Moscou, 08 (AE-ANSA) - O Ministério das Relações Exteriores de Moscou divulgou hoje (08) uma seca e irritada resposta às advertências dos Estados Unidos ao possível fornecimento de armas da Rússia para a Síria - questão discutida no início desta semana durante a visita oficial de dois dias do líder sírio, Hafez el-Assad. A chancelaria russa definiu de "inaceitáveis e ilegítimas" os protestos e as ameaças de Washington de interromper a ajuda a Moscou. Fontes do Ministério afirmaram que o Kremlin "considera inaceitável e ilegítima qualquer referência à legislação norte-americana como base para eventuais sanções contra a Rússia pelo abastecimento de armas à Síria" - país que figura na "lista negra" de Washington como suposto patrocinador do terrorismo internacional. "A parte russa expressou várias vezes à administração norte-americana que as intenções de dar um valor supranacional à sua legislação interna, em detrimento dos interesses nacionais da Rússia, violam o direito internacional e provocam novos motivos de irritação nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos", acrescentaram as fontes ouvidas pela agência de notícias Interfax. Hoje (08), durante uma reunião no Kremlin com um grupo de altos oficiais das forças armadas, o presidente Bóris Yeltsin afirmou que "os russos não querem brigar abertamente e nem sequer flertar com a Otan". Yeltsin falou de uma relação "delicada e difícil" com a Aliança Atlântica e também disse que os generais devem "aplicar a política determinada pelo presidente" e "observar atentamente como a Otan se comporta e decidir depois, em conjunto, que tática adotar". Ele acrescentou que, "apesar de todas as dificuldades, as forças armadas estão sempre capacitadas para garantir a segurança da Rússia".

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