Cestas na eleição
O governo Lula prepara a distribuição de 52 mil cestas básicas, a cada 15 dias, através do Fome Zero, para Curitiba e Região Metropolitana. A partir de junho. E se alguém encontrar qualquer semelhança com o período eleitoral, será simples e mera coincidência.

Mais cestas
Em paralelo, dona Marina Taniguchi, tal qual Chapeuzinho Vermelho, pôe a capa e também começa a contar as cestas para levar a todos os eleitores, quer dizer, a todos os amiguinhos que moram nos bosques mais distantes da cidade de Curitiba, através da Fundação Social que dirige.
Se continuar assim, não vai ter família sem cesta em Curitiba.

Aqui, não!
Todo aquele grupo que girava em torno do Jaime Lerner, alguns que foram até presos, acusados de corrupção, outros que ficaram meio ricos e querem ficar inteiros, começam a debandar em direção à candidatura de Beto Richa, do PSDB, com uma conversa de cerca-lourenço como ''olha, a gente sempre foi irmão, não é mesmo?''
Nã-nã-ni-nã-nã-nã! Os tucanos, lá de cima do muro, perceberam a manobra e começam a afiar o bico. Pra bicar mesmo.

O sonho de Jaime
Enquanto suas viúvas políticas tentam encontrar colocação na política curitibana, Dom Jaime continua se entusiasmando com a candidatura a prefeito do Rio de Janeiro. Na prancheta furada de balas, já desenha canaletas exclusivas para os morros. E ônibus com porta-metralhadoras e miras telescópicas.

Quem avisa...
O superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, está tentando legalizar concessões de áreas e outras obras realizadas no cais, feitas sem licitação, em fevereiro desse ano. Vai pedir apoio do irmão governador. Melhor, não.
No passará!

Documentos mil
O presidente da CPI do Porto, Valdir Rossoni, já recebeu centenas de documentos sobre a gestão atual e pretende realizar sessões abertas ao público em Paranaguá.
Diz Valdir que até Netuno, como sua cabeleira de algas eternas, irá se levantar das águas. De espanto.

Manobra no TC
Como quem não quer nada, o Tribunal de Contas do Paraná prepara a indicação de dois funcionários internos para os dois cargos de assessor de comunicação (salário de R$ 6 mil), que devem ser preenchidos por concurso. Se o fizer, o Sindicato de Jornalistas vai reagir.

Bandeirinhas ao vento
Os motoristas oficiais descobriram que apenas três carros estacionados no Museu Niemayer, no dia da Escolinha do Professor Requião, estavam sem a bandeirinha do Governo do Estado: o carro do presidente da Copel, Paulo Pimentel, da Companhia de Fomento e um terceiro carro, não identificado. Deve pertencer ao ''Secretário Desconhecido''.
Portanto, a bronca de EL Supremo pela ausência de bandeirinhas nos carros não tinha tanta razão de ser assim.

Dívida complicada
Agora, arara mesmo, El Supremo vai ficar quando descobrir que um diretor de autarquia do Governo apresentou uma conta de R$ 12 mil, de combustível e pedágio, pelo uso do carro oficial no trajeto diário entre Ponta Grossa, onde ele mora, e Curitiba.
Toda vez que ele entra na sala do seu chefe, Secretário de Estado, com as notas da despesa, ouve: ''Vaza, vaza''.

Aos professores
O Governo do Estado está autorizado a desembolsar R$ 15 milhões para comprar um terreno que pertenceu ao deputado Aníbal Khury, já falecido (hoje é da família) na região metropolitana. Um preço que, segundo entendidos da área, é 20 vezes maior do que o valor real.

Perguntas
De um professor : o governo vai desembolsar R$ 15 milhões para comprar um terreno da família Khury e vai negar o aumento retroativo a fevereiro?
De um ambientalista: o governo precisa comprar uma área de preservação se já existe legislação que a protege?
De um jornalista: o governador daria um ''dedo de prosa'' sobre esse assunto? Estaria o dedo do jornalista seguro?

De trabalho bom
Duas reportagens de ontem dessa ''Folha'' merecem destaque. A de Maria Duarte, sobre o terreno da família Khury e da Luciana Pombo que contou mais uma do ex-presidente da Copel, Ingo Hubert.
Ele contratou um cidadão chamado Massinet Fel Mangano, dono de uma empresa de São Lourenço da Serra (SP) para intermediar uma negociação com títulos podres de Alagoas. Por notório saber, gente. E pagou R$ 4,5 milhões por serviço algum.
Como diria o Zé Eduardo, dono dessa mesma ''Folha'': é um absurrrdo!.

Daltônicas
De mentiras
Durante o assalto, o bandido decidiu levar o menino de 7 anos, como refém, até o Banco 24 horas. O pai chamou o filho e recomendou: ''Este homem é seu melhor amigo a partir de agora. Pegue na mão dele para atravessar a rua. E não chore''. Foi a mentira mais valiosa de toda a sua vida. Pai e filho saíram ilesos.

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