PT em alerta

Em três das maiores cidades catarinenses, Joinville, Itajaí e Florianópolis, os candidatos do PT estão perdendo terreno para o PSDB. Lá, mais do que no Paraná, a campanha se nacionalizou e os temas preferidos dos adversários então entre decepção com o Governo Lula e a falta de empregos.

Nem porto, nem rodovias

O Fórum Industrial/Parlamentar Sul, que acontece na próxima segunda feira em Curitiba vai juntar as três grandes federações de indústrias do Sul (Fiep, Fiesc e Fierg) para debater com parlamentares o aumento de investimentos da União em infra-estrutura na região.
Tudo bem, mas os dois itens escolhidos para o Paraná ficaram meio fora de rota: ''ferrovias e aeroportos''. E para o Porto de Paranaguá? E para nossas rodovias? Nada?

Esqueleto famoso

O esqueleto do Fórum, que o governo atual vai reformar era a estrela de mais de 1 mil obras que permanecem inacabadas em todo o Paraná, segundo levantamento feito pelo então presidente do Tribunal de Contas Rafael Iatauro, em 2001/2002.
Como bem lembrou o colega, Luiz Geraldo Mazza, foi o próprio governador Requião que, no primeiro mandato, paralisou as obras. E no retorno ao governo, tem a oportunidade de rever seus próprios conceitos. A continuar assim, reeleito, poderá mudar o penteado, o jaquetão azul, jogar bingo...

Sem acerto

Pesquisas mostram que o brasileiro é o povo que mais critica seus políticos. O povo, minha gente, deve ter lá suas razões. Na Câmara Federal, o deputado Hildebrando Paschoal, motosserrava seus adversários. Isso mesmo, esquartejava o sujeito, ao vivo e a cores. E mandava filmar. E, mesmo assim, ou até por causa disso, foi eleito.

Sem violência

Aqui no Paraná nenhum político chegou a tanto. O PT e o PMDB, quando se estranham, por exemplo, jogam linguiças uns nos outros. Ficam lambuzados, mas depois catam, assam e comem as linguiças. Chega a ser fraterno porque eles se agacham em torno da churrasqueira, PT de um lado e PMDB de outro e, enquanto esperam a linguiça assar, ficam se cutucando, rindo, babando cerveja e discutindo política.
Quem vê acha até meio nojento, mas é inofensivo.

Tapas na Assembléia

Pior do que a ''confraternização'' entre PT/PMDB é comportamento do deputado peemedebista, Mario Sérgio Bradock, ex-delegado de polícia, que manda exumar cadáveres durante CPIs alegando fugas exotéricas, estapeia funcionárias na Assembléia, pinta o gabinete com desenhos camuflados e usa, publicamente, palavras de baixíssimo calão, como fez ontem de manhã na rádio CBN.

Respeito é bom

Em seus 150 anos, completados na última terça-feira, a Assembléia Legislativa do Paraná já passou por incêndios ditos oportunos e mal explicados, invasões da polícia em busca de professores em greve, acordos políticos comprometedores, acobertou funcionários fantasmas e deputados sabidamente corruptos e jogou, quase sempre, no time do vizinho Palácio Iguaçu.

Boas lutas

Mas foi, também, palco de lutas memoráveis, a mais recente delas contra a privatização da Copel, e proporcionou o amadurecimento político de todas as lideranças paranaenses que tiveram papel importante em nossa história.
Por tudo isso, é que o atual presidente, Hermas Brandão, ele mesmo um expectador ativo da trajetória da Assembléia nos últimos 30 anos, não pode deixar que um deputado como o Bradock desrespeite os votos dos paranaenses que o elegeram.

Versão comprometedora

A versão da história dos tapas na funcionária Elise Araújo, dada pelo deputado, assim como suas definições acerca do episódio, abre caminho fácil para um processo da cassação de mandato. Ou, nós paranaenses, estamos elegendo delegados de polícia para bater em mulher e se auto-definir como ''um comedorzinho'' em microfones de grande audiência?

Daltônicas

De equívocos

Quando recebia parentes do Interior, o taxista voltava a falar com sotaque caipira para mostrar que era um igual. Mesmo com as primas, professoras de faculdade e pós-graduadas no Exterior. As primas intelectuais não se importavam, não. Só riam dele.

[email protected]

mockup