Uma especulação e uma constatação
O prefeito Cássio Taniguchi começa a preparar o desembarque da campanha de Osmar Bertoldi, do PFL.
A presença do senador Álvaro Dias está cada dia mais forte na campanha de Beto Richa pelo PSDB.

Correspondência sem graça
Triste um Estado, como o Paraná, em que um governador e um senador trocam correspondência de nível rasteiro e humor duvidoso, como na carta enviada pelo governador Roberto Requião ao senador Álvaro Dias, nessa terça-feira. E a respectiva resposta.

Farpas trocadas
Requião falou do satanás, uma referência costumeira dele, mas sempre negada três vezes em época de eleições porque espanta o eleitor evangélico. Álvaro, no melhor estilo populista de ser, respondeu que existem humoristas melhores no País e que vai ignorar a brincadeira e continuar trabalhando com seriedade pelo Paraná.
Bem, melhor ler isso do que ser analfabeto, não é mesmo?

Caíto com eles
Carneiro, paca, jacaré e outros bichos fazem parte do exótico cardápio com que o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, está brindando deputados aliados em jantares em sua casa. Ao final, EL Supremo sempre aparece. São agrados pré-eleitorais.

Propaganda óbvia
E o presidente do Tribunal de Justiça, Oto Sponholz, cassou as liminares contra a propaganda abusiva do governo Requião na TV Educativa. É o caso de perguntar ao desembargador Sponholz se ele assiste à TV Educativa. Vai ver que erra o número do controle remoto e só vê o Canal Rural.

Números certos
Caro desembargador: o senhor tem que apertar o número 1 e o número 3. Um de cada vez, não junto. Dá 13 no controle. Aí o senhor vai se deparar com três assuntos que se repetem indefinidamente na TV Educativa. É 1) Requião; 2) Requião e 3) Requião. O quarto assunto? Adivinha...

Poder independente
Existe alguma razão para o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, um poder constitucionalmente independente, ignorar tamanha farra com dinheiro público na TV Educativa? A função da TV Educativa é exercer a cidadania, num contexto de Estado, não de propaganda pessoal do governador e de seus correligionários. Então?

Para Dona Marina, com amor
O programa do PFL que foi ao ar na segunda-feira prestou homenagem à dona Marina Taniguchi, quando exibiu imagens da querida Cracóvia, na Polônia. Dona Marina, Klamas de solteira, é a responsável pela candidatura de Osmar Bertoldi a prefeito pelo PFL.

Missão possível
Outra grande responsabilidade, de dona Marina é lendária. Jovem polonesa, ela recebeu uma missão então prefeito Jaime Lerner, a de cuidar para sempre de um robô que conseguiu numa de suas viagens ao Japão. A missão deu tão certo que o robô foi eleito prefeito de Curitiba por duas vezes e está até hoje por aí. É conhecido como ''Robocássio''.
Robocássio só não aprendeu a mandar na prefeitura e fazer política. Mas, nessas duas coisas, dona Marina o substitui em tempo integral.

Embate decisivo
Quem olhar bem no horizonte do Rio Paraná, lá pelos lados de Foz do Iguaçu, vai perceber uma grande nuvem se formando. É a frente de todos os partidos contra a reeleição de Samis Silva, filho do presidente do PMDB, Dobrandino Silva. O menino Samis é chamado pelo site ''Linguaditrapo'' de ''Babysauro''.
Não porque seja um dinossauro mas porque,diante de qualquer dificuldade, começa a gritar ''Cadê a mamãe? Cadê o papai?''.

Pesquisa no Centro
A Canadá Pesquisas, que sempre procurou medir a preferência do eleitorado nos bairros de Londrina, onde está o maior volume de eleitores, mudou a rota e enviou os entrevistadores para o Calçadão. Ontem, eles estavam lá, só perguntando. E teve eleitor que respondeu três vezes a mesma pergunta. Vai confiar...

Só vou de chefe
O deputado Barbosa Neto, PDT, ficou todo nervosinho porque saiu aqui que ele poderia ser candidato a vice-prefeito. Calma guri! E lembre-se do velho ditado: ''em política, o que importa é o nome na mídia''.
Nem é um velho ditado porque acaba de ser inventado. Mas é mais ou menos isso, viu Barbosinha?

Daltônicas
De percentuais
Mesmo com 63% de rejeição do eleitorado, o político manteve a pose autoritária e prepotente ao cumprimentar um ex-assessor. Que, ofendido, concluiu: ''E o índice de rejeição acaba de subir para 64%''.

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