A Copel entre nós
A imponente peça publicitária publicada nos jornais, nessa semana, pela Copel informa que ''agora'' a empresa está bem. Utiliza, subliminarmente, o rescaldo da mobilização contra a venda no final do governo Lerner e, mais ainda, os envolvimentos do ex-presidente Ingo Hubert e Cia com operações ilegais e falcatruas mil na Copel.

Prejuízos
É lógico que o governo Requião agiu como deveria ao questionar contratos de vendas de energia e assessorias desnecessárias que renderam milhões ao pessoal do Lerner. Casos que a Justiça, com sua rapidez paquidérmica, um dia há de concluir. Mas a Copel, nossa maior empresa, cantada em prosa e verso por sua eficiência, não anda tão bem das pernas, como quer fazer crer o atual governo.

Perdas de grandes clientes
Na verdade, quem prestou atenção nas últimas declarações do presidente, Paulo Pimentel, vai ver os lamentos pela perda de grandes clientes empresariais. São eles AGA, Carbocloro, Impacel, Pisa, Coamo, Volkswagen, Eletra, OPP, entre outras. Sem essas empresas, a Copel sofre perda anual de 280 milhões de reais. Ou, 20% do que vende de energia por ano.

Contratos melhores
Esses grupos firmaram contratos mais baratos em outros Estados e Dr. Paulo Pimentel justifica o rombo no caixa dizendo que a ''estatal não é tão flexível como a empresa privada''. Ora, a Copel deixa de ser competitiva por que é estatal? Ou como na propaganda do biscoito, por que é estatal, deixa de ser competitiva?

Lucros menores
Quem responde é o próprio presidente: ''A Copel está deixando de ser competitiva, apesar de possuir uma sobra importante de energia. Por se estatal não tem a mesma facilidade de competir com empresas privadas''. Preto no branco, a Copel apresentou, em 2003, um lucro operacional, aquele que vem diretamente das operações e gera recursos financeiros, três vezes e meia menor do que em 2002.

Problemas futuros
São dados oficiais, que constam no Balanço da empresa e, só por isso, o atual governo já teria razões para acender a luz vermelha. Mas, junta-se ainda o aumento de quase 500 novas contratações, a redução de mais R$120 milhões em novos investimentos e a fuga de investidores nas Bolsas. E aí sim, a situação fica muito mais complicada.

Valor relativo
São essas as preocupações do quadro de funcionários qualificados da Copel. Ninguém, em sã consciência no Paraná, quer a volta do pessoal do Lerner e suas negociatas. Assim como ninguém, em sã consciência, quer ver a empresa perder seu valor relativo e daqui a pouco levar algum jerico começar a falar em privatização.

Cuidados
São 50 anos de investimentos humanos e financeiros do Paraná na Copel. Transformá-la em reduto de negociatas, como o pessoal do Lerner fazia, ou administra-la com incompetência, dá no mesmo. A conta, senhores, sempre vai ser paga por todos nós, paranaenses.

Sobra de mês
Pesquisas recentes mostram que, para 85% dos brasileiros, sobra mês no salário. E para 85% dos brasileiros, isso não é novidade já que, desde a Primeira Missa, índices de desenvolvimento não reduzem coisíssima nenhuma as (péssimas) condições de vida da maioria.

Observatório
É com base em realidades como essa que a Federação das Indústrias (FIEP) começa a colher dados em Curitiba e nos 26 municípios da região metropolitana. Os trabalhos serão feitos pelos técnicos do Instituto Paraná Desenvolvimento (IPD) e UniLivre (Universidade do Meio Ambiente) para identificar potencialidades e deficiências regionais.
O objetivo final do projeto, que se chama ''Observatório Metropolitano'' é o desenvolvimento voltado para a questão social. De verdade, espera-se.

A última
E já que se fala em diferenças sociais, dona Margarita Sansone, esposa do deputado Rafael Greca, noticiou em sua elegante coluna na Gazeta do Povo: ''aquilo sim é que é chic, não essas coisas bregas que saem aqui'', referindo-se à compra de 7 garrafas de Romanéé Conti pelo empreiteiro Maurício Xavier, principal financiador, quer dizer, integrante do grupo de Ângelo Vanhoni, do PT.

Garrafão
Bem, prá quem bebeu o primeiro copo de vinho de um garrafão com desenho de cacho de uva, comprado do caminhoneiro que passava a cada 15 dias, Romanéé Conti é de primeira e custa R$7 mil reais. Não estou falando do caminhão, mas da garrafa. O tal empreiteiro comprou 7 garrafas.
Pode parar de multiplicar, você aí. Vinho assim, só para o padrão petista.

Daltônicas
De dúvidas
O conhecido jornalista anda espalhando que 6 candidatos a vereador em Curitiba são do terceiro sexo. Como a cidade é moderna, ninguém diz que se importa. Mas todo mundo está louco pra saber quem são.

mockup