Moscou, 21 (AE-AP) - A Rússia está encorajando os pricipais países industrializados a comprometer-se com um programa maciço de reestruturação das dívidas do país, de forma a obter facilidades para o pagamento, em 25 anos, dos US$ 16 bilhões em débitos relativos à era soviética. Os desembolsos para a quitação desses pagamentos estão suspensos há dois anos.
Uma proposta mais ampla para reescalonamento da dívida externa russa, que totaliza US$ 145 bilhões, deverá ser apresentada aos credores após a eleição presidencial, em junho do ano 2000, informou o representante do país nas negociações com os principais organismos multilaterais, Mikhail Zardonov.
Qualquer acerto nesse sentido, porém, está definitivamente vinculado à aprovação, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de um acordo formal com duração mínima de 18 meses e desembolso de novos recursos.
O plano de reescalonamento da dívida da Rússia teria, segundo o presidente norte-americano Bill Clinton, apoio dos Estados Unidos, país que detém quantidade mínima de créditos russos a receber. O governo alemão, que concedeu a maioria dos empréstimos tanto à ex-União Soviétia quanto à Rússia, também manifestou disposição em renegociar o pagamento das quantias devidas, mas explicou que a decisão final nesse sentido só deverá ser tomada após a eleição, no ano 2000.
É nessa ocasião, também, como explicou Zardonov, que o país vai tentar obter um novo pacto de longo prazo - três ou quatro anos - com o FMI. "Continuamos a negociar um programa de longo prazo mais ambicioso", disse. As dívidas russas relativas ao período soviético somam US$ 103 bilhões.

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