RUTH BOLOGNESE
Ratinho e o terrenão
Os elogios do apresentador Ratinho, do SBT, ao secretário de Meio Ambiente, Luis Eduardo Cheida, ao vivo e a cores no seu programa de tevê, não eram à toa. Mesmo sem ter seu nome citado, Ratinho participou ativamente na compra do haras da família Khury pelo governo Requião, por R$ 8,5 milhões, em Almirante Tamandaré. E a Secretaria do Meio Ambiente sustentou o motivo para a compra: preservação de área verde.
Ratinho, como todo mundo sabe, está riquíssimo. E rico, minha gente, não dá ponto sem nó.
Nomeação
O ex-presidente da Sanepar, Caio Brandão, volta em grande estilo para os braços do governo do Estado. A filha dele, Janaína, advogada, foi nomeada para um cargo de DAS-2, segundo informa o Diário Oficial de 6 de junho, Decreto 29/44.
Caio Brandão é homem da Andrade Gutierrez e sempre atuou como arrecadador de recursos para campanhas do PMDB.
Zzzzzzzzzz...
O debate da Band, o primeiro entre oito candidatos a prefeito de Curitiba, foi excelente. Excelente para relaxar das emoções do futebol e dormir em 15 minutos. Porque, aguentar duas horas daquela conversa, só por dever cívico, profissional ou muito amor por Curitiba. Os candidatos falaram, todo o tempo, o que não entendem sobre o que não sabem. Não houve debate de idéias pela total ausência de idéias. Um verdadeiro teatro de bonecos.
Teatro de bonecos
Pode ter sido coincidência, mas toda vez que aparecia o Ângelo Vanhoni, PT, com aquele terno de velório, a ''Shérily'' a cadelinha lá de casa, tapava os olhos com as patas. Pode ser também que a ''Shérily'' tenha se assustado com outra coisa: algum marquetólogo disse para o Vanhoni que seu perfil esquerdo é o melhor. E agora o Vanhoni só fala olhando de esquerda para a câmara. Parece um besouro.
Ainda por cima, um candidato-besouro muito do orgulhoso, como se estivesse fazendo um favor para o mundo estar ali. Menos, Vanhoni, menos. Orgulho só tira votos.
Papel de cada um
No debate inteiro a única novidade foi o cabelo bem aparado do apresentador José Wille (ficou bom, viu Wille?). Osmar Bertoldi, PFL, é uma verdadeira loura: a beleza se esvai assim que abre boca. Falou em médico que vai para o exterior e não carrega o hospital na volta, misturou com Tolerância Zero de Nova York e fez tamanha confusão com o tema da segurança que deu vontade de chorar. Chorar de dó de nós eleitores.
Sem assunto
Beto Richa, PSDB, e Rubens Bueno, PPS, pareciam irmãos, um mais novo, outro mais velho, ambos daquele time do ''alto nível e papo cabeça'' que, geralmente, esconde o vazio cerebral absoluto. Bueno disse que já foi prefeito, sem revelar onde e Beto que é filho de José Richa o que, convenhamos, como biografia para futuro prefeito de Curitiba, não quer dizer nada.
Velhinhas
Mauro Moraes, PL, falou em ''tomar providenças''. Sobre o quê? Nem ele, nem ninguém sabe. Revelou que abraça velhinhas, meu Deus do céu. Tocou corações! Olha que coisa!
E os representantes dos partidos nanicos, que poderiam até ter esquentado o debate, faziam as perguntas e ficavam o tempo todo na base do ''ah, é?'' Um deles, o Pedro Manoel, do PMN, deve ser primo do coordenador da campanha do PFL, o Gerson Guelman, quando era gordo. São muito parecidos.
Concorrência
Enfim, pelo que se viu, quando começar o horário político não vai sobrar nem para o ''natureba'' Paco Lambertini (novela das sete) nem para a nordestino-carioca, Maria do Carmo (novela das 8) em matéria de personagens fictícios e difíceis de engolir. Curitiba teria que ter, isso sim, um projeto ''Tolerância Zero'' para com a falta de densidade de seus candidatos.
Perguntinha
Parodiando o ''Informe FL'' e com todo o respeito à Band, não estaria na hora de tirar o gesso dos debates políticos? Assim, liberar geral e cada um que se vire? Se fosse assim ontem, até o novo cabelinho do apresentador José Wille ficaria em pé.
Em Cambé
Essa história de favorecer familiares não se restringe a Curitiba nem apenas ao governo estadual. Em Cambé a promotoria de Justiça está investigando o ex-secretário de Administração Alcides Alexandrino, por improbidade administrativa de favorecimento a familiares. É um escândalo: empresas de ônibus em nome dos filhos, terceirização em nome de cunhado e por aí vai...
Daltônicas
De novos tempos
O menino sonhou que ia, todos os dias, para uma escola de magias, como no filme. Só acrescentou um detalhe novo e cotidiano. Ia de Van.
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