RUTH BOLOGNESE
Juntos, sim senhor
O senador Osmar Dias (PDT) e o candidato a prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), já se coligaram para as eleições de outubro. Pelo lado bom, Beto Bonner ganha um pouquinho mais de credibilidade e Osmar fica mais próximo do eleitorado da Capital.
Lado bom e lado ruim
Pelo lado ruim, se Beto Bonner ganhar a prefeitura é um candidato em potencial ao Governo e vai rivalizar com Osmar lá na frente. E Osmar fica,mais uma vez, refém do irmão, Álvaro, que anda mandando e desmandando no PSDB.
Política é assim mesmo. A cada coligação, não um flash, mas um feixe. De problemas.
PPS/PTB
O ''Bom moço'' Rubens Bueno do PPS e Flávio Martinez do PTB, estão se entendendo bem. Se juntarem os trapinhos, terão quase 6 minutos por dia no horário gratuito, o que é um senhor cacife numa disputa. Mas Martinez, hoje o principal negociador do PTB, depende da orientação de Brasília para tomar uma decisão aqui.
Exemplos do TRE
Quando chama candidatos para recomendar que obedeçam a legislação eleitoral nos gastos de campanha, o TER do Paraná deveria dar o primeiro o exemplo: o mandato do prefeito Cássio Taniguchi está terminando e o escândalo do Caixa II (abuso de poder econômico na última campanha) continua engavetado.
Quando (e se) sair a condenação, aí Inês já estará morta. Ou, melhor,Taniguchi já estará morando em Floripa.
Contra o bingo? A favor do bingo?
Enquanto os governos Federal e Estadual se debatem na guerra contra os bingos, os vereadores da Capital não brincam em serviço. Reinhold Stephanes Junior (PMDB) e Ney Leprevost (PP) doaram bicicletas e liquidificadores para sorteio nas duas casas de bingo que ficaram abertas algumas horas durante a semana.
Sem retaliação
Olha lá, hein gente, sem retaliação com os meninos. Até porque dois secretários importantes do Governo, Caíto Quintana (Casa Civil) e Luiz Cláudio Romanelli (Habitação) viviam pedindo votos nos bingos na eleição passada. Foram até filmados fazendo discursos.
Bronca do Padre
O cônsul italiano no Paraná, Mário Trampetti, levou uma senhora bronca do Padre Ervino, da Paróquia de Santa Felicidade, nesse Domingo. Já passava da hora do início do Festival de Corais Italianos do Paraná e Santa Catarina no Memorial de Curitiba e nada do Cônsul chegar. Padre Ervino pegou o microfone, lamentou a ausência do consulado e a indiferença para com acontecimento tão importante e abriu o Festival.
O Cônsul Trampetti chegou pouco depois mas aí, né, já tinha perdido a graça. Essa italianada...
Triciclo de sucesso
Incrível essa história dos dois curitibanos que inventaram um triciclo de alumínio, que pode chegar a 40 kms por hora só com impulso do corpo e é um grande sucesso de venda nos EUA. O equipamento chama-se Trikke não precisa de motor, pedal nem exige muito esforço físico. Foi inventado por um engenheiro, Luis Osório Trentino e um ex-estudante de física, Gildo Beleski Junior, que mandaram os modelos para grandes astros de Holywood. Bastou Brad Pritt ser fotografado com o triciclo, e pronto, virou moda.
Invento do ano
A revista ''Time'' classificou o ''Trikke'' como uma das 10 invenções do ano. A empresa dos paranaenses tem sede na Califórnia (EUA), onde atua há 4 anos e a produção é toda feita por duas fábricas chinesas. Há dois meses, a editora de economia da ''Gazeta do Povo'', Marisa Valério, viu um grupo de americanos observando um ''Trikke'' numa vitrine de Chicago . ''Eu jamais iria imaginar que se tratava de um invento brasileiro'', diz Marisa.
É a tal da globalização.
A bicicleta do século 21
Os inventores procuram agora um grande distribuidor no Brasil porque dependem de muita propaganda para popularizar o produto aqui. Acreditam que o ''Trikke'', que custa hoje, nos EUA, em torno de U$200,00, terá o mesmo impacto no século 21 que a bicicleta teve no século 19. Pode ser exagero mas que a história é boa, lá isso é.
Programa bom
Belíssimo Globo Repórter na última sexta-feira sobre nossa natureza. Sandro Dal Pícolo e equipe estão de parabéns. E a nossa natureza - Parque dos Godoy, Mata Atlântica, cogumelos e tucanos - também.
Daltônicas
De eletricistas
Estava no telhado da casa, arrumando a fiação, quando viu o amigo chegar. Gritou: ''diga lá, meu caro''. O amigo entendeu ''liga lá, meu caro''. O choque e tombo foram tão grandes que ele está há seis meses no hospital.





