RUTH BOLOGNESE
O homem que copiava
O projeto de Segurança Pública, lançado há pouco pelo Governo Requião com grande estardalhaço, reprisa em grande parte medidas sugeridas em meados de junho pelo Sindicato e pela Associação dos Delegados de Polícia (Sidepol e Adepol), no documento ''Um Plano de Segurança Pública''. Na época, as duas entidades notificaram, judicialmente, o secretário Luiz Fernando Delazari a fim de prevenir a responsabilidade oficial.
Sem comunicação
O governo se fingiu de morto quando o plano foi divulgado e nunca convocou as entidades da categoria para dar sugestões. Na hora do bem bom, acatou as medidas e lançou seu próprio projeto, inclusive essa de remanejar policiais para as ruas nas cidades, onde até o nome ''Paraná contra o crime/Polícia na rua'' é o mesmo.
Inteligência coletiva
Os delegados de polícia e suas entidades não deveriam levantar dúvidas sobre isso. É injusto! Onde já se viu! Pois o nosso jovem secretário de Segurança não lançou aqui a ''Operação Desarmamento'' antes do Governo Federal e agora vê sua idéia se espalhar pelo Brasil afora, quiçá para o mundo? Tem gente que jura, de pé junto, que ele teve a idéia depois de uma reunião em Brasília, voltou correndo para o Paraná e começou a comprar armas.
Mas deve ser intriga.
União de todos
O governo Requião trata o pessoal da Adepol e da Sidepol como adversários políticos. Mas o próprio governador já disse por aí que, para combater o inimigo, ele se alia até ao capeta. Ora, por que não com delegados de polícia, que entendem tanto do assunto?
Atenção: o assunto, no caso, é a segurança, não o capeta. O que não quer dizer que os delegados não entendam de capeta também.
Mulheres poderosas
Duas mulheres fazem a diferença na campanha do PT/PMDB em Curitiba. Uma é Maria Olívia, mulher de Jorge Samek, diretor geral da Itaipu Binacional. Impositiva e resoluta, dona Maria Olívia é ouvida para tudo. A outra, e não menos importante, é Malu, a ex-mulher do candidato a prefeito, Ângelo Vanhoni, que retornou recentemente ao convívio com os petistas.
Situações diferentes
Duas situações, no entanto, dão pistas sobre o lugar que cada uma ocupa no complexo sistema comunitário do PT. Dona Maria Olívia deixou claro a El Supremo, dia desses, que suas críticas a Palloci não têm razão de ser. Conquistou admiradores pela contundência com que defendeu o partido.
Já dona Malu recebeu apelido de ''Bienal''. Ou seja, aquela que aparece a cada dois anos.
Menino do Rio
Segue hoje para o Rio o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião. Vai tratar de segurança portuária, área em que abre licitação no valor de R$ 4.513 milhões.
Atacadão vendido
Os funcionários da rede ''Atacadão'', fundada em Maringá há 42 anos e depois vendida a um grupo de São Paulo, foram comunicados, na semana passada, da venda de ''porteira-fechada'' de todo o grupo, com 26 lojas e 7 mil funcionários. Oficialmente, ninguém sabe quem comprou mas no mercado corre que foi a americana Wal-Mart.
O ''Atacadão'' é dono da Expo-Trade, em Pinhais, na Grande Curitiba, espaço para feiras e eventos.
Hora da festa
Se você planeja fazer uma festa, seja ela de aniversário, bodas ou batizado, não hesite: faça já. A posse da nova diretoria da Associação Comercial do Paraná, na noite de segunda-feira, mostrou isso. Todos os candidatos compareceram, mais seus assessores e o pessoal da filmagem.
Foi uma festa. E a cada cumprimento, um flash!
Reestréia
O jornalista Hudson José reestréia o comentário diário ''Economia Real'' na rádio CBN, no começo da tarde. Agora, falará também para a Rádio 96, pela manhã.
Cena urbana
Ao ver um rapaz enrolado num cobertor e deitado no parapeito da agência do Banco Itaú, no centro da cidade, enquanto o ônibus de Resgate Social da prefeitura deixava o local, um cliente, surpreso, perguntou ao guarda: ''eles trazem ou levam os meninos de rua''? O guarda respondeu que os ônibus da prefeitura levam as crianças para um abrigo onde dão banho, sopa e cama. Depois cada um toma seu rumo. É a rotina.
''E por que esse foi deixado aqui?'', quis saber o cliente. ''Ora, porque ele já é quase adulto e come demais.''
Daltônicas
De cuidados
Antes de dormir o avô tinha mania de trancar todas as portas.Ia de quarto em quarto, passando a chave em tudo. Um dia, superou-se: trancou o neto no próprio quarto. Como estava quase surdo, nem ouviu os gritos de protesto.
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