RUTH BOLOGNESE
Trégua temporária
A Justiça de Curitiba suspendeu, ontem, a execução da dívida da Editora ''O Estado do Paraná'', cerne do desentendimento, tornado público, entre o presidente da Copel, Paulo Pimentel, e o secretário da Indústria e Comércio, Luiz Felipe Haj Mussi. Mas o processo continua a rolar.
O secretário Mussi, que fez uma cirurgia na boca, permanece com a mulher e os três filhos na fazenda em Porecatu. Seus assessores desmentem os boatos de que pretende deixar o cargo depois da campanha eleitoral.
Governo em silêncio
O governo ficou mudo diante da crise entre Pimentel e Mussi, dois dos mais importantes membros da equipe. É pra mostrar que não afeta em nada. Afeta, sim. Pimentel preside a maior empresa do Paraná, a Copel, numa área crucial, como a energia, e Mussi, apesar de não ter mostrado a que veio até agora, é secretário da Indústria e Comércio para o Mercosul e participa de todos os conselhos das empresas de primeira linha do Governo.
Mercado alerta
Uma crise entre ambos denota fragilidade no time que, se supõe, deve rezar unido e pelo mesmo catecismo. A lembrar ainda que o governador Requião foi quem impôs Mussi, como suplente de Pimentel na candidatura ao Senado, mesmo sabendo que o relacionamento com Pimentel era o pior possível. Deu no que deu.
A lembrar, também, que foi Mussi um dos primeiros e mais importantes arrecadadores de fundos para a campanha de Requião ao governo.
Réu confesso e livre
O filho mais velho do empresário Ciro Frare, assassinado em Londrina, Alexandre, de 37 anos, vai divulgar entre hoje e amanhã, um comunicado da família em que expôe os números contábeis da Concessionária Cipasa que comprovam o desfalque dado pelo ex-diretor, Ibrain Barbino.
Alexandre tem recebido manifestações de todo o Paraná contra as brechas jurídicas que mantém o assassino confesso de Ciro Frare em liberdade.
Atropelamento
O diretor do Detran, Marcelo Almeida, sofreu um atropelamento, sem gravidade, no centro de Maringá, numa rua próxima à prefeitura, na terça-feira. E isso pouco antes de fazer uma palestra sobre segurança dos pedestres. Aproveitou a deixa para criticar a falta de sinalização, de fiscalizaçao e o descuido do o prefeito João Ivo Calefi, do PT com as calçadas da cidade.
Sem dinheiro
Ontem, o prefeito deu o troco no ''Diário de Maringá'' dizendo que se existe alguém culpado pela ausência de fiscalização é o próprio governo que distribuiu os 440 PMs da cidade para outros 60 municípios e não repassou dinheiro algum para obras na cidade.
É isso, com o PT é bateu, levou.
Começo inglório
Se depender do começo, a campanha de Ângelo Vanhoni, da coligação PT,
PMDB e o escambau, não vai ser fácil. Depois de comer ostras no Litoral, Vanhoni teve que cancelar compromissos por um motivo, digamos, de cunho íntimo. Sofreu um desarranjo intestinal.
Respeito, por favor
Olha lá, hein, gente. Vamos tratar o problema de Vanhoni com o devido respeito. E sem trocadilhos infames. O candidato do PT ficou em casa porque estava acometido de um apuro instantâneo, conhecido também em Curitiba como ''Ligeireza'' e no Rio Grande do Sul como ''Soltura''. Ora!
Desembarque
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, desembarca na campanha de Beto Richa na semana que vem.Vai aumentar o número de influentes ilustres no ninho tucano. Influentes ilustres quer dizer ôpalpiteiros".
E um bando de palpiteiros num mesmo ninho se transforma, logo logo, num saco de gatos. Sempre no bom sentido.
Estilo ''Nerd''
Não existe nada nesse mundo, nem mesmo alguns pontos a mais na pesquisa, que faça o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti mudar o seu guarda-roupa de estudante de ciências contábeis: camisa branca, de mangas compridas e calças de brim. Atenção, é brim mesmo, não jeans. Pra completar, cabelos amarelos-ruivos, aqueles que a vó Maria chamava de ''cabelo ruim, meio pichaco''.
Bem, se ele foi eleito uma vez assim, por que mudar?
Xenofobia
A inauguração de mais um supermercado Muffatto em Londrina foi de uma xenofobia só. Requião valorizou o passe, dizendo que tinha preterido um jantar com dois presidentes, Lula e Kirchner, em Puerto Iguazu para visitar as gôndolas de uma Casa, ''totalmente paranaense''. Lógico, depois da última crítica, a do governo ''aguado'', Lula deve ter esquecido que um dia disse que tinha com Requião uma coisa de pele.
Reações locais
Outros discursos, do prefeito Nedson aos dos jovens Muffatto, foram na mesma linha de valorizar o que é nosso. Ou seja, a orelha do Wal Mart deve estar ardendo até agora. Observações do correspondente em Londrina, que a tudo assistiu.
Daltônicas
De precauções
Recém-chegado na cidade foi pedir empréstimo bancário. O gerente negou porque ninguém o conhecia. E ele concluiu: ''Então, estou 'frito' mesmo. Aqui não me emprestam dinheiro porque ninguém me conhece. E na minha terra não me emprestam demais''.





