Foto para Cascavel
O empresário Marcos Formighieri vai espalhar out-doors por toda a cidade de Cascavel com uma foto tirada nessa semana no Palácio Iguaçu, onde aparece abraçado ao governador Roberto Requião. Enquanto fazia a fotografia, típica de campanha eleitoral, ouviu do governador que ele, Formighieri, seria o responsável por apaziguar as confusões da política local.
Algo assim como jogar gasolina numa fogueira.

Vou de PDT
Em Cascavel, o PMDB está se bandeando todo para o lado de Edgar Bueno, do PDT, inclusive o ex-governador Mário Pereira, que já declarou apoio publicamente. Marcos Formighieri, dono do jornal ''Gazeta do Paraná'', antigo e, nas fases das vacas magras, único aliado de Requião na imprensa do Paraná, não é candidato a nada mas tem grande influência na política de Cascavel.

Escolha pessoal
A conversa do governador Requião com Formighieri no Palácio e a fotografia que a selou é uma pá de cal na candidatura de Leonaldo (assim mesmo, com ''l'') Paranhos, do PMDB, imposta pelo presidente do Partido, Dobrandino Silva. E preventiva: tudo aconteceu um dia antes de o Governador seguir para Cascavel, onde ficou por pouco tempo, ontem. Em ano eleitoral, o que vale mesmo são os sinais. Muito mais do que as palavras.

Confusão em Paranaguá
A cassação da candidatura de Ogarito Linhares, PMDB, ex-diretor do Porto de Paranaguá, era uma morte anunciada. Só não contaram para o governador Requião e para seu irmão, Eduardo, superintendente do Porto, que apoiaram Ogarito. Ou contaram? Ou ninguém precisou contar, por público e notório?

Fio russo
Nos últimos dois dias o senador Álvaro Dias, PSDB, andou com esparadrapos no rosto e, depois, com a pele completamente vermelha. Os mais íntimos informam que ele fez um (novo) tratamento para rejunevescer conhecido por ''fio russo''.
Coisa mais besta essa do Álvaro Dias ficar se submetendo a tratamentos contra envelhecimento. Um dia ainda acaba parecido com o Geraldo Alkmin.

Frieza
O empresário curitibano Ricardo Almeida chama atenção para um detalhe interessante a propósito dos rumos que está tomando o Governo do PT em termos de censura à imprensa, denúncias de corrupção, economia, etc, etc. Um homem, diz ele, que mora durante cinco anos numa cidade pequena, casa-se com uma bela moça, tem um filho com ela e vai embora sem revelar a verdadeira identidade, nem mesmo para a mulher por quem se apaixonou, mostra a que ponto pode ser frio e determinado. É o caso do ministro da Casa Civil, José Dirceu e sua passagem por Cruzeiro do Oeste.

Beijo no sapo
É a mesma história da princesa que beija o sapo e o vê transformado num príncipe. Ora, que tipo de homem se casaria com uma mulher que é capaz de beijar um sapo? Ou, pior, o que uma mulher que beija um sapo não seria capaz de fazer?

Bala perdida
Enquanto o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, ocupava seu tempo, por volta das 15 horas de quarta-feira, em escrever longa carta para a ''Folha'' contestando nota publicada aqui, o operário da Ambev, Getúlio Gonçalves Lins, recebia uma bala no peito, em pleno centro da Capital.

Era uma bala perdida, resultado de um assalto num dos pontos mais movimentados da cidade. O operário sustentava mãe viúva, de 80 anos, mulher e filhos pequenos. Morreu na hora.

Copiar é bom
O secretário Delazari se irrita com as referências feitas ao Programa de Segurança do Governo, principalmente quando se diz que foram copiadas do projeto da Associação dos Delegados, Adepol. Copiar não tem nada demais, não. É como sexo: até pobre faz.
O ''Bombeiro Comunitário'', por exemplo, projeto da segurança, não foi copiado da experiência da delegacia de Polícia de Paranacity, onde funciona há quase 3 anos, sem custos para o erário? Então, não foi bom?

Ainda sobre a polícia
Entre os 400 delegados de polícia do Paraná, um grupo que representa 60 a 70% deles mantém estreita vigilância sobre qualquer ato, por menor que seja, que cheire a corrupção. É uma iniciativa da categoria, independente do governo e que vem reduzindo as denúncias no setor.

Nova coluna
A coleguinha Débora Ianklevich estreou coluna diária no ''Hora H News'', jornal curitibano que circula também na Internet. Débora, grande companheira, já escreveu coluna no extinto ''Correio de Notícias'' e mexeu com as estruturas locais. Vem confusão por aí.

Daltônicas
De outras gerações
Na reunião, o prefeito perguntou ao jovem candidato, escolhido para sucede-lo, se lembrava a crise do petróleo de 74. Lembrava sim, mas do ponto de vista de um menino de 9 anos.

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