RUTH BOLOGNESE
Novo visual
É uma pena que esta coluna não seja a cores. Poderíamos mostrar aqui a nova cor do cabelo do prefeito Nedson Micheleti, PT, de Londrina, inaugurada no programa eleitoral. É a caju-escuro, meio bronze.
Dependendo da qualidade da tintura, com seguidas lavadas, poderá ir para o laranja. Ou para o verde-musgo.
Cabeça-feita
Pintar o cabelo não desmerece ninguém. É hábito até saudável de quem cultiva a auto-estima. Mas sempre que um homem público aparece de cor nova na cabeça, a gente fica imaginando o sujeito com a cabeça lambuzada de creme por 40 minutos, no mínimo. E com aquela capa de plástico, que parece camisa de força, olhando no espelho e testando se já chegou no ponto.
O que fazem?
Será que os políticos ficam decorando discursos ou lendo jornal enquanto esperam a tinta reagir? Vão a um salão ou pintam em casa, com ajuda da patroa? E quando a tinta escorre pelo pescoço, eles gritam por socorro?
A cada 15 dias
Bem, prefeito Nedson, já que o Sr. tomou a decisão de pintar o cabelo, algumas informações básicas: 1) é irreversível. O Sr. terá que pintar o cabelo pelo resto da vida; 2) é periódico. A cada 15 dias terá que fazer o retoque, senão fica com a raiz aparecendo; 3) um bom tubo de tinta custa por volta de R$ 15,00 e 4) a verba de representação do cargo não prevê gastos com tintura de cabelo.
E, pior de tudo: já é tarde demais para se arrepender.
Fruet entre os tucanos
Logo depois da semana da Pátria, ou seja, ainda no primeiro turno, o deputado Gustavo Fruet anuncia seu apoio a um candidato na eleição para prefeito em Curitiba. Quem gosta de fazer uma fezinha, pode organizar um bolão e apostar no Beto Richa, PSDB.
Bons apoios
Pelo jeito, o primeiro turno das eleições em Curitiba acabou. Rubens Bueno, PPS, já disse que vai apoiar Ângelo Vanhoni. Cássio Taniguchi e seu protegido, Osmar Bertoldi, PFL, e agora Fruet vão de Beto Richa, PSDB. Pronto, está tudo esquematizado.
Só falta combinar com o eleitor que, diante de uma campanha tão sem graça e sem emoção, nem se tocou ainda que precisa votar num dos piás para governar a cidade.
Começou
El Supremo começou a semana criticando os comícios do afilhadinho, Ângelo Vanhoni, PT/PMDB. Mais um pouco, vai falar mal da campanha na TV. E aí ninguém segura mais: só pára no último minuto do último programa. E falando mal do governo Lula. É o estilo que faz o homem. Principalmente este Homem.
Todos eles
De FHC a Lula, de Osmar Dias a Roberto Requião, todo mundo já entrou na campanha de Londrina, apoiando os respectivos candidatos no horário eleitoral. Só falta Álvaro Dias, que demora um pouco mais pra se arrumar. E Jaime Lerner, que não tem vontade nenhuma de aparecer.
Entrou todo mundo, elogiou os adversários e Antonio Belinati, ''o Coitadinho'', continua liderando as pesquisas em Londrina.
Elogio não pega
Parece que esse negócio de participação de lideranças partidárias não funciona muito para transferir voto. É igual elogio para ex-marido ou ex-mulher: a gente sempre fica com a sensação que está sendo enrolado por quem conhece bem a figura, mas precisa manter as aparências.
Elogios para Eduardo
Enviamos nossos sinceros parabéns ao superintendente do Porto, psicanalista Eduardo Requião, que informou ao Tribunal de Contas (processo nº 023/2004) despesa referente a criação de um Coral composto de funcionários do Porto de Paranaguá. Finalmente Vovó Nana acertou na mosca e marca sua passagem pelo Porto.
Quem canta?
Será que os ensacadores vão participar do Coral? Os Práticos, quem sabe? E vão cantar juntos, dançando de mãos dadas ...''a tardinha cai...o barquinho vai...''? É tudo muito lindo!
Igreja x política
Esta polêmica em Londrina sobre a participação da Igreja na política é pura bobagem. Desde que Moisés foi sozinho para o Monte Sinai, fez aliança com Deus e, ao voltar, fulminou o adversário (o bezerro de ouro) com as Tábuas da Lei, a igreja participa politicamente de tudo.
E se os católicos brasileiros forem bobos, estão aí as bancadas evangélicas para não deixar ninguém na paz do Senhor.
Daltônicas
De frequências
Na conversa na cozinha, a empregada revelou que fazia sexo todos os dias com o marido. A patroa revoltou-se: e a malandra ainda queria aumento? Ora essa!





