RUTH BOLOGNESE
A estratégia do Wal-Mart
Como a rede mundial Wal-Mart já se instalou há algum tempo em Curitiba e faz um esforço enorme para entrar no mercado de Londrina, é bom que se saiba como funciona a estratégia de vendas do grupo. Uma dona de casa fazia compras no Wal-Mart do bairro do Cabral, em Curitiba, nessa semana, quando se deparou com um pequeno grupo de funcionários do supermercado, uniformizados, que ouvia atentamente a mensagem de um palestrante.
Só vendas
''E qual é o nosso objetivo?'', perguntava o palestrante. ''Vendas! Vendas!Vendas!'', gritavam os funcionários. ''E qual é mesmo o nosso objetivo'', voltava a repetir o palestrante. ''Vendas! Vendas! Vendas!''. Depois da terceira ou quarta vez que ouviu a mesma resposta a dona de casa desistiu das compras. A lavagem cerebral dos funcionários provocou efeito contrário.
De ingenuidades
A fascinação que a carreira de modelo provoca nas adolescentes levou um larápio a tentar um golpe em Campina Grande do Sul, município da Região Metropolitana de Curitiba. Ele se apresentou como gerente da Ford Models, selecionou um grupo de meninas bonitas da cidade e colocou como condição para ingressar no mundo da moda a venda de rifas de eletrodomésticos.
E não é que as meninas acreditaram? E passaram a vender as rifas e entregar o dinheiro para o malaco. Só intervenção da polícia acabou com a festa.
Socos na Caqui-Festa
Também na Região Metropolitana outra história de amargar. A Caqui-Festa, em Colombo, terminou com seis processos contra a prefeitura local por maus-tratos dos visitantes. Os seguranças não pouparam safanões e agressões. Até os caquis levaram o deles: além de espremidos nas caixas, ficaram todos amassados com a violência.
Já tem coligação?
Com o parco resultado dos pré-candidatos do PMDB a prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet e Rafael Greca, na pesquisa rádio CBN/Ibope, os chamados analistas políticos ( cá entre nós, o Fábio Campana e o Luiz Geraldo Mazza e olha lá), já deram como certa a coligação PMDB/PT em Curitiba.
Sem nada a oferecer
Com todo o respeito, e sem querer discordar de gente que entende mesmo do assunto, a pergunta que não quer calar é: ora, se o Mauro Moraes, do PL, tem mais voto do que Gustavo e Greca juntos, que vantagem Vanhoni leva nessa junção com o PMDB? É ou não é? Ou é?
Cama de gato
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) criou uma cama de gato para o PT. Tirou da lei do ISS, em discussão na Câmara, o item que aumentava de 5% para 10% a contribuição dos bingos. Os prefeitos das Capitais, Marta Suplicy inclusive, querem o aumento. Com os bingos de volta, o PT será obrigado a pedir a reintroduçao do artigo bingueiro na Lei.
Com ou sem Waldomiro Diniz.
Belinati na rádio Norte
O prefeito Nedson Miqueletti não gostou nem um pouco do espaço que a rádio Norte deu ao Antonio Belinati, que ficou horas com aquela conversinha mole de sempre. Anúncios oficiais na rádio, no más.
Terreno na lua
E o deputado Paulo Bernardo (PT), está fulo da vida com a língua solta de Alex Canziani (PTB) que espalhou aos 4 ventos que ele, Paulo Bernardo, votou contra o cancelamento do pagamento da assinatura de telefones fixos, previsto em projeto da Câmara. Até aqui foi noticiado.
Paulo Bernardo diz que as telefônicas vão repassar os custos da assinatura de telefones fixos de qualquer jeito. Quem quiser tirar vantagem disso está vendendo terreno na lua. Ou viadutos.
Gastos de Itaipu
Há dúvidas sobre despesa da Itaipu Binacional de outubro do ano passado de R$ 345 mil. Pagou consultoria para análises de obras feitas pela construtora Henrique Mehl & Filhos.
A atuação dessa construtora é como o prestígio de alguns políticos curitibanos: não passa do Rio Passaúna, entre Curitiba e Campo Largo. Por que, então, teria prestado serviços para a Itaipu, tão longe, tão distante, lá em Foz, hein?
Porto atrapalha
São dados da Federação das Indústrias (Fiep). As exportações paranaenses nos últimos 4 meses cresceram 20% em relação a 2003. A única queda registrada foi em Abril, por conta da paralisação em Paranaguá e da greve dos auditores da Receita Federal.
Notícia boa
Na segunda-feira, o governo assina convênios com prefeitos para a construção de 1 mil 347 moradias dos programas Casa da Família Rural e Indígena. A prestação equivale a 50 sacas de milho. Quem está por trás de tudo isso? O presidente da Cohapar, Luiz Cláudio Romanelli.
Garantia de emprego
Uma nota assim, senhores leitores, garante o emprego por uns bons 6 meses do assessor do secretário. No caso, Débora Yankilevich que além de assessora competente, é amiga de muitos e muitos anos. Como negar?





