RUTH BOLOGNESE
Paraná x Santa Catarina
O acordo entre os governos peemedebistas do Paraná e Santa Catarina sobre o petróleo da Bacia de Santos passa desapercebido aqui, mas virou um fervo na classe política em Florianópolis. A exploração do petróleo na bacia vai render algo em torno de R$ 40 milhões/ano em royalties, que os dois estados disputam.
Críticas
Pelo que se sabe, o acordo feito pelos governadores Requião e Luiz Henrique passará pela divisão do bolo, coisa que os catarinenses não aceitam de jeito nenhum porque lutam na Justiça para ficar com o bolo inteiro, já que grande parte da bacia fica no litoral catarinense. Lideranças locais, Esperidião Amin entre elas, estão botando a boca no mundo.
Trocas
É difícil entender esses catarinas. Eles têm aquelas praias, aquele clima, a Vera Fischer, o Paulo Zulu (ai, meu Deus!), o Guga e ainda querem os royalties? Deixa estar, jacaré: se vocês continuarem brigando desse jeito, Curitiba inteira vai às urnas contra o PFL e o Cassio Taniguchi passa a morar em Floripa depois de outubro.
É o Cassio ou os R$ 40 milhões. Que tal?
Turma do Lerner
Na reunião de ontem para a preparação do debate na RIC, a presença de ex-assessores de Jaime Lerner, representando diversos candidatos, era tão grande que Gerson Guelmann não resistiu: ''Eis aqui toda a equipe de Lerner'', disse Guelmann, ele mesmo ex-secretário especial do Gabinete do Governador passado e, atualmente, coordenador da campanha de Osmar Bertoldi, PFL.
Ora, esperar o que de uma campanha onde o advogado Giovani Gionédis, no passado tido como o diabo em forma de gente para Requião, PT e Cia., é agora o grande aliado?
Novela e jornal
A superfrente liderada por Paulo Mac Donald do PDT em Foz do Iguaçu, com 18 partidos, terá direito a 20 minutos e mais 1.880 inserções diárias no horário gratuito, durante os 45 dias de campanha. O candidato do PT/PMDB, Sâmis da Silva, filho do deputado Dobrandino da Silva, terá seis minutos e 569 inserções.
Novela de terror
Com todo esse tempo, daria pra fazer uma boa novela, um jornal e propaganda de sabão em pó. Ou um filme de terror, com personagens da política local. Quem seria o astro principal do filme? Se você pensou em R... acertou. Será o Roberval Taylor.
Caiado bonzinho
De terno e sem o chapelão dos tempos da UDR, Ronaldo Caiado, PFL, esteve em Curitiba ontem, na Associação Comercial, como relator da reforma política. Disse que 25% dos deputados brasileiros mudaram de partido neste ano, contra 2% do parlamento europeu, o que dá a medida da inconsequência da nossa política.
Aumento marital
Dona Maristela Requião foi aquinhoada com um bom aumento de salário em nomeação assinada pelo marido e já publicada no Diário Oficial. Não que não mereça. Seu trabalho na presidência do Museu Oscar Niemeyer (MON) é uma das poucas áreas, senão a única, que gera notícias boas e interessantes no governo.
O que está errado é dona Maristela pedir aumento debaixo do edredom e, num frio desses que faz em Curitiba, ameaçar: ''Bêem, se ocê não me der o aumento, encosto o pé gelado na sua perna''.
Bingo é saúde
Os bingueiros ganharam um aliado de peso na briga com El Supremo: a ciência. Uma das maiores autoridades mundiais em Mal de Alzheimer, Laura Fratigiolini, do Instituto Karolinska, citada pelo jornal norte-americano USA Today, garante: atividades como as danças de salão, jogos de bingo ou a jardinagem, ajudam os mais velhos a regenerar suas células cerebrais.
Bingo é saúde! Parece aquela clínica de tratamento de disfunções sexuais em Curitiba que, na propaganda, diz: sexo é vida. Então, bingo é saúde! Sexo é vida!
''Terrenim baratim''
Depois que o Governo do Paraná pagou R$ 8,5 milhões limpinhos pelo haras da família Khury em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, (bom trabalho da Maria Duarte, nessa Folha), tem muita gente querendo vender para o grande Estado-comprador.
Até ''seo'' Zé, da Região Metropolitana de São João do Caiuá, tem um ''terrenim bem baratim'' e quer vender para o governo. Qualquer ''dinheirim tá bom''.
Daltônicas
De modernidades
Toda vez que o líder empresarial virava os olhos pra cima, durante as entrevistas, os jornalistas já sabiam: ele vai atacar de ''enfoque sistêmico''. Não dava outra. Era pra se mostrar inteligente.
[email protected]





