RUTH BOLOGNESE
ITALIANINHOS
Estão protocoladas no Consulado de Curitiba 75 mil famílias paranaenses que querem cidadania italiana. Tutti el mondo está querendo voltar? Sobrenome italiano ajuda?
PARALISAÇÃO
Grave na área de derivados de petróleo: 4 mil petroleiros devem cruzar os braços nos próximos dias. O sindicato da categoria está contratando gente para entreter o povo parado.
ATUAÇÃO OMO
O Palácio Iguaçu não vai sentir saudade do seu líder na Assembléia, Ângelo Vanhoni (PT), que deixa o cargo para disputar a Prefeitura de Curitiba. A atuação de Vanhoni passou em branco.
SEM CONDIÇÃO
São tantas as irregularidades insanáveis da gestão de Rafael Greca como prefeito que, nem querendo muito, o TC aprova as contas. Até aquele cantor brega, o Elimar Santos, faturou U$ 60 mil num show em Curitiba.
E, com tudo isso, o Greca ainda se apresenta como candidato a prefeito de novo!
NA FRANÇA
Pelo menos na França a cruzada contra os transgênicos repercute. O governador Requião falou, neste sábado, para a jornalista Dominique Martini-Ferrari, do canal France 5 e da Rádio RFO, na granja do Canguiri e no Porto de Paranaguá.
Ficou todo entojado, o El Supremo.
NA ESCOLINHA
Desde o início da Escolinha do professor Requião, há 26 semanas, um diretor da Secretaria de Agricultura aposta uma cerveja toda vez que o governador começa a reunião das segundas-feiras com um educado ''Bom Dia''. Até agora, só ganhou duas cervejas.
ONDE OS EMPREGOS?
Serão 11 mil empregos criados em Curitiba nesse Estação Embratel Convencion Center? Du-vi-de-o-dó. É o mesmo que acreditar que Jaime Lerner criou 500 mil empregos com as montadoras e Roberto Requião 600 por dia no ano passado.
Esse pessoal pensa que ''somo tudo tonto'', viu!
Uma nova oportunidade
A partir de hoje passo a escrever, diariamente, na FOLHA. Além de um velho sonho - ainda menina, quando visitava Londrina com a família já dirigia olhos compridos para os luminosos com o nome do jornal - reencontro um velho amigo, José Eduardo Andrade Vieira, com quem trabalhei como assessora na campanha para o Senado no começo de 90. Venho de um trabalho de colunista diária no jornal ''O Estado do Paraná'', e que me revelou um doce encanto: quando se escreve com independência e um pouco de ousadia, os leitores nos encontram, de um jeito ou de outro. E são os leitores os patrões definitivos da nossa vontade.
Meu compromisso? O de agir como o parente mais inquieto da família, o que aponta falhas, registra enganos, cobra resultados, elogia, acata, volta atrás, se emociona e conta histórias. Sem ódios, privilégios, nem interesses.
A cada linha escrita, a consciência de que estarei falando aos meus. Do nosso jeito. Porque não sei escrever tratados econômicos. Nem teses profundas. Nada entendo de música erudita nem de teatro de vanguarda. Não viajei muito. Sei mais de Londrina do que de Brasília, mais de Maringá do que de São Paulo. O meu chão é aqui.
Pode ser que meu trabalho não agrade todo mundo. É certo que vai desagradar a muitos. Mas será, sempre e plenamente, a favor do Paraná, onde nasci, me criei, me formei, tive filhos, amigos e amores. Pedaço de mim, pedaço de Pátria.





