PT se complica
Embolou tudo na eleição para prefeito em Curitiba. Empate entre Ângelo Vanhoni (PT), que desce, e Beto Richa (PSDB), que sobe. A continuar neste ritmo o PT, além de perder em Curitiba, vai perder, também, espaços tão duramente conquistados, como em Londrina e Maringá.

Por quê?
As pesquisas mostram que é hora de o PT colocar a mão na cabeça e perguntar: por que? Não adianta nada os chamados formadores de opinião de Londrina, por exemplo, dizer que o eleitor não tem memória, é enganado, ou criticar instituto de pesquisa.

Máquina e 4 anos
Se o PT, com 4 anos no poder, a máquina na prefeitura e o presidente Lula do lado, patina bonito, há mais insatisfação no ar do que o Belinati ''coitadinho''. Em Curitiba, o PT fez a mãe de todas as coligações, se atracou até com o ex-secretario da Fazenda, Giovanni Gionnédis, e anda mais paralisado que cachorro embarcado.

Sem propostas
Até agora, por aqui, não surgiu uma proposta digna desse nome na campanha eleitoral de Curitiba. É um nhem, nhem, nhem pra lá e pra cá, que ninguém aguenta mais. São uns 4 piás, uns com cabelos grisalhos e outros nem tanto, que cansam e irritam.

É claro que um Beto Richa, com cara de Willian Bonner, e tão asséptico quanto, agrada o eleitor curitibano, que adora tipos assim.

Nós, os eleitores, ''tamo tudo perdido''.

Na doença com Dráuzio
Muitos médicos brasileiros costumam alcunhar o oncologista Dráuzio Varela de ''Cursinho Wallita'', aquele que fala da medicina com a superficialidade de um cursinho de final de semana sobre culinária-minuto. Outros, o acusam de posar de garoto-propaganda de programas de Governo para ganhar cifras milionárias. Melhor fariam se prestassem atenção em tudo o que ele faz. Poderiam aprender muito mais sobre a convivência com seus pacientes do que anos e anos de estudos clínicos.

Errar é humano
No último programa ''Roda Viva'', da TV Cultura, o médico Dráuzio Varela, autor de vários livros, entre eles o mais famoso ''Carandiru'', que virou filme de sucesso, personificou mais uma vez, a idéia que todo paciente tem do médico ideal. Não porque demonstrou eficiência ou descreveu batalhas vencedoras contra doenças terminais. Mas simplesmente porque foi humano, admitiu fraquezas, incertezas e erros cotidianos.

Medicina no Brasil
Entre os jornalistas de nome nacional que entrevistaram Dráuzio, lá estava um londrinense nascido em Jaguapitã, Roldão Arruda, irmão de João, Rose e Carlão, repórteres que passaram por esta ''Folha''. Roldão é repórter do jornal ''O Estado de São Paulo'' e perguntou ao médico sobre a crise dos planos de saúde no Brasil e o avanço do mercantilismo na medicina.

Nova postura
A medicina brasileira, diz Dráuzio, é comandada por ''business men'', que só querem saber de lucro e estabelecem preços ridículos por consulta. Geram, com isso, uma não relação entre médico e paciente. Ou seja, o paciente chega no consultório, diz que tem dor no abdomen e o médico nem olha. Pede exames e dispensa. Resultado: os planos de saúde estão falindo porque não conseguem arcar com os custos laboratoriais. Simples e lógico.

Perdas em família
Dráuzio sofreu a perda da mãe, que morreu aos 32 anos (ele tinha 4), e do irmão mais moço, também médico, fumante, que morreu aos 45 anos, de câncer no pulmão. Acredita na informação básica, a de lavar as mãos por exemplo, como a forma mais simples de combater doenças num País imenso, pobre e tropical como o nosso. E se pergunta por que o Ministério da Saúde do Brasil ainda dificulta o uso de um medicamento como a morfina, o que submete pacientes terminais a dores insuportáveis.

Se despedir e morrer
Se pudesse escolher, Dráuzio confessou que, ao contrário de muita gente, não gostaria de morrer subitamente. Mas não tem a menor idéia de como, pessoalmente, enfrentaria uma doença terminal, mesmo convivendo há muitos anos com pacientes nesta condição. Só gostaria, se fosse possível escolher, de ter um tempo para se despedir da vida, o instinto maior.

Eutanásia
Eutanásia? Não diz sim, nem não. Mas, baseado na intimidade com assuntos de vida e morte, diz que o ser humano opta sempre pela vida, seja qual for a circunstância. Nunca ouviu pedido de eutanásia. Nem de um aidético, preso,nas últimas, trancafiado numa cela, numa das piores prisões da América Latina. O brasileiro Dráuzio é homem de celebrar a vida.

Atenção Honda
O consumidor Eder José Artuso reclama: comprou uma Honda CG 150, zerinha, na concessionária Blokton, de Curitiba. A moto não funciona e ele não consegue nem o dinheiro de volta, nem a troca.
Deve ser influência de político em campanha: promete tudo e não cumpre nada.

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