O trampolim para o Palácio

Porque hoje é domingo vamos contar um pouco da história dos candidatos que pretendem disputar as próximas eleições em Curitiba. É preciso lembrar que falamos da Capital, onde se supõe que, pela tradição, pela liderança natural, aqui se reúnem os políticos mais aptos a ocupar o segundo cargo mais importante do executivo do Paraná.
Ademais, a prefeitura de Curitiba é sempre um trampolim alto e voltado em direção ao Palácio Iguaçu. Se o sujeito for bom mesmo é só pular direto.

Interesse de todos
Por tudo isso, todo o Paraná precisa saber, pelo menos um pouquinho, sobre esses bravos rapazes entre os quais estará aquele que nos há de governar um dia. Um lembrete: é melhor tirar as crianças da sala porque susto na tenra idade poderá ter consequências imprevisíveis no futuro, como por exemplo, a decisão de votar num neto de Lerner ou de Requião. Ou num petista autêntico, sobrinho-neto do Zé Dirceu. Grandes traumas hoje, decisões imprudentes e perigosas amanhã.

O telhado de cristal
Vamos começar pelo candidato do PT, o Ângelo Vanhoni, homem bom, honesto, trabalhador, mas com cada companheiro em Brasília que nem é bom falar. Aliás, Vanhoni anda mais mudo do que o Waldomiro Diniz, mais preocupado do que desempregado no governo Lula, mais sem perspectiva do que quem ganha o novo salário mínimo e mais triste do que quem votou no PT.
Melhor alvo prá adversário do que esse? Só se estivesse na Faixa de Gaza.

O homem-modelo
Na sequência de Vanhoni vem o Beto Richa. Todo mundo diz que o próximo prefeito de Curitiba poderá ser o Beto Richa mas morre de medo que isso se torne verdade. Beto é filho de gente boa, é do PSDB, é bonito (quando fala na TV a gente sempre fica em dúvida se é ele mesmo ou o William Bonner), joga tênis no Country, é corredor de carro, é vice-prefeito, é moreno, é alto, fala e é pai de família.
Difícil mesmo é encontrar uma boa razão para votar nele.

O homem de Brasília
O deputado federal Gustavo Fruet (PMDB) também é filho de gente boa. Tão boa que se o pai, Maurício, fosse vivo ou dona Ivete, a mãe, se candidatasse, Gustavo não teria a menor chance. Duas dificuldades para o PMDB, nessas eleições: uma é tirar Gustavo de Brasília, onde ele está desde pequenininho. Eleito prefeito, é quase certo que vai trazer o Lula, o Zé Dirceu e, se segurem, até o Sarney para morar aqui. Quer construir uma basílica com pontas prá cima no Centro e transformar o Boqueirão na Asa Norte. A segunda dificuldade do PMDB é casar o candidato, de 40 anos, coisa que nem dona Ivete, com toda a persuasão de mãe, não conseguiu.

Os jovens na parada
Temos, ainda, o candidato dos jovens, Mauro Moraes, do PL, que já está bem passado dos 40 e ganha uma peruca quem descobrir onde ele corta o cabelo. Diz que representa os jovens. E bate com a bengala em quem discordar.
Já no famoso Eixo Batel/Graciosa Country Club/Caiobá, o dos jovens mesmo, tem o Ney Leprevost (leia-se Leprevô), vereador do PP. Ele é tão do bem que defende o Bubba do Big Brother, aquele dos 18 comprimidos de extasy e das 50 gramas de maconha. Também tem um irmão que é sócio do próprio Bubba em casa noturna e, talvez por isso, Leprevost nos oferece apenas sonhos.

O preferido
Ainda na faixa do Eixo, está o Osmar Stuart Bertoldi, o ''Stuartizinho'', vereador do PFL, uma gracinha de menino, olhos azuis e jaquetas de 2 mil dólares. E candidato de dona Marina Taniguchi, primeira dama de Curitiba, único voto que ele tem garantido num universo de quase um milhão de eleitores. Herdeiro de empresas de transporte coletivo, só entrou em ônibus umas duas vezes na vida. E para inaugurar.

A volta do imperador
E como se não bastasse tudo isso, temos o Rafael Greca, aquele que já foi prefeito de Curitiba pela obra e graça de Jaime Lerner. Graça da qual ninguém riu depois. Muito menos o Lerner. Pois Greca, agora no PMDB, é o candidato mais parecido com nosso governador Requião em relação a Deus. Todos dizem que ele, Greca, é um imperador. Mas só ele acredita.
Greca, quando prefeito, instalou leões de gesso no gabinete e parece que fez licitação para contratar uma liteira e quatro escravos. Só não deu certo porque o preço da licitação foi superfaturado e os escravos eram de ''lá frontera'', baixinhos e pintados de preto.

O futuro de Curitiba
Pois é, minha gente. O futuro de Curitiba e talvez do Paraná está na mão desse pessoal. É o que temos. Estão com pena? Então, levem. Podem levar. Antes que mal pergunte, Londrina está bem de candidato? E Maringá? Foz,talvez? Ahn?

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