Atendendo a inúmeros pedidos de leitores de todo o Paraná (e também de estilistas do eixo Rio-São Paulo-Milão-São Luiz do Purunã) divulgamos hoje, com exclusividade, a nova jaqueta a lá Bufallo Bill que nosso governador veste nesse inverno.

Bem na fotografia
Os dados da pesquisa da Experience, feita pelo jornal ''O Estado do Paraná'', e publicadas hoje mostram que o curitibano apóia o governo de Roberto Requião. Mais da metade acha bom e ótimo.
Por quê? Ah, deve ser por causa das lutas memoráveis contra os corruptos, os transgênicos, os bingos, o pedágio, os portuários, as multinacionais, os juros do Pallocci, o mau tempo, o jacaré do bico amarelo, os botões do elevador , o cadarço do sapato...

Sem Cássio
Quem procurou o prefeito Cássio Taniguchi no programa do PFL, de ontem, não encontrou. O ''Homem do Oriente'' recusou-se a gravar depoimentos quando viu que o programa abandonaria, de vez, a Curitiba que ele e o pessoal de Jaime Lerner construíram nos últimos 30 anos.

Idéias além mar

É verdade que grande parte das idéias urbanísticas que fizeram a história de Curitiba vieram de várias cidades ao redor do mundo. Lerner, ou seus arquitetos viajavam, viam as soluções e as adaptavam para Curitiba. ''Nóis'', os capiaus que só conhecíamos o Paraguay e apenas na fronteira, achávamos que era tudo idéia original.
Mas as adaptações, feitas por gente que entendia do riscado, fizeram sucesso. E essas novas versões até foram imitadas, vejam como é o mundo, lá fora,

Tal qual
Agora, a Heads Propaganda, que comanda os programas do PFL, coloca o pobre do Osmar Stuart Bertoldi, conhecido como ''Little Stuart'' em Nova Iorque ou numa cidade alemã, que não tem nada a ver, e ele fica mostrando as soluções de segurança ou de tratamento de lixo por lá. E o Bertoldi, claro, não tem a menor idéia do que está falando. E nem como isso seria feito aqui.
E o Cássio? OoooH, japonês muito zangado, nô. Quer pegar o filme e fazer o picadinho, nô.

A cobertura dos sonhos

Se você tem um capital de menos de R$ 6 milhões de reais, não precisa ler essa nota porque não é para seu bico. O jornal ''O Globo'' publicou foto de primeira página, no sábado, de uma das mais luxuosas coberturas da avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro: com seis suítes, toda envidraçada e voltada para o mar, salas mil e um salão sobre cujo teto foi construída uma piscina. Preço do mimo: R$ 6 milhões.

Sigilo
O corretor do imóvel, que se auto-intitula ''consultor de imóvel'', informa que os donos preferem se manter no anonimato. Na verdade, a cobertura pertence à família do mega-empreiteiro, Cecílio do Rego Almeida, a maior fortuna do Paraná antes da globalização.
Aí, se tiver algum paranaense disposto a encarar a compra...

Grampos e gravações
É nitroglicerina pura mas o fato do vice, Orlando Pessuti, ter assumido o governo nessa última viagem do governador, tem muito a ver com grampos e gravações de conversas entre membros do poder judiciário do Paraná e advogados de Maringá e Paulínia (SP). O assunto era a máfia dos combustíveis. O que tem tudo a ver com nitroglicerina.

Jornalistas em apuros
Na manhã fria e chuvosa dessa segunda-feira, duas jornalistas concluíram uma entrevista numa clínica odontológica, situada no 9º andar de um antigo edifício de 20 andares, no Centro de Curitiba. Ao sair, foram impedidas por alertas de assalto. Portas trancadas, sirenes tocando e a polícia vasculhando o prédio em busca dos assaltantes.

Lado errado da notícia
Uma hora e meia de espera e a autorização de descida, pelo elevador, com três homens da PM armados até os dentes. Surpreendidas pelos fatos, estávamos lá, eu e a coleguinha Martha Feldens, do lado errado da notícia. Situação sempre incômoda essa.

Onda de violência
A PM montou um aparato de filme de James Bond no Centro e entrou no Edifício como se combatesse um exército de assaltantes. Ligou sirenes, vestiu coletes salva vidas e chamou a atenção de meio mundo durante toda a manhã. Para quê? Para nada. Nem o assaltante conseguiu prender.
Mas, refletindo agora, seria melhor ou pior que tivesse achado o assaltante?

Desculpas ao leitor
Se a coluna publicada nesse espaço, no domingo, pareceu confusa ao leitor, tem explicação. A diagramação (responsável pelo desenho da página do jornal) reprisou o comportamento dos marqueteiros políticos com seus candidatos: preocupou-se com a forma e deixou o conteúdo de lado. Ou no bom português, arrumou a fachada e dane-se o resto.
O resultado, tanto na coluna, com notas fora do lugar, como nas eleições, com candidatos sem coerência, é sempre um desrespeito ao leitor. E ao eleitor.

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