Moscou, 11 (AE-AP) - O governo russo anunciou hoje (11) que retomará a partir de amanhã à meia-noite os bombardeios contra a capital da república separatista russa da Chechênia, Grozny. No início da semana passada o alto comando militar dera um ultimato para que os civis deixassem a cidade até hoje às 11 horas, sob pena de serem considerados terroristas e aniquilados, mas hoje pela manhã prorrogou o prazo para permitir a saída de 20 mil a 40 mil moradores.
Sob forte pressão internacional, o governo ordenou hoje a abertura de mais corredores de saída para a população e enviou à Chechênia o ministro de situações de Emergência, Serguei Shoigu, para organizar a saída. Anteriormente, os moradores só podiam sair através de Piervomaiskya. Agora, há seis passagens para fora de Grozny, que está bloqueada pelo Exército russo.
Além disso, o primeiro-ministro, Vladimir Putin, demonstrou estar propenso ao diálogo com os líderes chechenos - o que até então se negava terminantemente a fazer. "Eu meu reuni com um dos vice-primeiros-ministrios de Aslan Maskhadov (o presidente da Chechênia)", disse Putin, acrescentando, porém, que esse encontro não resultou em avanços porque "os chechenos não aceitaram as condições" de Moscou".
Putin fez questão de dizer que a prorrogação do prazo do ultimato, que ele denomina de advertência aos terroristas, não é resultado da pressão dos países ocidentais e da União Européia (UE).
No término da reunião de sua cúpula em Helsinque, hoje, a UE condenou a ofensiva russa na Chechênia, mas não impôs sanções ao país, conforme haviam ameaçado alguns altos oficiais da organização durante a semana. A declaração final da conferência dos líderes da UE advertiu, no entanto, que irá dificultar a aplicação de acordos de cooperação com a Rússia.

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