Russos retomam bombardeios na Chechênia
Moscou, 20 (AE-AP) A aviação russa retomou hoje (20) os bombardeios na Chechênia, após 24 horas de interrupção por causa do mau tempo, e intensificou a ofensiva para apoderar-se da cidade de Urus-Martan, situada a 20 quilômetros da capital chechena, Grozny, e preparavam-se para completar a conquista de Bamut, símbolo da resistência chechena durante a guerra de 1994-1996.
Ao mesmo tempo, em Moscou, o presidente russo, Boris Yeltsin, elogiava a conferência de cúpula realizada quinta-feira e ontem em Istambul pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), a qual qualificou de "um passo importante" para garantir a segurança do continente, informou a Assessoria de Imprensa do Kremlin.
O encontro, do qual tomaram parte 54 países, foi encerrado com a assinatura de um novo tratado de redução de armas convencionais na Europa e uma declaração final na qual os signatários fazem um apelo pela busca de uma solução pacífica para o conflito checheno e admitem o papel da OSCE na busca de solução pacífica para conflitos internos.
O texto abre caminho para que a Rússia venha a aceitar futuramente a mediação internacional para pôr fim à guerra. A concordância russa com a inserção da questão chechena no documento foi uma grande concessão de Yeltsin, que na abertura da cúpula fez um duro discurso em que criticava o Ocidente por intrometer-se em um assunto interno russo.
Entretanto, na mesma noite, e mais enfaticamente no dia seguinte, a Chancelaria russa enfatizou que o país não havia cedido nada e não aceitaria ingerência externa no conflito.
Ele também deixou clarou não ter nenhuma pressa em receber uma missão de paz da OSCE na Chechênia, conforme ficara acertado na cúpula.
O chanceler Igor Ivanov deixou claro não ter nenhuma pressa em receber uma missão de paz da OSCE na Chechênia, conforme ficara acertado na cúpula.





