo antigo, correligionário do PMDB, com muitos casamentos no currículo.
Homicídios a rodo
Com 121 casos do início do ano até ontem, Londrina supera em quase 80% o número de homicídios registrados em Curitiba, proporcionalmente à população de ambas as cidades. Na Capital são cinco homicídios a cada quatro dias. Londrina, com um quarto da população de Curitiba, registra um assassinato a cada dois dias.
Lorota
A insegurança, mostram as pesquisas, é a preocupação maior do eleitorado. Em Curitiba, o governador Roberto Requião tenta alavancar seu candidato, o petista Ângelo Vanhoni, com a ameaça de só resolver o problema da segurança se prefeitura e governo do Estado estiverem ''afinados''. Acredite quem quiser.
Em Londrina, a tal afinação PT/PMDB até agora só conseguiu piorar a situação.
Daltônicas
De respostas sábias
Como o ratinho se sentiu ao salvar o leão?, perguntou a professora. ''Feliz'', escreveu o menino. E como o leão se sentiu ao ser salvo pelo ratinho? ''Besta'', rebateu o menino.
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