Camisa de fora
Animal político que o período eleitoral coloca em alerta total, Antônio Belinati completa sutil mensagem no proposital descuido da aparência, com a camisa fora da calça e a expressão meio cansada. Se passar perto de um poste e perceber algum sinal de vida, pede voto. Está mais gordo, mas mais matreiro do que nunca.

Sem ataques à moral
Num encontro casual, na terça-feira à noite no Hotel Bourbon com o coordenador da campanha de Luiz Carlos Hauly (PSDB), Amaury Escudeiro, Belinati estava curioso sobre como tinha sido o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Londrina, na TV Record, ao qual não compareceu.
- ''Não adianta me atacarem pela moral. Não dará certo,'' avisou. E passou a falar sobre a possibilidade de uma coligação com o PSDB, no segundo turno.

Primeiro colocado
E como era de se esperar, no seu programa de rádio na madrugada de ontem, Belinati mandou um grande abraço para o ''amigo Amaury''. Nem a prisão por corrupção, nem a separação da ex-vice governadora Emília, que vive em Curitiba e muito menos os seis anos de expurgo que acabou de completar, mudaram o homem. Nem o candidato: Belinati ainda detém 38% dos eleitores de Londrina, mostrou a última pesquisa da ''Experience'' feita por esta Folha.

Debate absurdo
O primeiro debate da campanha para prefeito de Londrina foi, no mínimo, sui generis. Os candidatos percorreram 60 quilômetros até Cornélio Procópio, onde ficam os estúdios da Rede Independência, retransmissora da Rede Record. E gravaram o debate, que irá ao ar sábado às 20h30.

''Requião é meu''
Belinati, o primeiro colocado e o primeiro a confirmar presença, não foi. E o atual prefeito Nedson Micheleti (PT) e a deputado Elza Correia (PMDB) passaram o tempo todo disputando o governador Roberto Requião como principal aliado, mesmo as pesquisas indicando que o governador não está com essa bola toda junto ao eleitorado.

Melhor impossível
Os candidatos a prefeito das duas maiores cidades do Paraná não mostraram, até agora, a que vieram. É o que temos. Mas, como devem estar pensando os argentinos, a esperança é a última...

Ordem unida
A diretora do Instituto Municipal de Administração Pública da Prefeitura de Curitiba (Imap), Sandra Capriglioni, reuniu seus funcionários, terça-feira à tarde e determinou: todo mundo vai começar a trabalhar na campanha de Osmar Bertoldi (PFL). E o pessoal do vice-prefeito Beto Richa (PSDB) como é que fica?
Frase de Sandra, bíblica: ''que os pratos que me servirem, quentes ou frios, comerei. E Beto é prato morno''. É claro que a referência ao candidato não está na Bíblia, até porque os profetas não estavam nem aí para o Beto Richa.

Espião em Londrina
O espião da Kroll, o português Tiago Verdial, que pode pegar até 12 anos de prisão caso fique provado que ele corrompeu espiões para obter informações sobre o governo Lula, esteve em Londrina, em maio do ano passado. E veio por motivos profissionais. Participou, como ''olheiro'' do encontro sobre jornalismo investigativo, promovido pela UEL e pela Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos, Abraji.

Discreto
O encontro tratou de remessa ilegal de dólares, contas fantasmas, fraudes na internet, espionagem industrial e muito mais, assuntos que fazem parte, óbvio, do dia a dia de um espião. E como convém ao pessoal da área, Verdial foi discreto. Apenas pediu para acompanhar o encontro. Não fez perguntas nem nada lhe foi perguntado.

Daltônicas
De equívocos
Depois de uma emergência no Afonso Pena, o comandante do avião foi o primeiro a sair. Uma passageira, irritada, perguntou se, conforme a norma, ele não seria o último a sair.
''Isso vale para navio, minha senhora. Para avião nunca ouvi falar'', respondeu o comandante.

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