RUTH BOLOGNESE
Mudanças imediatas
O governador Requião não quis brincar em serviço. A secretária Eleonora Fruet apresentou a carta de demissão de manhã e antes do almoço Reinhold Stephanes já estava nomeado. Na Administração, fica a ex-diretora geral, Maria Marta. Em definitivo.
Continuidade
A escolha de Stephanes é estratégica. A área mais competente do Governo era comandada por ele, na Administração, pela Fazenda, com Heron Arzua e pelo Planejamento, com Eleonora. Para não prejudicar o tripé, encontrou-se a melhor solução.
Resumo da ópera: tudo continua como está.
Só saudades
Além do nome, tão lindo, da competência, reconhecida por unanimidade, e da elegância, Eleonora leva com ela a honradez e a dignidade do sobrenome Fruet. A política, como ciência inexata, às vezes descarta os bons e dá pão e vinho aos demais.
Depois fica como passarinho que engole pedra...
Porto na mídia
Prepara-se no Governo uma grande campanha nacional para mostrar ao Brasil que o Porto de Paranaguá opera normalmente e bate recordes de operações. Tudo por obra e graça da atual administração. Pra se acreditar nisso só se o superintendente Eduardo Requião estrelar o comercial. Fantasiado de espanhola.
''Lá Cucaracha... Lá Cucaracha...''
Paladino da justiça
Só pra lembrar: Francisco Paladino, o justiceiro que apontou a existência do Caixa II na campanha de Cássio Taniguchi continua lotado na Casa Civil do Governo Requião.
Com o desfecho do caso, que inocentou Taniguchi, o acusador mantém o emprego? Ou Paladino foi contratado por notório saber?
Saindo da moita
E o prefeito Cássio Taniguchi, animado com sua própria inocência e livre das maldades e das armações da Laura, quer dizer, do Vizinho que mora no Palácio, deu uma chamada geral no seu secretariado, ontem, na base do desempata a moita. Sugeriu que, se alguém no recinto não quisesse dar corpo e alma para a campanha eleitoral, poderia pedir licença do cargo até outubro.
É claro que qualquer secretário pode pedir licença até outubro. O único problema vai ser o retorno. Com que cara, meu?
Procuradores em ação
Os Procuradores de Londrina identificaram uma campanha contra eles por causa de uma nota publicada aqui sobre os salários que passaram a ganhar depois do Plano de Cargos e Salários da Prefeitura, aprovado há pouco tempo.
Não existe campanha nenhuma, Srs Procuradores. Apenas um gaiato daí, enviou uma informação equivocada afirmando que o novo salário da categoria é de R$ 12 mil, quando não passa de R$ 3 mil. Está bem assim? Estão contentinhos agora? Aliviados?
Gato escaldado, minha gente, tem medo de água fria.
Japira violenta
O atual prefeito de Japira, Norte Pioneiro, Wilson de Oliveira Santos, o Rony, não se conformou até agora com o resultado da convenção do PMDB que escolheu Renato Custódio, candidato a prefeito e Vando Camargo, (PT) como vice. E resolveu ameaçar e agredir o organizador do encontro, professor Paulo Roberto Aguilera. O professor já deu queixa na Promotoria e na Secretaria da Justiça.
Truculência não, Rony!
Maconha no Colégio
Escreve um pai de aluno indignado que há 4 meses vem ligando para o ''Disque Denúncia'' e fornecendo todas as informações possíveis sobre a venda e o consumo de maconha próximo a um colégio estadual do Bairro Boa Vista. Já chegou a dar a placa do motoboy que abastece o local. E até agora nada.
Cadê o projeto ''Povo''?
Sonhando com música
Jovem e de esquerda na década de 70, o jornalista José Wille, (rádio CBN, Band), sonhava em por no ar uma rádio que tocasse apenas músicas proibidas pelo regime militar. Seriam 24 horas de ''Caminhando e cantando e seguindo a lição...'' ou ''Apesar de você há de ser outro dia...''. Nunca conseguiu.
Vivendo com música
Em 2004, mesmo não pertencendo mais a movimentos de esquerda, o veterano jornalista realiza seu sonho. É o programador da rádio UFPR, a primeira que pode ser acessada pela Internet no Paraná. São 24 horas de música onde, além das ex-proibidas, Wille escolheu a dedo uma programação que vai de Vinicius a Demônios da Garoa.
Numa boa.
Daltônicas
De psicologias
Para enfrentar a longa viagem com os três moleques endiabrados no carro, ele tinha lá sua psicologia. Arrumava uma varinha verde, bem fina e flexível e colocava no colo. Era um sossego e não se ouvia um pio dos moleques.





