Entusiasmo

O prefeito Cassio Taniguchi anda cada dia mais entusiasmado com seu candidato a prefeito, Osmar Stuart Bertoldi, o ''Stuartizinho''. Não existe nenhuma razão, nenhuma pesquisa, nenhum fato novo para isso, mas e daí? É o chamado entusiasmo puro, que vem do nada.

Candidato ao governo
Se levar Osmar Bertoldi para o segundo turno, Taniguchi já se habilita a candidatar-se ao governo do Paraná pelo PFL. Até porque viabilizar ''Stuartizinho'' nessas eleições será um feito maior do que a recuperação japonesa depois da II Guerra Mundial. E sem a ajuda da cavalaria americana.

Oh! Marina
Se o entusiasmo nipônico der resultado prático, nosso prefeito vai ficar devendo mais essa à dona Marina, a primeira-dama que apostou, exigiu e fez de ''Stuartizinho'' o candidato do PFL. Taniguchi não moveu pelo moço nem o dedinho do chinelo japonês, que usa com meia. Agora, quer que o candidato vista até quimono. E da mesma cor do dele.

O PPS é o quê?
É prepotência pura do Rubens Bueno, candidato a prefeito pelo PPS, tentar impugnar as candidaturas dos partidos nanicos, alegando pequenez. E o PPS é o quê? Um anão de salto alto. E comunista.

Magoei
O que incomodará Ângelo Vanhoni, o preclaro candidato do PT? Que peso terá em seus ombros? O problema (intestinal) que o acometeu, semana passada, já passou, mas persiste um certo ar de angústia em seu olhar. Pediu até pra descansar uns dias.
''Tristeeeza, por favor, vá embooora...''

Começou a debandada
O advogado Ivan Bonilha é o mais novo integrante da campanha de Beto Richa, PSDB. Bonilha é amigo e correligionário de Gustavo Fruet, pré-candidato do PMDB que rompeu com o partido depois da convenção que formalizou a coligação com o PT.
Pelo jeito, é apenas o primeiro a desembarcar.

Pimentel e o PT
A bancada do PT na Assembléia identificou um grande esforço do presidente da Copel, Paulo Pimentel, a favor da candidata do PMDB, Elza Correia, que inviabilizou a coligação com o PT em Londrina.
Promete dar o troco.

Angu legal
Nesse abre-e-fecha de bingos no Paraná, o pior papel é do próprio Judiciário e suas sentenças díspares. Nesse angu, já meteram a colher magistrados de primeira instância do Espírito Santo e de Mato Grosso, afora os do Paraná, e de dois tribunais regionais federais, os de São Paulo e Porto Alegre, sem contar alguns quantos recursos julgados em Brasília.
E ninguém responde em definitivo: afinal, a jogatina é ou não proibida por lei?

OAB e os concursos
A OAB do Paraná já debateu internamente a possibilidade de não participar mais dos concursos para o Judiciário, diante das constantes suspeitas de apadrinhamentos. Refluiu porque a participação é apenas na indicação de um advogado para acompanhar parte da preparação das provas. Sem poder fiscalizatório.

Cobrança em público
Mas, no último sábado, na comemoração dos 150 anos da comarca de Paranaguá, o presidente da OAB do Paraná, Manoel de Oliveira Franco, cobrou publicamente, do presidente do Tribunal de Justiça, Oto Sponholz, maior cuidado nos concursos do TJ.
''O ingresso em instituições como a OAB, a magistratura e o Ministério Público deve ser feito pela porta do mérito e da Justiça, afastando qualquer hipótese de apadrinhamento'', disse o presidente da OAB. Não houve resposta.

É a burocracia
É inacreditável, mas é verdade: o carro da polícia de Tijucas do Sul só pode ser abastecido em Curitiba. São 680 litros para percorrer os 100 quilômetros de ida e volta. O conselho de segurança da cidade já comunicou a maluquice para várias autoridades do governo e até agora, nada.

Governador processa
Corre na praça que El Supremo está processando cinco ou seis jornalistas, entre eles esta brava colunista, por causa da publicação da história do filho dele, Maurício. O menino trabalhou no escritório Pinheiro Neto, como advogado, em Brasília. E o escritório tem um contrato de quase R$ 3 milhões com a Copel.

Imprensa escaldada
Requião tem razão. É legítimo buscar reparação na Justiça, já que se sentiu ofendido. Agora, durante as audiências, a imprensa vai impor uma condição: alguém terá que segurar, bem firme, as mãos do governador. Ou colocar uma tela de arame na mesa do juiz. Já pensou se ele vier com aquela mania de quebrar os dedos dos jornalistas? Como é que a gente vai trabalhar depois? Com os dedos engessados?

Daltônicas
De perigos
Viúva, sedentária e já passada dos 70, tinha o hábito de passear na praça e comer cachorro-quente. Um dia, ficou tonta, foi internada e ganhou seis pontes safenas. Agora, só vai à praça pra andar.

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