Sem cobranças
Até agora de R$ 1,8 bilhão de financiamentos do Banestado, não pagos pelos clientes, pouquíssima coisa foi recuperada. Tanto o governo Lerner como o de Requião jogaram para a Agência de Fomento cobrar. Mas não deram estrutura. É desperdício.

Filma eu
Trabalho para a inspetoria do Tribunal de Contas: o secretário Estadual da Saúde, Maurício Xavier, contratou, há 8 meses, uma produtora de vídeo para filmá-lo o tempo todo. Típico material para a campanha a deputado federal.
E quem paga a veleidade?

Centro Judiciário

O projeto da construção do Centro Judiciário de Curitiba na antiga prisão do Ahú, que vai hoje para a Assembléia, substitui aquele esqueleto do Fórum que há 18 anos assombra o Centro Cívico. Vai custar R$ 100 milhões. O Judiciário gasta, hoje, R$ 3 milhões em aluguéis de prédios não apropriados.
E pensar que Jaime Lerner queria ceder o Presídio do Ahú para mais um shopping center, hein?

Ânsia de notícia
O correspondente dessa coluna, lotado em Quebec, informa que a passagem da Grande Missão do Paraná pelo Canadá, continua ignorada pela imprensa local.
Mas, aqui, não. A Agência de Notícias do Governo divulgou os dados de uma entrevista que Roberto Requião faria à rádio Canadá, estatal, 24 horas antes de acontecer.Com todos os detalhes.

Reconhecimento
O secretário de Administração, Reinhold Stephanes, foi elogiado pelo ministro Adib Jatene, na inauguração do Instituto de Neurologia e Cardiologia (INC) em Curitiba. Jatene lembrou que Stephanes, quando ministro, mantinha a previdência em dia e ainda repassava 25% da receita do INSS para a saúde.

Ovos de serpentes
Quem tiver estômago fraco, deve ficar longe da campanha eleitoral de Londrina. Com o quadro indefinido, vai sobrar pra todo mundo. A deputada Elza Correia, do PMDB, por exemplo,sempre tão magrinha, tão elegante e com passado e família de boas lutas, não será poupada. Bem colocada nas pesquisas, dona Elza nem se mexe prá não fazer marola.
Mas já tem gente com xerox da ação que corre no Fórum de Londrina sobre pagamentos irregulares a funcionários do gabinete dela na Câmara local.
No mercado
Enquanto isso, ontem, no mercado municipal do Shangri-la, Antonio Belinati comprava umas mexericas (mimosas, para os curitibanos) aqui, um quilo de feijão ali e, como quem não quer nada, ia pedindo uns votinhos para os transeuntes.Fez isso a vida inteira. Com sucesso, quase sempre.

Nenê novo
E dona Stael, mulher do deputado José Janene, do PP, sondada para ser candidata a vice em Londrina, por vários partidos, pode não aceitar. Tem nenê novo em casa, José Salomão, que nasceu há dois meses.
É, mas até a campanha o Salomãozinho já vai ter 5 ou 6 meses. Aí, quem sabe, né?
Grande correspondente secreto de Londrina, obrigado.

Negócios bons
O depoimento do diretor da Copel, Gilberto Griebler, ontem na Assembléia, não respondeu a duas dúvidas que pairam no ar:
1) Por que a Copel pagou R$ 42 milhões para se tornar majoritária no consórcio Enejor (2 usinas no Rio Jordão) se a Construtora Triunfo só havia investido R$ 21 milhões?
2) Por que o dono da Triunfo, Luiz Fernando Wolfe de Carvalho, vendeu R$ 60 milhões em debêntures para a Fundação Copel?

Prêmio
Se alguém do PMDB acertar as perguntas acima ganha um financiamento de campanha eleitoral completinho. Com votos, inclusive.

Demissão na imprensa
Mais um jornalista demitido no grupo Paulo Pimentel. Desta vez foi Alexandre Zraik, da TV Iguaçu, que em sua coluna diária no ''Jornal do Estado'', de Curitiba, mantém posição independente em relação ao governo. É o terceiro desde o início da era Requião.

Medo de que?
Difícil entender por que Paulo Pimentel, que sempre sobreviveu, com suas empresas, a crises políticas adversas, se curva dessa forma ao Governo Requião. A rigor, não precisaria.

De bananas
Um empresário paranaense lembrou, ontem, que a expulsão do jornalista americano nos remete a uma velha e clássica cena. A do herói americano de uniforme bege, subindo, orgulhoso, num bimotor e partindo para a América, depois de lutar muito contra a ignorância dos trópicos.
E os neguinhos aqui embaixo, no meio do bananal, olhando a civilização indo embora.

Para onde vou?
Bem, taí. Jornalista expulso do País, jornalistas demitidos no Paraná. Dedos quase quebrados. A continuar nessa linha, vou acabar carpindo café lá em Terra Boa.

Daltônicas
De amor maduro

Ele tinha uma namorada fora de Curitiba, que vinha uma vez por mês visitá-lo. Já passado dos 60, gostava muito desses encontros. E mais ainda porque eram apenas uma vez por mês.

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