Múltipla escolha

A partir de hoje começa a campanha. O eleitor de Curitiba não pode reclamar da diversidade dos candidatos a prefeito. Tem de tudo. E sem preconceito. De promotor de concurso de miss a corredor de carro, de advogado a mauricinho, de portador de necessidades especiais a representante da comunidade gay.Tem mais magros do que gordos, mais brancos do que morenos, mais jovens do que velhos, mais baixinhos do que altos, nenhum negro, nenhum japonês e nenhum descendente direto da família Requião.
O que falta mesmo é um candidato bom. Ou um bom candidato.

TC X AL

A Assembléia Legislativa e o Tribunal de Contas estão se estapeando por causa de uma lei sobre concessões em autarquias (empresas com gestão mista, pública e privada) feita pelo presidente Hermas Brandão. A lei foi aprovada em plenário e beneficiou uma das maiores centrais de cooperativas do Paraná, a Cotriguaçu, numa obra para transporte de grãos no Porto de Paranaguá.

Contra e a favor

Tanto o conselheiro Rafael Iatauro, que há anos acompanha as contas do Porto, como Hermas Brandão, sabidamente um representante do setor cooperativista, estão puxando a brasa pra suas sardinhas. Mas se não fosse a lei feita por Hermas, a Cotriguaçu teria que derrubar a obra, jogando no lixo o investimento feito. E tudo, por uma ...bem, vamos lá, uma cochilada do grande irmão, Eduardo Requião, na administração, do Porto.

Jeitinho brasileiro

Eis aí a receita do famoso jeitinho brasileiro na gestão pública. Coloca-se um irmão psicanalista para administrar o primeiro porto exportador de grãos do País. O irmão vai lá e em um ano e meio age exatamente como um psicanalista numa zona portuária. Ou seja, desfaz contratos, autoriza obras irregulares, fica paralisado diante do sumiço de toneladas de soja, paralisa dragagens, retoma dragagens, provoca filas de caminhões e depois viaja para Portugal para falar sobre gestão pública de Portos no Brasil.
E deixa aqui conselheiros do TC e deputados brigando entre si.

Negócios de Estado

Segundo o IBGE, o Paraná liderou a atração de investimentos industriais no Sul do País, de 1996 a 2000, com um total de R$ 3,4 bilhões. Parece muito, mas não chega a 70% do rombo de R$ 5 bilhões deixados pelo o naufrágio do Banestado, cuja conta nós estamos pagando picadinho, na base dos R$30 milhões/mês, ao governo federal.
São heranças da era Lerner.

Enganação

E, lógico, o governo Lerner fazia um carnaval com esses números, dizendo que os investimentos industriais no Paraná cresciam a olhos vistos. Tudo conversa pra boi, ou melhor, paranaense distraído, dormir sossegado.

Unhadas

No almoço promovido pela socialite Suzana Slaviero no Hotel Full Jazz, em apoio à candidata a vice prefeita pelo PFL, a loura Silvana Gioppo, lá compareceu a candidata a vereadora pelo PMDB, a bela e loura de alma, Márcia Schier. Entre terninhos claros com camélias na lapela, última moda, e perfumes de 100 dólares o frasco, comeram saladinhas lights e docinhos também lights (paçoquinha não tinha) e falaram de tudo, até de política.
No final, não podia faltar uma alfinetada, pequena é verdade, mas doída. Uma das presentes saiu falando que a Márcia Schier não havia sido convidada. Pois que, até de partido diferente ela é. Um hoorrror!

Nunca te vi

Leitor amigável, diário, ligava sempre para comentar informações e desinformações dessa coluna. Se precisar de um advogado, conte com o escritório e de graça, insistia. Na única vez que sugeriu nota, foi para um amigo juiz que chegara a desembargador. Na semana passada, pediu retorno para uma ligação. Não retornei, na faina do trabalho que consome as melhores horas do dia.
Ontem, uma voz feminina ao telefone comunicou que o marido, advogado Carlos Airton Costa, havia morrido, nessa semana, aos 60 anos, de enfarte. O meu nome estava na agenda dele e ela, dona Gilka, ligou como deferência. Ficou faltando um último telefonema, um agradecimento, um rosto e um aperto de mão. Sigo.

Daltônicas

De estranhezas

No interior do Mato Grosso, o agrônomo combinava o negócio com o vendedor
da Fazenda: ''Eentão o senhor me manda a proposta final por e. mail''. E o vendedor rebateu na hora: ''Negativo. Meio a meio não dá. A comissão é só minha''.

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