Jogada certa

Nessa questão do aumento de capital da Sanepar o governo do Estado está certíssimo. Transformou o crédito em aumento de capital e deu um chega pra lá no grupo Dominó, que se tornou sócio da Sanepar no governo Lerner.

Chique e famoso

O grupo Dominó pertence a grandes investidores franceses e tem no executivo Daniel Dantas, do banco Opportunity, seu representante. Dantas faz parte daquele grupo de executivos brasileiros que falam várias línguas, conhecem a melhor comida tailandesa feita no Sul de França, vivem em aeroportos internacionais e, se puderem, vendem o País pro primeiro russo que aparecer com dólar no bolso.

Dinheiro limpo

A tentativa de Lerner de privatizar a Sanepar foi um crime de lesa pátria, assim como seria privatizar a Copel. O aumento de capital que o governo faz agora é previsto em lei: ora, se o grupo quiser manter a participação acionária na Sanepar, pode aportar o capital e pronto.
Só que aí, minha gente, o grupo Dominó teria que por dinheiro limpinho, coisa de R$ 300 milhões, do próprio bolso. E, desde quando esses grandes investidores colocam a mão na massa? Um a zero para EL Supremo.

Sem explicação

Quando se elogia o governo é bom aproveitar porque dura pouco. A reportagem da ''Gazeta do Povo'', de sábado, sobre a miséria absoluta da família de Mangueirinha, um dos municípios mais pobres do Paraná, no Sudoeste, derruba de uma tacada só toda a propaganda social do governo Requião.

Vergonha estadual

É vergonhoso para um Estado como o nosso e um governo que se diz voltado para o social, encarar a realidade de um menino de cinco anos, Luiz Gabriel de Melo, que pode vir a amputar os dedos por ataque de bicho-de-pé. Jornalismo puro dos repórteres Mauri Köonig, Franco Iacomini e Albari Rosa. E incontestável.
Deu crise política dentro do governo Requião por causa disso.

Grupo de amigos?

O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), dividiu uma macarronada no Bologna, ontem, com a nata do PFL nativo, João Elísio Ferraz de Campos e Nelson Justus. Saíram de braço dado e sorridentes.

Contradições nas campanhas

Os dois principais assessores do candidato Beto Richa, PSDB, deixaram a campanha. Primeiro foi Paulino Viapiana, fiel escudeiro nos últimos dois anos. E, na semana passada, Deonilson Roldo que perdeu o cargo de secretário de Comunicação na prefeitura de Curitiba por apoiar Beto Richa.

Massa pensante

Os dois se desentenderam com o coordenador da campanha, Fernando Guignone e com o publicitário Hiram Pessoa de Mello. No fogo cruzado, Beto Richa se fingiu de morto. Perdeu sua massa pensante e ficou quieto.
Atitude de verdadeiro bocó essa do Beto Richa. E, se como candidato não consegue se impor, imagine se for prefeito...

Mais contradições

E não é só no PSDB que as divergências fazem vítimas. O grupo mais próximo do Ángelo Vanhoni, PT, escanteou bonito o jornalista Mário Milani, que passa a orientar os candidatos na região metropolitana de Curitiba, sem influir na área de comunicação. Milani, no entanto, permanece ao lado dos petistas.

Galinhas no caminhão

Campanhas, dizia um velho político aqui de Curitiba, são como caminhão de galinha: no começo é aquele alvoroço, e cacarecos pra tudo quanto é lado. Com o balanço do caminhão, elas vão se aquietando, se encostando, meio dormindo. No final da viagem já estão até botando ovo...

Prefeitura e Comércio

A Prefeitura de Londrina não tem nada que se meter na abertura do comércio aos sábados e domingos. É uma questão entre a Delegacia Regional do Trabalho e os sindicatos do setor, por conta das horas extras. O resto é ingerência indevida.
E, de mais a mais, fechar o comércio no sábado ao meio dia é de um provincianismo total. Coisa de lojinha.

Caso Ciro Frase

Alexandre Frare, filho do empresário Ciro Frase, assassinado dias atrás em Londrina, diz que o pai não chegou a demitir o gerente Ibrahim Barbino, autor confesso do crime. Alexandre está mandando auditores de sua confiança analisar as contas da empresa e vai depor nessa semana.

Desempenho

Até a morte de Ciro Frare, e sob o comando de Ibrahim, a Cipasa parecia exibir um desempenho notável: ao final de cada mês, infalivelmente, a empresa promovia uma barulhenta e demorada queima de fogos, sinalizando que suas metas de venda haviam sido cumpridas.

Daltônicas

De decepções

Iniciante na política e muito jovem, ele procurou o publicitário mais criativo de Curitiba e pediu sugestão para o mote da campanha. ''Piá de Bosta'', velho adágio de Curitiba, sugeriu o publicitário.
Nunca mais se falaram.

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