RUTH BOLOGNESE
Briga de família
Há pelo dois dias o governador Roberto Requião já sabia que o presidente da Copel, Paulo Pimentel e seu genro, secretário da Indústria e Comércio, Luiz Mussi, tornariam pública a desavença em família que se arrasta há muito tempo. Não há indício nenhum que o governador venha a tomar partido, mesmo em se tratando de dois dos principais integrantes do seu governo.
Nota em jornais
A nota que saiu hoje nas primeiras páginas dos jornais do grupo Pimentel e em outros jornais do Paraná, o presidente da Copel informa que o genro e a filha, Ivone, estão protestando em cartório a ''Editora O Estado do Paraná'', por uma dívida que gira em torno de R$ 14 milhões. Num primeiro texto, chegou a acusar a filha de tentar antecipar a herança que lhe é direito. Aconselhado por amigos, retirou a frase.
É apenas o primeiro round. Em público.
Dinheiro em campanhas
O presidente do PMDB, Dobrandino Silva e o Palácio Iguaçu não andam se entendendo no tocante a recursos para a campanha eleitoral. Ontem, sobrou impropérios no terceiro andar, onde fica o Primeiro Gabinete.
Em Cascavel
Como presidente do PMDB, Dobrandino deveria cuidar melhor dos candidatos do partido. Em Cascavel,informa o correspondente local, o candidato a prefeito, Leonaldo Paranhos, dança conforme a música do PFL e tem estreitas ligações com Álvaro Dias.
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Arquivo Folha/17-02-2004
Nova roupagem
Mesmo mantendo os cabelos pretos como as asas da graúna, o que lhe confere um certo estilo espanhol e combina com o jeito franco de ser, dona Elza Correia, candidata a prefeita de Londrina pelo PMDB, começa a mudar a indumentária. Os famosos taillers vermelhos e pretos cedem lugar para cores mais amenas. Ficou bem melhor.
Briga por pedágios
Concessionárias de pedágio e sindicato dos transportadores estão às turras por causa dos preços das tarifas. O Paraná tem sim tarifas mais altas do que outros estados, em alguns dos trechos. E no final das contas, não interessa muito aos intermediários o preço da tarifa.
Quem paga mesmo, no final da história, é o consumidor. Ou seja, ''nóis''.
Imprensa Coelha
É difícil entender os desígnios de EL Supremo. Em ato oficial no Palácio Iguaçu disse que a imprensa do Paraná ''acoelhou-se''. Historicamente, já se usaram termos como ''acovardou-se'', ''ajoelhou-se'' ou até mesmo ''acadelou-se'', para caracterizar uma imprensa submissa ao poder. Mas ''acoelhou-se''? O que o governador Requião está querendo dizer, afinal?
Peludos e ligeiros
Ora, coelhos são peludos e ligeiros, dão pulinhos, os pares cruzam com notável e comprovada rapidez (mas, em compensação, muitas vezes) tem crias numerosas, adoram tocas e comem folhas verdes. E aí é que começam as dúvidas sobre tão instigante declaração pública do governador Requião.
Quem somos?
À exceção das sobrancelhas do Luiz Geraldo Mazza, com pêlos sempre virados pra cima e que virou charme e marca registrada, não se tem outros exemplos de jornalistas peludos no Paraná. Ligeiro, todo jornalista o é, por contingência profissional. Pulinhos, ah aí sim, pulinhos repórteres dão mesmo, na medida em que doem os dedos quando o governador tenta quebrá-los, em entrevistas pelo interior.
Tocas na noite
Se jornalistas fazem amor rapidinho, é questão de foro íntimo e qualquer opinião do governador sobre o assunto sofre vício de origem, pelo desconhecimento amplo da causa. Numerosas proles jornalistas não as têm, fato resultante da impossibilidade de mantê-las diante dos parcos salários. Se gostamos de tocas? Pode ser. Os saudosos e notívagos se enfurnam nas ''Toca da Onça'' da vida onde, entre goles de geladas e linguicinhas, ainda defendem revoluções socialistas. Entre estes é possível encontrar até assessores do Governador.
Coelhinho da Mônica
De comer folhas verdes, jornalistas gostam sim. A maioria adora comida natureba, por saudável e barata, mas nem a comida, nem as semelhanças entre o profissional de imprensa e os coelhos levam à compreensão da referência feita pelo governador.
A única explicação para comparação tão díspare é que, na verdade, Roberto Requião sonha com uma imprensa, tipo assim, Coelhinho da Mônica, que ela só usa quando quer desbancar e massacrar os desafetos.
Daltônicas
De campanhas
O chefe político contou a um amigo que está com a mala cheia de dinheiro. Vai começar a percorrer o Paraná e comprar a ''opção'' dos candidatos. O negócio mesmo só será acertado nas vésperas da eleição.





